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Campanha de monitorização de Primavera 2026

Campanha de monitorização de Primavera 2026

Projeto Rios Lança Campanha Nacional de Monitorização de Primavera para Avaliar a Saúde dos Rios de Portugal

Entre 1 de abril e 17 de maio, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e a Coordenação Nacional do Projeto Rios convidam todos os grupos aderentes para a campanha de monitorização mais estratégica do calendário anual. Esta iniciativa de ciência cidadã visa a vigilância e proteção dos ecossistemas fluviais através da adoção e diagnóstico de troços de 500 metros de rios e ribeiras.

Porquê monitorizar neste período? A "Janela de Ouro" da Primavera

A primavera é considerada a época ideal para o diagnóstico ecológico dos cursos de água. É nesta fase que os bioindicadores, como os macroinvertebrados aquáticos, surgem com a sua maior representatividade e abundância, permitindo um diagnóstico preciso e fiel da saúde real do ecossistema. Ao observar estes organismos, os voluntários conseguem identificar precocemente ameaças como a poluição e a perda de biodiversidade, gerando dados fundamentais que servirão de base para futuras ações de reabilitação e restauro dos rios portugueses.

Uma Rede Nacional com Impacto Comunitário

Nesta iniciativa são chamados a participar os 682 grupos inscritos no projeto, estimando o envolvimento direto de cerca de 10.000 voluntários em todo o território nacional. Esta rede é composta por diversas tipologias de grupos, demonstrando a transversalidade do projeto:

  • Comunidade Escolar: Desde o pré-escolar até ao ensino universitário;

  • Autarquias: Municípios e Juntas de Freguesia empenhados na valorização do território;

  • Sociedade Civil: Grupos de escuteiros, ONGs, associações locais, lares de 3.ª idade, empresas, grupos de amigos e famílias.

Como principais impactos destacam-se a literacia ambiental e a co-responsabilização da comunidade na proteção do património natural. Os principais indicadores de sucesso incluem:

  • Extensão monitorizada: Número de quilómetros de linhas de água efetivamente inspecionados (a rede abrange já mais de 300 km adotados)

  • Dados Biológicos e Químicos: Registos de dados de bioindicadores e parâmetros físico-químicos (pH, nitratos, nitritos, dureza) inseridos no sistema,

  • Vigilância Social: Identificação e reporte de pressões antropogénicas, como descargas ilegais ou proliferação de espécies invasoras,.

Como Participar e Submeter Dados

Para garantir o rigor científico, os grupos devem utilizar o formulário de monitorização de Rios, disponível na app ArcGIS Survey123. Este sistema permite que os dados recolhidos no campo sejam integrados automaticamente nos geovisualizadores do projeto, criando um reservatório online de partilha de conhecimento,.

Apelamos à participação de todos os grupos para que façam desta primavera uma época de ação concreta e vigilância ativa. Cuidar do rio é cuidar do futuro!

Sobre o Projeto Rios:
Coordenado pela ASPEA há 20 anos, o Projeto Rios une ciência, educação e voluntariado, promovendo a ligação afetiva da população aos espaços ribeirinhos e implementando uma rede nacional de avaliação da qualidade dos rios de Portugal.

Para mais informações contacte

Coordenação Nacional do Projeto Rios

Telemóvel: 913 563 158
E-mail: projetorios@aspea.org

Sobre nós

A Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) é uma Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) sem fins lucrativos, fundada em junho de 1990, com estatuto de Utilidade Pública, que tem como objetivo principal o desenvolvimento da Educação Ambiental no ensino formal e não formal.

Para levar a cabo este objetivo, várias estratégias/ações são levadas a efeito pelos membros da sua direcção e pelos seus sócios, nomeadamente:

  • uma conferência anual para professores e outros técnicos interessados na Educação Ambiental;
  • seminários e cursos de formação contínua de professores e de monitores de ambiente;
  • redes de escolas, fomentando a cooperação nacional e internacional;
  • desenvolvimento de recursos pedagógicos;
  • organização de saídas de campo e programas de verão para crianças/jovens;
  • cooperação com as autarquias;
  • divulgação das suas atividades e da educação ambiental em revistas da especialidade e através de apresentação de comunicação e participação em conferências nacionais e internacionais;
  • edição de boletim semestral.
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