OS ERROS DO ACORDO ORTOGRÁFICO
Pluricentrismo significa respeitar e cultivar cada variante, nunca apagá-las.
Pluricentrismo significa respeitar e cultivar cada variante, nunca apagá-las.
Há datas que pertencem ao calendário. E há datas que pertencem à alma de um povo. Os 900 anos da fundação de Portugal inserem-se claramente na segunda categoria. Não estamos perante mais uma efeméride. Estamos perante um momento raro, daqueles que acontecem apenas uma vez em muitas gerações e que obrigam o país a olhar para a sua própria identidade.
Prezado Senhor Paulo Freitas do Amaral, autor do artigo “O Acordo Ortográfico ainda não pode ser julgado”.
Há uma pergunta que raramente encontro no debate sobre o Acordo Ortográfico: será que já passou tempo suficiente para o julgar? A facilidade com que se proclama o seu sucesso ou o seu fracasso revela, muitas vezes, uma dificuldade em compreender o ritmo próprio da História. Como historiador, aprendi que as grandes transformações raramente podem ser avaliadas enquanto ainda estão a acontecer. O tempo é um elemento essencial para perceber o verdadeiro alcance das mudanças profundas de uma sociedade, sejam elas políticas, culturais ou linguísticas.
Há encontros que não duram muito tempo, mas ficam para sempre. Há pessoas que, pela forma como falam, pela forma como escutam ou simplesmente pela maneira como se apresentam aos outros, deixam uma marca que o tempo não apaga. Luís Represas foi uma dessas pessoas.
Os resultados dos exames nacionais voltaram a lançar um sinal de alerta que não pode ser ignorado. No exame nacional de Português do 12.º ano, a média desceu de 12,6 para 11,4 valores. Ao mesmo tempo, a percentagem de classificações negativas aproximou-se dos 30%, quando no ano anterior rondava os 20%. Também a Literatura Portuguesa registou uma quebra preocupante, passando de 10,6 para 9,6 valores, tornando-se a única disciplina com média negativa.
Lembram-se de Roger Milla?
Federação de Bombeiros do Algarve, AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve
Há um problema que se está a tornar cada vez mais visível na Administração Pública portuguesa e sobre o qual se fala pouco. Em demasiados setores, a experiência deixou de ser devidamente valorizada, a responsabilidade nem sempre é recompensada e as hierarquias, que deveriam garantir justiça e eficácia, acabam frequentemente por produzir o efeito contrário. Não se trata de defender privilégios nem de regressar a modelos autoritários. Trata-se de perceber que uma instituição começa a enfraquecer quando deixa de distinguir quem construiu um percurso de quem acabou de o iniciar.