Fortaleza de Sagres participa no Fórum da Marca do Património Europeu

Entre 22 e 24 de abril, a Fortaleza de Sagres, representada pela sua Diretora, Ana Cláudia Silveira, participou nas diversas iniciativas que, nos 15 anos da Marca do Património Europeu, congregaram em Bruxelas os 80 sítios que agora integram a iniciativa e se distribuem por 23 países europeus. Na sua diversidade, cada um destes sítios evoca acontecimentos e figuras relevantes no processo de construção europeia, testemunham lutas e conquistas, conflitos passados e paz duradoura, encarnando os princípios da dignidade humana, da democracia, da liberdade, da igualdade, do Estado de direito e dos direitos humanos.
Além da cerimónia realizada no Museu de Arte e História de entrega dos galardões aos 13 sítios que em 2025 passaram a integrar a rede, a qual contou com a presença de Glenn Micallef, Comissário Europeu para a Equidade Intergeracional, Juventude, Cultura e Desporto, bem como de diversos representantes das instituições europeias, esta ocasião proporcionou a realização de vários momentos de trabalho.
Destaca-se, a 22 de abril, a realização de um seminário sobre diálogo intergeracional sobre património cultural europeu contando com a participação dos membros do Painel de Jovens Consultores da Marca do Património Europeu, no qual se proporcionou um diálogo e reflexão sobre o contributo, as perspetivas e competências que uma nova geração de jovens pode trazer para o trabalho das instituições do setor, discutindo-se ainda os desafios atualmente em curso, incluindo as novas tecnologias, a implementação de metodologias participativas e o contexto social e político atual.
No dia seguinte, foi ocasião de reunir o Fórum da Marca do Património Europeu, congregando os vários sítios distinguidos com esta atribuição, assim como os coordenadores nacionais, que gerem a iniciativa nos vários países, e ainda o Bureau da Marca do Património Europeu, que a apoia. Foi ocasião de conhecer mais detalhadamente o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na dinamização da Marca do Património Europeu, perceber as expectativas existentes, refletir sobre possibilidades de construir sinergias com outras iniciativas europeias e apresentar o trabalho que tem vindo a ser produzido nos grupos de trabalho recentemente constituídos para impulsionar aspetos identificados como prioritários para os próximos anos: desenvolvimento de públicos, digitalização, financiamento, sustentabilidade e visibilidade, integrando a Fortaleza de Sagres este último grupo de trabalho.
Houve ainda oportunidade de reunir, no dia 24 de abril, os vários grupos de trabalho constituídos para elaborar um plano de ação que contribua para impulsionar a Marca do Património Europeu em diferentes vertentes. Esta sessão mais restrita e na qual a Fortaleza de Sagres foi convidada a participar proporcionou a oportunidade para definir e articular iniciativas a desenvolver proximamente, acreditando, tal como referido pelo Comissário Micallef, que os sítios que integram a Marca do Património Europeu “refletem a riqueza da nossa história comum, marcando cada um deles um marco importante na construção de uma sociedade empenhada, informada e voltada para o futuro, enraizada nos valores europeus que tanto prezamos. Numa época de grandes mudanças e perturbações, o património serve-nos de âncora. Ajuda-nos a compreender de onde viemos, a dar sentido ao ponto em que nos encontramos hoje e inspira-nos a construir a comunidade de amanhã. Nunca devemos subestimar o significado e o potencial destes locais: ajudar os cidadãos a conectarem-se com a sua identidade e a verem a sua história comum refletida nos locais reconhecidos como Marca do Património Europeu”.
Em Portugal, além da Fortaleza de Sagres, foram designados como Marca do Património Europeu a Carta de Lei de Abolição da Pena de Morte arquivada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, o Património Cultural Subaquático dos Açores e o Abrigo do Lagar Velho, em Leiria, onde foi descoberta a Criança do Lapedo, que passou a integrar a iniciativa em 2025, ano em que foi igualmente integrado o sítio transnacional dos Lugares de Paz, onde se incluem os sítios portugueses das Alcáçovas e de Evoramonte, onde importantes tratados de paz foram assinados.
Fotos: Ana Cláudia Silveira e BR&U Agency











