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Opinião

Para onde está a ir o património ferroviário português?

Para onde está a ir o património ferroviário português?

Há imagens que, por mais pequenas que pareçam, acabam por dizer muito sobre a forma como um país olha para a sua própria História. Nas últimas semanas, muitos portugueses viram na televisão a polémica em torno das travessas de madeira provenientes de uma linha ferroviária desmantelada que terão sido utilizadas para fabricar uma mesa e bancos numa propriedade do actual ministro da Administração Interna, Luís Neves. Segundo foi noticiado, as travessas, conhecidas no vocabulário ferroviário como sulipas, terão sido obtidas no contexto do desmantelamento de uma linha e posteriormente transportadas para Odemira, onde foram transformadas em mobiliário. O ministro afirmou ter adquirido as madeiras, enquanto a Infraestruturas de Portugal foi chamada a esclarecer as circunstâncias da operação.

Os políticos portugueses que se corresponderam com Marx e Engels

Os políticos portugueses que se corresponderam com Marx e Engels

Há uma história do socialismo português que ainda permanece pouco conhecida e que nos conduz directamente ao século XIX, a uma época em que Portugal estava longe de ser uma potência industrial e em que o movimento operário começava apenas a organizar-se, mas na qual alguns portugueses já procuravam estabelecer contacto com os homens que, no centro da política europeia, estavam a transformar profundamente a forma de pensar a sociedade, o trabalho e a luta de classes. Foi precisamente a investigação que desenvolvi sobre José Fontana, publicada no meu livro José Fontana, o Ativista, que me permitiu aprofundar esta dimensão particularmente reveladora da história portuguesa, através da documentação relativa à correspondência mantida por Fontana com Karl Marx e Friedrich Engels, correspondência que ajuda a compreender não apenas a trajectória de uma das figuras fundamentais do primeiro movimento operário português, mas também a forma como as ideias socialistas internacionais começaram a chegar a Portugal através de homens que não se limitaram a ler Marx e Engels, procurando antes estabelecer com eles uma relação política directa. A pergunta que dá título a este artigo nasce precisamente dessa documentação e conduz-nos a uma pequena, mas extraordinariamente significativa, rede de portugueses que, nas décadas de 1870 e 1880, escreveram aos dois grandes nomes do socialismo europeu.

O primeiro jardim público do mundo nasceu em Lisboa (séc. XVIII)

O primeiro jardim público do mundo nasceu em Lisboa (séc. XVIII)

Quem hoje atravessa os Restauradores dificilmente imagina que, naquele mesmo espaço onde circulam diariamente milhares de pessoas, existiu um jardim que ajudou a mudar a maneira como os lisboetas se relacionavam com a própria cidade. Antes da Avenida da Liberdade, antes do trânsito, dos hotéis e das grandes lojas, existia ali o Passeio Público, criado em 1764 por iniciativa do Marquês de Pombal, num momento em que Lisboa estava a ser reconstruída e em que a cidade começava a experimentar uma conceção muito diferente do espaço urbano.

As cinco hipóteses que Pombal analisou para a reconstrução de Lisboa

As cinco hipóteses que Pombal analisou para a reconstrução de Lisboa

Lisboa não nasceu pombalina na manhã seguinte ao terramoto de 1 de Novembro de 1755. Entre os escombros da cidade destruída, antes de surgirem a Rua Augusta, a Praça do Comércio ou a geometria quase perfeita da Baixa, houve uma pergunta muito mais inquietante do que a simples reconstrução dos edifícios: que Lisboa se deveria reconstruir?

O  EIXO CIVILIZACIONAL EM RUTURA

O EIXO CIVILIZACIONAL EM RUTURA

Ensaio sobre a mudança axial e o nascimento da política relacional (Wagenknecht como sintoma)

OS DESABRIGADOS DA POLÍTICA

OS DESABRIGADOS DA POLÍTICA

O escândalo da democracia, quando o povo se atreve a querer algo diferente dos seus defensores

Servir é fazer mais

Servir é fazer mais

Existe uma ideia, infelizmente ainda muito presente na sociedade, de que o funcionário público é alguém que está ali simplesmente porque não consegue fazer outra coisa. Por vezes, associa-se essa imagem a uma pessoa desleixada, pouco empenhada, que faz apenas aquilo que lhe é estritamente pedido e que encara o trabalho como uma obrigação a cumprir, e não como uma oportunidade de servir.

Gil Vicente, dramaturgo mas também ourives da Coroa Real?

Gil Vicente, dramaturgo mas também ourives da Coroa Real?

Gil Vicente entrou na História como o homem que colocou Portugal diante de um espelho, fazendo desfilar nos seus autos clérigos, nobres, comerciantes, camponeses e poderosos, mas poderá ter deixado uma outra marca, muito mais silenciosa e feita não de palavras, mas de ouro.

UM GOLPE CONTRA A CLASSE POLÍTICA E O GLOBALISMO DE BRUXELAS

UM GOLPE CONTRA A CLASSE POLÍTICA E O GLOBALISMO DE BRUXELAS

O Resultado das Eleições na Saxónia-Anhalt é o Alarme para os que se apegam às Estratégias políticas de Ontem

Um Abalo Político