Ronaldo, Portugal e o Mundial de 2030. Um erro que não podemos cometer
Lembram-se de Roger Milla?
Lembram-se de Roger Milla?
Federação de Bombeiros do Algarve, AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve
Há um problema que se está a tornar cada vez mais visível na Administração Pública portuguesa e sobre o qual se fala pouco. Em demasiados setores, a experiência deixou de ser devidamente valorizada, a responsabilidade nem sempre é recompensada e as hierarquias, que deveriam garantir justiça e eficácia, acabam frequentemente por produzir o efeito contrário. Não se trata de defender privilégios nem de regressar a modelos autoritários. Trata-se de perceber que uma instituição começa a enfraquecer quando deixa de distinguir quem construiu um percurso de quem acabou de o iniciar.
Há uma pergunta que me acompanha há algum tempo sempre que se discute o ensino do Português nas escolas: que livros devem acompanhar um jovem durante a sua formação?
A DECO E INFORMA…
Há lugares onde a História se ergue em pedra e Portugal escreveu-a também nas profundezas do oceano.
Artigo de opinião de Cristina Pires, Clinical Services Specialist South na DaVita Portugal
Há gestos que sobrevivem às épocas, às revoluções tecnológicas e às mudanças da própria civilização. Enquanto historiador, habituei-me a procurar continuidades onde a maioria apenas identifica rupturas. Talvez seja por isso que nunca consegui olhar para uma mota apenas como um meio de transporte. Sempre que passo a perna por cima dela tenho a estranha sensação de estar a repetir um gesto que acompanha a Humanidade há muitos séculos. Antes de existirem motores, homens e mulheres montavam cavalos para trabalhar, combater, transportar mensagens, partir em peregrinação ou simplesmente regressar a casa. Hoje fazemos praticamente o mesmo movimento. Mudaram os materiais, mudou a velocidade e mudou o combustível, mas o corpo continua a assumir quase a mesma postura de quem, durante centenas de anos, encontrou no cavalo a extensão natural da sua liberdade.
A recente indignação dos deputados socialistas eleitos pelo Algarve perante a ausência da região no novo pacote nacional de investimentos rodoviários seria mais convincente se não viesse carregada de esquecimento selectivo. O Algarve tem razões antigas para se sentir prejudicado em matéria de mobilidade, mas a primeira obrigação de quem exerce mandato público é dizer a verdade inteira, não apenas a parte que convém ao combate partidário do momento.
A DECO E INFORMA…