Supremo Tribunal de Justiça obriga conselho de administração a reparar uma das maiores injustiças que penalizava os enfermeiros
Finalmente, a ULS vai cumprir, pela força do tribunal, o que não quis cumprir pela via do compromisso, assinado!
Finalmente, a ULS vai cumprir, pela força do tribunal, o que não quis cumprir pela via do compromisso, assinado!
Não haverá aterros e alargamentos que cheguem
Há expressões que, de tanto as ouvirmos, parecem ter nascido conosco ,como se a língua portuguesa, ao ser aprendida, viesse com um pequeno manual de sobrevivência para os desastres nacionais. Uma dessas expressões é o célebre “Isto vai ser um 31”. Dita com aquela resignação lusitana que combina fatalismo com humor, ela anuncia o inevitável: a confusão iminente, o caos em potência, o desastre já confirmado.
A expropriação dos bens da Igreja em Portugal, decretada em 1834, constituiu um dos acontecimentos mais marcantes do século XIX e um dos pilares da consolidação do regime liberal após o fim das Guerras Liberais. Esta medida, conduzida pelo governo de Joaquim António de Aguiar, determinou a extinção das ordens religiosas masculinas e a apropriação dos seus bens pelo Estado. Embora apresentada como uma reforma necessária à modernização do país e à recuperação financeira do erário público, a expropriação teve consequências profundamente nefastas a nível social, económico, cultural e patrimonial em todo o território nacional.
A recente aquisição, pelo Estado português, de um cancioneiro raro do século XVI é um dos momentos mais significativos da preservação do património literário nacional das últimas décadas. Não se trata apenas de comprar um manuscrito antigo, mas de recuperar uma peça central da cultura portuguesa, com textos inéditos de Camões e de outros vultos da literatura renascentista.
A campanha presidencial de 1986 ficou gravada na memória coletiva pelo seu desfecho político, mas também por um episódio menos conhecido e revelador da dimensão humana e ética de um dos seus protagonistas: a dívida de campanha de Freitas do Amaral, no valor de 60 000 contos, o que corresponde hoje a cerca de 300 000 euros. Uma soma enorme para a época. Muito dinheiro.
Os anéis de brasão, frequentemente designados por anéis sinete, constituem um dos objetos mais densos de significado simbólico e jurídico da história europeia. A sua relevância ultrapassa largamente a dimensão ornamental, inserindo-se num universo em que o poder, a identidade familiar e a legitimidade social se materializavam em sinais visíveis e duradouros. Numa época em que a escrita era privilégio de poucos e a autoridade se afirmava através de símbolos, o anel de brasão assumiu-se como um verdadeiro prolongamento da pessoa e da sua posição na ordem social.