O vinho português que foi enterrado devido às invasões e que ganhou um gosto único
Era o início do século XIX, Portugal atravessava a sombra das invasões napoleónicas e as aldeias alentejanas tremiam com a passagem dos soldados franceses. Nessa noite fria de outono, homens e mulheres corriam para esconder o que mais prezavam: talhas de barro cheias de vinho, o sustento das famílias e o símbolo da sua identidade. Enterravam-nas na terra, discretamente, sabendo que aquele gesto simples podia salvar não só o vinho, mas parte da memória da sua gente.


