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Preço das casas no Algarve sobe 10,9% e ultrapassa pela primeira vez os 4.000 euros/m2

Preço das casas no Algarve sobe 10,9% e ultrapassa pela primeira vez os 4.000 euros/m2

O preço das casas no Algarve subiu 10,9% em abril face ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 4.009 euros/m2 no final do mês, tendo em conta o valor mediano, ultrapassando a barreira dos 4.000 euros/m2 pela primeira vez. Em termos trimestrais, os preços aumentaram 2,8%.

Entre os municípios do Algarve, a maior subida anual foi registada em Monchique (37%), destacando-se claramente do conjunto analisado. Seguem-se São Brás de Alportel (27,7%), Castro Marim (19,3%), Vila Real de Santo António (15,6%), Faro (15,1%) e Portimão (13,7%). Com aumentos igualmente relevantes surgem ainda Lagos (11,6%), Loulé (10,7%), Tavira (10,5%) e Olhão (9,7%). Subidas mais moderadas observaram-se em Albufeira (6,5%), Lagoa (3,9%), Vila do Bispo (1,8%) e Silves (0,3%). Em sentido contrário, registaram-se descidas anuais em Alcoutim (-16,2%) e Aljezur (-1,3%).

No ranking dos preços medianos por metro quadrado, Loulé mantém-se como o município mais caro para comprar casa, com 4.657 euros/m2, seguido por Lagos (4.591 euros/m2) e Lagoa (3.942 euros/m2). Logo depois surgem Albufeira (3.904 euros/m2), Vila do Bispo (3.893 euros/m2) e Faro (3.656 euros/m2). Seguem-se Vila Real de Santo António (3.534 euros/m2), Tavira (3.530 euros/m2), São Brás de Alportel (3.481 euros/m2), Aljezur (3.468 euros/m2), Portimão (3.397 euros/m2), Olhão (3.261 euros/m2) e Silves (3.248 euros/m2). Com os valores mais baixos surgem Castro Marim (3.017 euros/m2), Monchique (2.970 euros/m2) e, por fim, Alcoutim (1.019 euros/m2).

Já a nível nacional, as casas ficaram 10,8% mais caras, situando o preço do metro quadrado em 3.121 euros.

Cidades capitais de distrito e regiões autónomas

Em abril de 2026, os preços das casas à venda subiram em 15 das 16 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, tendo-se mantido estáveis em Vila Real (-0,2%).

As maiores subidas anuais registaram-se em Santarém (25,4%), Viseu (24,3%) e Beja (23%). Seguem-se a Faro (15,1%), Leiria (13,7%), Guarda (13,2%), Ponta Delgada (13,1%), Setúbal (12,5%), Viana do Castelo (12,3%) e Braga (12,1%).

Também Aveiro (10,4%) apresentou uma subida expressiva, assim como Funchal (9,6%), Lisboa (8,8%) e Porto (8,1%). Já Évora (7,5%) registou uma variação mais moderada.

Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.109 euros/m2. Seguem-se o Porto (4.044 euros/m2) e o Funchal (3.939 euros/m2). No quarto e quinto lugares surgem Faro (3.656 euros/m2) e Setúbal (3.091 euros/m2).

Logo depois posicionam-se Aveiro (2.807 euros/m2), Évora (2.556 euros/m2), Ponta Delgada (2.381 euros/m2), Viana do Castelo (2.276 euros/m2) e Braga (2.223 euros/m2).

Com valores inferiores a 2.000 euros/m2 surgem Viseu (1.961 euros/m2), Leiria (1.882 euros/m2), Santarém (1.804 euros/m2), Beja (1.439 euros/m2) e Vila Real (1.431 euros/m2). Abaixo dos 1.000 euros/m2, destaca-se a Guarda (997 euros/m2).

Distritos e ilhas

Analisando os dados mais recentes, os preços das casas subiram em todos os 25 distritos e ilhas analisadas, não se registando qualquer descida no último ano. A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo (33,7%), destacando-se de forma muito expressiva. Seguem-se a ilha de São Jorge (29,5%), a ilha Terceira (26,5%), Castelo Branco (23,7%) e Santarém (22,3%).

Com variações igualmente relevantes surgem ainda Portalegre (18,2%), Setúbal (17,8%), ilha de São Miguel (16,2%), Viseu (15,8%) e Guarda (14,9%). Também a ilha do Pico (13,9%), Beja (13,7%), Coimbra (12,8%), Évora (12,6%), Braga (12,2%), Leiria (11,8%) e Viana do Castelo (11,8%) registaram subidas consistentes.

Já com aumentos mais moderados aparecem a ilha da Madeira (10,9%), Faro (10,9%), Aveiro (10,5%), Lisboa (9,1%) e Porto (8,3%). As variações mais contidas observaram-se na Bragança (4,7%), ilha do Faial (4,5%) e Vila Real (2,7%).

No ranking dos preços por metro quadrado, Lisboa lidera como o distrito mais caro para comprar casa, com 4.695 euros/m2, seguido por Faro (4.009 euros/m2), ilha de Porto Santo (3.811 euros/m2), ilha da Madeira (3.722 euros/m2) e Setúbal (3.296 euros/m2). Logo a seguir surge o Porto (3.083 euros/m2) e a ilha de São Miguel (2.322 euros/m2).

Com valores intermédios posicionam-se Aveiro (2.070 euros/m2), Leiria (1.985 euros/m2), Braga (1.925 euros/m2), ilha Terceira (1.796 euros/m2), Coimbra (1.751 euros/m2), Viana do Castelo (1.729 euros/m2), ilha do Faial (1.684 euros/m2), ilha do Pico (1.673 euros/m2), Évora (1.662 euros/m2) e Santarém (1.607 euros/m2).

Na parte inferior da tabela surgem a ilha de São Jorge (1.498 euros/m2), Beja (1.416 euros/m2), Viseu (1.390 euros/m2), Vila Real (1.124 euros/m2), Castelo Branco (1.112 euros/m2), Portalegre (970 euros/m2), Bragança (961 euros/m2) e, por fim, a Guarda (838 euros/m2).

Regiões

Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram em todas as regiões do país. A maior subida anual foi registada no Alentejo (21,3%), seguido da Região Autónoma dos Açores (19,3%), do Centro (12%), da Região Autónoma da Madeira (11,3%) e da Área Metropolitana de Lisboa (11,1%). O Algarve apresentou uma valorização anual de 10,9%, enquanto o Norte registou a subida mais moderada (8,6%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com um preço mediano de 4.379 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (4.009 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.725 euros/m2).

Logo depois surgem o Norte (2.551 euros/m2), o Alentejo (2.050 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (2.035 euros/m2). O Centro, com um preço mediano de 1.774 euros/m2, mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação.

Índice de preços imobiliários do idealista

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.

O relatório completo encontra-se em:

https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda/

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