(Z1) 2026 - CM de Vila do Bispo - Um concelho a descobrir

Opinião

D. Miguel, o pai do Carnaval português e também vítima dele

D. Miguel, o pai do Carnaval português e também vítima dele

Há uma ironia na História que dificilmente poderia ter sido inventada por um romancista. D. Miguel, o rei associado à tradição, ao absolutismo, às touradas, às cavalgadas e a uma determinada maneira aristocrática de viver a festa, foi também uma das figuras que mais contribuiu para o florescimento do Carnaval lisboeta oitocentista. Mas, poucos anos depois, o mesmo Carnaval que ajudara a promover haveria de transformar-se numa arma de caricatura contra o mundo político e social que ele próprio representava. D. Miguel seria, assim, simultaneamente um dos pais do moderno Carnaval português e uma das suas primeiras grandes vítimas políticas.

RECOMEÇAR ENTRE HORMONAS E OUTRAS INTEMPÉRIES

RECOMEÇAR ENTRE HORMONAS E OUTRAS INTEMPÉRIES

Parece estranho, mas nas relações entre homem e mulher somos mais iguais do que se diz: ambos temos hormonas, ilusões e a mania de querer parecer mais jovens. A menopausa também já não é tabu; tabu é ainda haver quem a confunda com “má vontade”.

Não deite os medicamentos no lixo comum

Não deite os medicamentos no lixo comum

Dia Nacional da Sustentabilidade – 25 de setembro

Os hotéis de Lisboa onde os hóspedes dormem sobre a História

Os hotéis de Lisboa onde os hóspedes dormem sobre a História

Áurea Museum. Ferraria XVI. Memmo Alfama. Solar do Castelo. Locke de Santa Joana. Convent Square.

Pernas cansadas ao fim do dia? Saiba porquê e o que pode fazer

Pernas cansadas ao fim do dia? Saiba porquê e o que pode fazer

O regresso ao trabalho depois das férias é, para muitos, sinónimo de voltar a acordar com despertador, às deslocações, às reuniões e às muitas horas passadas no mesmo lugar. Sentados em frente a um computador ou de pé atrás de um balcão, retomamos rotinas que, sem nos apercebermos, podem pesar, literalmente, nas nossas pernas.

Até quando os venezuelanos terão de esperar para simplesmente poder escolher?

Até quando os venezuelanos terão de esperar para simplesmente poder escolher?

Estamos prontos para escolher e o que escolhemos é a democracia!

CONDUZIR AOS 100 (ANOS!)

CONDUZIR AOS 100 (ANOS!)

A questão coloca-se com pertinência: vemos cidadãos acima da respeitável idade, alguns próximos do centenário, a conduzir automóvel, como se estivessem na flor da idade. Num momento de crise na condução o corpo vai responder para evitar um acidente ou algo pior?

Os políticos portugueses que se corresponderam com Marx e Engels

Os políticos portugueses que se corresponderam com Marx e Engels

Há uma história do socialismo português que ainda permanece pouco conhecida e que nos conduz directamente ao século XIX, a uma época em que Portugal estava longe de ser uma potência industrial e em que o movimento operário começava apenas a organizar-se, mas na qual alguns portugueses já procuravam estabelecer contacto com os homens que, no centro da política europeia, estavam a transformar profundamente a forma de pensar a sociedade, o trabalho e a luta de classes. Foi precisamente a investigação que desenvolvi sobre José Fontana, publicada no meu livro José Fontana, o Ativista, que me permitiu aprofundar esta dimensão particularmente reveladora da história portuguesa, através da documentação relativa à correspondência mantida por Fontana com Karl Marx e Friedrich Engels, correspondência que ajuda a compreender não apenas a trajectória de uma das figuras fundamentais do primeiro movimento operário português, mas também a forma como as ideias socialistas internacionais começaram a chegar a Portugal através de homens que não se limitaram a ler Marx e Engels, procurando antes estabelecer com eles uma relação política directa. A pergunta que dá título a este artigo nasce precisamente dessa documentação e conduz-nos a uma pequena, mas extraordinariamente significativa, rede de portugueses que, nas décadas de 1870 e 1880, escreveram aos dois grandes nomes do socialismo europeu.

Para onde está a ir o património ferroviário português?

Para onde está a ir o património ferroviário português?

Há imagens que, por mais pequenas que pareçam, acabam por dizer muito sobre a forma como um país olha para a sua própria História. Nas últimas semanas, muitos portugueses viram na televisão a polémica em torno das travessas de madeira provenientes de uma linha ferroviária desmantelada que terão sido utilizadas para fabricar uma mesa e bancos numa propriedade do actual ministro da Administração Interna, Luís Neves. Segundo foi noticiado, as travessas, conhecidas no vocabulário ferroviário como sulipas, terão sido obtidas no contexto do desmantelamento de uma linha e posteriormente transportadas para Odemira, onde foram transformadas em mobiliário. O ministro afirmou ter adquirido as madeiras, enquanto a Infraestruturas de Portugal foi chamada a esclarecer as circunstâncias da operação.