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Os anos passam e Ministério da Saúde e Conselho de Administração não adoptam medidas que minimize o flagelo dos tempos de espera nos serviços de urgência

Os anos passam e Ministério da Saúde e Conselho de Administração não adoptam medidas que minimize o flagelo dos tempos de espera nos serviços de urgência

Em resposta ao tempo de espera de doentes urgentes Tiago Botelho afirma que “espera de 10 horas não colocaram em causa os resultados finais”

É inaceitável o desrespeito do Presidente do Conselho de Administração pelos doentes e todos os que recorrem aos serviços de urgência no Algarve.

Será preciso que os resultados finais envolvam a morte de algum doente para, finalmente, os doentes serem observados de acordo com a gravidade da sua situação, identificada pela pulseira que lhes é atribuída na Triagem?

Mas, a infeliz afirmação do Presidente do Conselho de Administração não é alheia ao agravamento dos problemas que decorrem da ausência de medidas para contratar e reter profissionais de saúde, permitindo que o SNS fique refém das prestações de serviços.

O Ministério da Saúde é, pela inércia, responsável pelo gasto de milhões de euros em prestações de serviços e horas extraordinárias que já teriam permitido resolver o problema. Os milhões de euros gastos teria permitido contratar, valorizar carreiras e, seguramente, atribuir o regime de exclusividade.

O Ministério da Saúde está refém, e quer estar, dos interesses económicos dos grandes grupos económicos da saúde. A existência de apenas cerca de 1200 médicos nos mapas no conjunto destes grupos, sendo que relativamente a algumas especialidades não existe nenhum médico, demonstra a razão pela qual a proposta do regime de exclusividade, apresentada sucessivamente, tão pouco é considerada.

“Tempos de espera” dos enfermeiros”

Na ULS do Algarve continuam em falta 1500 enfermeiros generalistas, cerca de 500 enfermeiros especialistas e, no mínimo, 50 enfermeiros gestores. Relativamente a Enfermeiros em Lugares de Direção NÃO EXISTE nenhum porque nunca foram abertos concursos para esse cargo.

Podemos afirmar que no caso dos enfermeiros, “os resultados finais” estão mesmo a

“causar a morte lenta” no desenvolvimento profissional dos enfermeiros

SEP Algarve

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