(Z4) 2026 - CM Lagos - Agenda de Eventos

Opinião

A expropriação dos bens da igreja em Portugal

A expropriação dos bens da igreja em Portugal

A expropriação dos bens da Igreja em Portugal, decretada em 1834, constituiu um dos acontecimentos mais marcantes do século XIX e um dos pilares da consolidação do regime liberal após o fim das Guerras Liberais. Esta medida, conduzida pelo governo de Joaquim António de Aguiar, determinou a extinção das ordens religiosas masculinas e a apropriação dos seus bens pelo Estado. Embora apresentada como uma reforma necessária à modernização do país e à recuperação financeira do erário público, a expropriação teve consequências profundamente nefastas a nível social, económico, cultural e patrimonial em todo o território nacional.

O Cancioneiro do Século XVI adquirido pelo Estado português

O Cancioneiro do Século XVI adquirido pelo Estado português

A recente aquisição, pelo Estado português, de um cancioneiro raro do século XVI é um dos momentos mais significativos da preservação do património literário nacional das últimas décadas. Não se trata apenas de comprar um manuscrito antigo, mas de recuperar uma peça central da cultura portuguesa, com textos inéditos de Camões e de outros vultos da literatura renascentista.

“O funciona o Sistema de Depósito e Reembolso?”

“O funciona o Sistema de Depósito e Reembolso?”

A DECO INFORMA…

As dívidas das presidenciais de 86

As dívidas das presidenciais de 86

A campanha presidencial de 1986 ficou gravada na memória coletiva pelo seu desfecho político, mas também por um episódio menos conhecido e revelador da dimensão humana e ética de um dos seus protagonistas: a dívida de campanha de Freitas do Amaral, no valor de 60 000 contos, o que corresponde hoje a cerca de 300 000 euros. Uma soma enorme para a época. Muito dinheiro.

As funções dos anéis de brasão ao longo da História

As funções dos anéis de brasão ao longo da História

Os anéis de brasão, frequentemente designados por anéis sinete, constituem um dos objetos mais densos de significado simbólico e jurídico da história europeia. A sua relevância ultrapassa largamente a dimensão ornamental, inserindo-se num universo em que o poder, a identidade familiar e a legitimidade social se materializavam em sinais visíveis e duradouros. Numa época em que a escrita era privilégio de poucos e a autoridade se afirmava através de símbolos, o anel de brasão assumiu-se como um verdadeiro prolongamento da pessoa e da sua posição na ordem social.

Quando os neandertais caminharam à beira-mar do Algarve

Quando os neandertais caminharam à beira-mar do Algarve

Há descobertas que não se anunciam com o estrépito das grandes datas ou das batalhas decisivas, mas que, silenciosamente, alteram a forma como nos vemos a nós próprios. As recentes pegadas de Neandertais identificadas na costa algarvia pertencem a essa categoria discreta e profunda da História: não falam de reis, nem de impérios, mas de passos — passos humanos, demasiado humanos — deixados na areia há cerca de oitenta mil anos.

Lançamento do concurso do Novo Hospital Central do Algarve: um ato de justiça para com o Algarve e uma janela de esperança sobre a resposta do SNS na região algarvia

Lançamento do concurso do Novo Hospital Central do Algarve: um ato de justiça para com o Algarve e uma janela de esperança sobre a resposta do SNS na região algarvia

Tendo em consideração a decisão hoje tomada em Conselho de Ministros relativa à abertura do concurso do novo Hospital Central do Algarve, o Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, torna pública a seguinte declaração:

Reciclar não chega: o planeta exige redução real e regeneração ecológica

Reciclar não chega: o planeta exige redução real e regeneração ecológica

Durante décadas fomos educados a acreditar que a reciclagem seria o pilar central do melhor futuro ambiental em prol de todos. Separar resíduos tornou-se um gesto quase redentor, um ato cívico que prometia mitigar os impactos de um modelo económico assente no consumo contínuo. No entanto, à luz dos dados científicos hoje disponíveis, é legítimo — e necessário — questionar se a reciclagem, tal como é praticada, corresponde verdadeiramente ao impacto positivo que lhe atribuímos.