A ALEMANHA PARTIDA E PARTIDÁRIA
A rutura de setembro de 2026 deixará vestígios fortes na geografia político-cultural
A rutura de setembro de 2026 deixará vestígios fortes na geografia político-cultural
Artigo de Opinião de Ricardo Rodrigues Pinto, Ortopedista, cirurgião de coluna e professor universitário
Membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV)
A DECO INFORMA…
DIA DO FARMACÊUTICO – 26 DE SETEMBRO
César Lourenço – Núcleo de Estudos de Insuficiência Cardíaca da SPMI
O célebre Winston Churchill afirmou que a democracia era o melhor sistema de governação conhecido.
Sónia Nobre - Fisiologia do Exercício da Affidea Setúbal
Ireneia Lino - Especialista de Medicina Interna da Clínica Affidea de Évora
Escrevo este texto na condição de farense e de democrata-cristão porque há momentos na vida pública em que o silêncio se torna cumplicidade. Não invoco cargos partidários nem títulos profissionais, pois a legitimidade da intervenção não deriva de cargos institucionais, mas sim do dever ético de defender a cidade onde vivo e crio os meus filhos.
Há uma ironia na História que dificilmente poderia ter sido inventada por um romancista. D. Miguel, o rei associado à tradição, ao absolutismo, às touradas, às cavalgadas e a uma determinada maneira aristocrática de viver a festa, foi também uma das figuras que mais contribuiu para o florescimento do Carnaval lisboeta oitocentista. Mas, poucos anos depois, o mesmo Carnaval que ajudara a promover haveria de transformar-se numa arma de caricatura contra o mundo político e social que ele próprio representava. D. Miguel seria, assim, simultaneamente um dos pais do moderno Carnaval português e uma das suas primeiras grandes vítimas políticas.