“Quais as medidas emitidas pela ERSAR para tentar minimizar os danos dos consumidores afetados pelas intempéries das últimas semanas?”
A DECO INFORMA…
O sinal secreto dos miguelistas no século XIX permanece como uma das facetas mais discretas e fascinantes da memória política portuguesa. A Ordem de S. Miguel da Ala, refundada em 1828, antes mesmo de eclodir a guerra civil, organizava-se em núcleos dispersos pelo país, chamados capítulos, permitindo que o movimento legitimista se mantivesse vivo, nobre e religioso, mesmo quando confrontado com adversários e perigos. Entre os sinais de reconhecimento, o mais eficaz e simples era o uso dos forros vermelhos nos casacos, cor que remetia diretamente ao brasão da ordem, evocando coragem, fidelidade e sacrifício. Após 1834, com a derrota militar e a passagem do miguelismo à clandestinidade, estes forros tornaram-se mais do que um detalhe de vestuário: eram marcas de pertença, laços de confiança entre famílias do Minho, como os da Casa do Guardal e da Casa do Entreposto, em Guimarães, que mantinham estes sinais discretos de reconhecimento entre aliados.
Há acontecimentos que, embora circunscritos a uma realidade local, revelam fragilidades mais profundas do Estado e da forma como uma comunidade política se relaciona com a sua própria memória. O recente episódio ocorrido em Alcácer do Sal, amplamente noticiado pela imprensa nacional, em que cerca de seis mil peças arqueológicas ficaram submersas em consequência das cheias, deve ser compreendido precisamente nessa perspetiva mais ampla. Não estamos perante um simples acidente provocado pela natureza, mas diante de um facto que interpela diretamente a responsabilidade pública na preservação do património cultural.
Há quem se interrogue sobre a razão de tantas habitações de Alcácer do Sal se encontrarem tão próximas da água. À luz das preocupações contemporâneas com cheias e riscos naturais, essa proximidade pode parecer ousada. Contudo, a explicação não reside na imprudência, mas numa coerência histórica que atravessa milénios.
A DECO INFORMA…
Pedro Bento Carreira - Núcleo de Estudos de Insuficiência Cardíaca da SPMI
Organizar as compras, implica planear as refeições da semana. Sem planeamento, compram-se alimentos isolados que nem sempre se transformam em refeições completas. Planear, previamente, as refeições ajuda a ter uma alimentação equilibrada, reduzir o desperdício e poupar dinheiro.
Artigo de opinião de Nelson Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral
Guimarães gosta de se afirmar como cidade da memória, da História longa, das origens. E fá-lo com legitimidade. Mas há um paradoxo difícil de ignorar: os vimaranenses continuam sem Vímara Peres, precisamente na cidade que perpetua o seu nome.
Concluído o ciclo das eleições presidenciais, a vida democrática portuguesa entra numa nova fase. Terminado o tempo das campanhas, dos posicionamentos e das escolhas presidenciais, inicia-se agora um tempo que exige foco, estabilidade e responsabilidade governativa.