Enxaqueca em Portugal: os paradoxos do retrato possível
Filipe Palavra
Médico Neurologista na Unidade Local de Saúde de Coimbra
Presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias
Filipe Palavra
Médico Neurologista na Unidade Local de Saúde de Coimbra
Presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias
Pedro, o Grande e o Marquês de Pombal parecem viver em mundos diferentes mas partilham um traço raro na história europeia do século XVIII. Ambos viajaram, ambos observaram o que faltava nos seus países e ambos regressaram decididos a construir uma cidade que fosse mais do que um lugar de governo. Pedro o Grande percorreu a Europa no final do século XVII, de Londres a Amesterdão, dos arsenais navais aos laboratórios científicos. Quando regressou à Rússia fundou São Petersburgo em 1703, cidade nascida dos pântanos do Báltico, com canais e palácios de inspiração europeia, símbolo de uma Rússia moderna e de uma nova ordem social.
Há histórias que parecem feitas de acaso e revelam como a memória de um lugar se entrelaça com a criação artística. Paul McCartney, então jovem músico dos Beatles, encontrou no Algarve um cenário inesperado para dar forma àquela que seria uma das canções mais célebres da história da música popular. A melodia de Yesterday surgiu-lhe num sonho e acompanhou-o durante dias. Faltava-lhe a letra e foi no sul de Portugal, em 1965, que começou a dar-lhe corpo.
Johan Pehrson. Que nos diz este personagem. Nada. Mas, o que diz agora da sua experiência como ministro da Educação da Suécia até junho, obriga-nos a refletir.
O português é hoje uma das grandes línguas globais, falada por mais de 260 milhões de pessoas nos cinco continentes. É património comum de países e culturas, instrumento de identidade e veículo de criação literária, científica e artística. Porém, em Portugal, pátria-mãe desta língua, ainda não existe um espaço museológico inteiramente dedicado a celebrá-la.
O nome de António Egas Moniz ocupa um lugar singular na história portuguesa. Médico e homem de ciência, tornou-se conhecido por uma operação que hoje se reconhece como um erro doloroso: a lobotomia. O procedimento consistia em cortar ligações no cérebro de doentes mentais graves. O resultado raramente correspondia às promessas iniciais. Muitos pacientes ficavam apáticos, sem energia e sem identidade, sobrevivendo sem verdadeira vida.
Artigo escrito por Joana Nunes, Gastrenterologista e Hepatologista no Hospital da Luz, Secretária-Geral da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia
Desde fevereiro de 2022 e com a escalada da inflação, a DECO PROteste tomou a iniciativa de realizar uma análise semanal dos preços de um cabaz constituído por 63 Produtos Alimentares Essenciais.
Artigo de opinião de Artur Teixeira, ortopedista, Vogal da Secção de Coluna da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT)
Em março de 1992, um pequeno barco ousou desafiar o silêncio cúmplice das potências e a indiferença da comunidade internacional. O Lusitânia Expresso, navio fretado por cidadãos portugueses e estrangeiros, partiu de Lisboa com destino a Dili, Timor-Leste, num gesto simbólico de repúdio à ocupação indonésia após o massacre de Santa Cruz.