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Viver com Doença Venosa Crónica no verão

Viver com Doença Venosa Crónica no verão

A Doença Venosa Crónica (DVC) instala-se quando ocorre uma alteração morfológica ou funcional do sistema venoso e atinge 5 a 30% da população em idade adulta. Com a chegada do tempo quente os sintomas intensificam-se e, com o calor, a dilatação venosa aumenta a estase sanguínea. Conheça algumas medidas não farmacológicas que ajudam a diminuir os sintomas e a progressão da doença.  

As pessoas que sofrem de DVC procuram ajuda médica não só pela preocupação estética, mas porque apresentam sintomatologia intensa. Quando não tratada, a doença progride para uma forma mais grave, podendo levar ao aparecimento de feridas nos membros inferiores. Sabe-se que o tratamento farmacológico está indicado como um adjuvante ao tratamento compressivo. No entanto, existem medidas não farmacológicas que podem ser adotadas para diminuir o impacto dos sintomas.

Conselhos que fazem a diferença

Por exemplo, sabe-se que as alterações no trânsito intestinal (obstipação) e o excesso de peso aumentam a pressão sanguínea venosa nos membros inferiores. Desta forma, a pessoa deve privilegiar uma alimentação rica em fibras, manter uma boa hidratação e reduzir a ingestão de gorduras saturadas. A prática de exercício físico deve ser regular, como ginástica, natação, ciclismo ou dança, pois estimula a contração muscular e melhora o retorno venoso.

Com os dias mais quentes, é normal que surjam novas rotinas. Contudo, a exposição solar prolongada, os banhos quentes, a sauna e o vestuário quente devem ser evitados. Nos períodos de maior calor, a pessoa deve permanecer em locais frescos e, quando possível, passar as pernas por água fria para estimular a circulação venosa e aliviar, ao mesmo tempo, a dor e a sensação de pernas pesadas.

O calçado utilizado é extremamente importante, pelo que o salto deve ter entre 3 a 4 cm. A utilização de roupa muito apertada comprime as veias e dificulta a circulação venosa e os sapatos de salto alto e planos não devem ser utilizados.

É importante que as pessoas executem, diariamente, massagem nos membros inferiores, no sentido ascendente, para estimular o retorno venoso, assim como realizar a elevação dos pés à noite, antes de irem dormir.

A contraceção oral e o período da gravidez também potenciam o agravamento da doença venosa crónica. Por isso, as grávidas podem adotar as medidas referidas anteriormente para diminuir o impacto dos sintomas.

Confirmar o diagnóstico com o médico

A DVC é uma condição que afeta o sistema nervoso das pernas, com forte impacto na qualidade de vida, podendo levar a um quadro de dor crónica e incapacitante. Como principais sintomas referidos podemos nomear a dor, prurido, calor, edema, sensação de “pernas pesadas”, fadiga e/ou pernas inquietas. Desta forma, se apresentar alguma queixa deve consultar o seu médico.

A idade avançada, os antecedentes familiares e o sexo são fatores de risco não modificáveis para o desenvolvimento da doença venosa crónica. Como fatores de risco modificáveis encontramos: alterações no trânsito intestinal (obstipação) e excesso de peso, atividade física de alto impacto para os membros inferiores (ténis ou basquetebol), exposição ao calor, utilização de roupa apertada e de sapatos de salto alto ou de sola plana. Menos falada, a atividade laboral, em que a pessoa permanece muitas horas de pé ou sentada, também é um fator de risco pelo que é aconselhada a realização de movimentos circulares com os pés e realizar caminhadas após o seu horário de trabalho.

Rita Santos – Enfermeira nas Farmácias Holon

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