A expropriação dos bens da igreja em Portugal
A expropriação dos bens da Igreja em Portugal, decretada em 1834, constituiu um dos acontecimentos mais marcantes do século XIX e um dos pilares da consolidação do regime liberal após o fim das Guerras Liberais. Esta medida, conduzida pelo governo de Joaquim António de Aguiar, determinou a extinção das ordens religiosas masculinas e a apropriação dos seus bens pelo Estado. Embora apresentada como uma reforma necessária à modernização do país e à recuperação financeira do erário público, a expropriação teve consequências profundamente nefastas a nível social, económico, cultural e patrimonial em todo o território nacional.


