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Bloco de Esquerda Algarve: Promessas para a região «ainda não passaram do papel»

Bloco de Esquerda Algarve: Promessas para a região «ainda não passaram do papel»

Há cerca de um ano, desde que começou a pandemia que se fala na tal «bazuca» de muitos milhões de euros, os quais, para o Bloco de Esquerda (BE) Algarve, «viriam inundar o país para combater a crise».

Segundo o Bloco de Esquerda Algarve, «os eurocratas, as instituições europeias, pelos vistos, não estão preocupadas com a crise que castiga sempre os mais débeis e necessitados».

A pandemia pôs a descoberto as debilidades do país e, muito em particular, regiões como o Algarve, que vivem quase exclusivamente do Turismo. É a região onde o desemprego mais aumentou: «Já são mais de 35 mil desempregados e há milhares de micro e pequenas empresas que irão à falência, aumentando ainda mais as pessoas sem trabalho, se não forem devidamente apoiadas», explica o BE Algarve.

O Governo anunciou um plano de recuperação para o Algarve, mas «ainda não passou do papel». De acordo com o BE, «há que apoiar, com urgência, os trabalhadores, famílias e empresas. Há que aproveitar o momento para fazer os investimentos que o Algarve necessita», nomeadamente, «para a modernização dos serviços públicos, a construção do novo Hospital Central, o combate à desertificação e à interioridade regional, os apoios para a pequena produção agrícola e para a modernização da frota pesqueira e das suas infraestruturas, a aposta nas energias renováveis e nas novas tecnologias, uma melhor mobilidade, a concretização do plano de eficiência hídrica para fazer face à falta de água e às alterações climáticas, etc.», defende o partido.

Muito se tem falado sobre os milhões de euros que virão para o Algarve no âmbito do Plano Regional Operacional, do Plano de Recuperação e Resiliência, do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha/Portugal e outros planos; contudo, «nada chegou ainda à região», critica o Bloco. Qual o montante e quando chegarão tais verbas ao Algarve? Que sedtores irão ser apoiados? – estas questões foram colocadas pelo BE ao Ministro do Planeamento nesta Quarta-feira, em audição na Assembleia da República, pelo deputado João Vasconcelos, eleito pelo Algarve, do Bloco de Esquerda.

Às questões colocadas, o Ministro pouco adiantou, dizendo o que já se sabia – que no âmbito dos fundos estruturais o Algarve iria receber uma verba adicional de 300 milhões de euros, conseguida em reunião do Conselho Europeu onde se negociou o Plano de Recuperação e Resiliência. Afirma o Bloco que «nada se sabe quando chegarão estes fundos – que serão muito insuficientes – e quais os sectores e actividades a apoiar».

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