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Francisca Jorge alcança os quartos de final mais importantes da carreira na Figueira da Foz

Francisca Jorge alcança os quartos de final mais importantes da carreira na Figueira da Foz

Número um nacional afastou ex-top 10 WTA

Francisca Jorge e Matilde Jorge conheceram rumos diferentes no quadro principal de singulares do Figueira da Foz Ladies Open, o ITF de 100.000 dólares no qual a primeira alcançou os quartos de final mais importantes da carreira e a segunda falhou o mesmo feito ao sofrer uma reviravolta. Mais tarde, as duas ainda voltaram à ação, mas lado a lado, e falharam o apuramento para as meias-finais de pares da prova que o Tennis Club da Figueira da Foz organiza, entre os dias 23 e 30 de julho, com os apoios da Federação Portuguesa de Ténis e da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Um dia após celebrar a primeira vitória em quadros principais de singulares de torneios desta dimensão, Francisca Jorge (324.ª classificada no ranking WTA) assinou a segunda em grande estilo ao aplicar os parciais de 6-2 e 6-2 à francesa Kristina Mladenovic — ex-top 10 mundial de singulares e número um de pares que é, de longe, a tenista com melhor currículo entre todas as participantes do torneio.

O resultado foi selado após 81 minutos e resultou de uma prestação sem grandes percalços para Jorge, que tirou proveito da situação debilitada de Mladenovic (partiu uma unha na meia-final do Porto Open, onde foi finalista) para construir uma das melhores vitórias da carreira.

Um dia depois de ter contornado vários obstáculos na estreia no Tennis Club da Figueira da Foz, a francesa voltou a sentir dificuldades e em especial na pancada de serviço, que resulta num maior impacto no pé esquerdo, e só colocou 48% das primeiras bolas e 57% das segundas, cometendo 10 duplas faltas — a última em pleno match point.

Para além das dificuldades na pancada de saída, Mladenovic também teve vários momentos de discorda com a árbitro de cadeira do encontro que lhe afetaram a concentração. Do outro lado, Jorge apelou a reatamentos rápidos e manteve o discernimento em todas as ocasiões, consciente de que do outro lado estava uma adversária com armas suficientes para ameaçar uma recuperação a qualquer momento.

“Foi um bom encontro da minha parte. Tentei tomar o controlo do ritmo e do rumo desde o início e consegui fazê-lo bem. O início foi um bocadinho atribulado, mas a chave foi aguentar mentalmente e ter o discernimento e a lucidez para fazer bem as coisas”, analisou Francisca Jorge em conferência de imprensa.

Finalista de um ITF de 60.000 dólares no Clube Escola de Ténis de Oeiras em abril, Francisca Jorge já conseguiu superar, no Tennis Club da Figueira da Foz, os quartos de final mais importantes da carreira. Na sexta-feira tentará fazer o mesmo em relação às meias-finais, precisando de superar Yuriko Lily Miyazaki (229.ª) para alcançar essa fase.

A japonesa naturalizada britânica protagonizou uma recuperação in extremis ao anular um match point e vencer seis jogos consecutivos para, de 1-5 na última partida, eliminar a terceira pré-designada, Marina Bassols Ribera (135.ª), pelos parciais de 4-6, 6-4 e 7-5.

Sobre a próxima adversária, a jogadora de Guimarães disse ter a lição estudada e demonstrou confiança: “Sei que tenho armas para jogar bem neste campo e nestas condições, por isso acredito que as coisas vão continuar a correr bem para o meu lado. Tenho armas para incomodar a dinâmica de jogo que ela procura e vou procurar ter a iniciativa.”

Uma outra recuperação assinada por mais uma tenista britânica foi a razão pela qual Matilde Jorge não conseguiu seguir os passos da irmã mais velha.

Menos de 24 horas após celebrar a melhor vitória da carreira (eliminou a primeira cabeça de série em 3h07 quando o relógio indicava 21h10 de quarta-feira), a vimaranense de 19 anos começou bem, mas acusou o momento quando se confrontou com a possibilidade de estender a melhor campanha da carreira e cedeu por 2-6, 6-4 e 6-1 para Sarah Beth Grey (696.ª).

A britânica foi repescada como lucky loser e agarrou mais uma oportunidade, marcando encontro nos quartos de final com a francesa Carole Monnet, campeã do último Lisboa Belém Open (em outubro de 2022) e atualmente no 186.º posto da hierarquia mundial.

"Neste momento sinto que está tudo mal, mas não está. Estou com um bom nível e apesar da derrota tenho de perceber que não estava no meu melhor, se bem que não posso usar isso como desculpa. Tenho de tentar melhorar mentalmente", reconheceu após a eliminação.

“Entrei bem, bastante agressiva e estava num bom caminho, mas ela teve mérito porque jogou sempre bem. Não me deu muitas borlas e obrigou-me a ir à procura dos pontos, nunca quebrou. No segundo set podia ter virado ao 3-2 e ao 4-5, mas não sinto que tenha desperdiçado oportunidades. O que me escapou foi o terceiro set porque mentalmente não consegui manter-me competitiva”, lamentou a mais nova das duas irmãs.

Igualmente para os quartos de final seguiu Alina Korneeva, a russa de 16 anos que é apontada como um dos prodígios do circuito feminino. Recém-campeã dos torneios júnior do Australian Open e de Roland-Garros (depois ficou próxima de tornar-se na primeira de sempre a vencer os três primeiros Grand Slams da temporada, mas caiu nas meias-finais de Wimbledon), a jovem moscovita registou a quarta e mais autoritária vitória da semana no Tennis Club da Figueira da Foz: 6-1 e 6-1 em apenas 1h06 contra Haruka Jaki (227.ª).

Na 326.ª posição da tabela e já com a garantia de atingir um novo máximo na próxima segunda-feira, pela primeira vez dentro das 300 primeiras, Korneeva terá como adversária nos quartos de final Ylena In-Albon, quinta cabeça de série. A helvética sobreviveu a um braço de ferro de 2h44 com a australiana Arina Rodionova (199.ª) para vencer por 2-6, 6-3 e 7-5.

Já na reta final da jornada, Francisca Jorge e Matilde Jorge regressaram ao court como parceiras e falharam o apuramento para as meias-finais de pares. Primeiras cabeças de série do torneio, as irmãs vimaranenses ameaçaram a recuperação, mas acabaram por ceder pelos parciais de 6-3, 4-6 e 10-8 perante Isabelle Haverlag e Yuriko Lily Miyazaki no match tie-break, ao cabo de 1h32.

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Fotografia: Beatriz Ruivo

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