(Z1) 2020 - CM de Vila do Bispo - Um concelho a descobrir
(Z4) 2024 - CM Lagos - Programa Vacinação Infantil

Série invencível de Henrique Rocha travada nas meias-finais do Vale do Lobo Open II

Série invencível de Henrique Rocha travada nas meias-finais do Vale do Lobo Open II

Fim da sequência de 12 vitórias consecutivas

Chegou ao fim a série de vitórias consecutivas de Henrique Rocha e a invencibilidade na quinzena do sul do país. O número quatro nacional ficou à porta da final de singulares do Vale do Lobo Open II, ITF M25 que a Federação Portuguesa de Ténis organiza na Vale do Lobo Tennis Academy entre 19 e 26 de novembro, que terá como protagonistas Khumoyun Sultanov e Jules Marie.

Henrique Rocha iniciou a contenda de acesso à final a vencer por 4-0, mas viu Sultanov arrecadar 10 jogos consecutivos e triunfar por 6-4 e 6-2 para se vingar da derrota impingida pelo português nas meias-finais da semana passada.

Com um pequeno incómodo no ombro direito, o tenista de 19 anos não apresentou um serviço e uma direita ao nível do que vinha a produzir recentemente e saiu derrotado em 1h31 minutos.

“Não estava à espera de tão bom nível por parte dele. A semana passada tive um jogo duro contra ele, mas, como disse, não tinha sido dos meus melhores encontros da semana. Entrei bem no duelo, mas o 4-0 era enganador porque estava um jogo dividido e estava a cair tudo para o meu lado. Até ao 6-4 foi equilibrado, só que estava tudo a correr bem para ele. Ele serviu melhor do que eu e foi aí que fez a principal diferença, tal como a resposta”, analisou Rocha no final do compromisso.

O mérito de Sultanov, para o tenista luso, nem se pode questionar. “No aquecimento senti um pouco o ombro, mas não foi nada de especial e mesmo no encontro também não senti nada de especial. Na direita estava a sentir um pouco, a bola dele é muita reta e quando jogava mais rápido às vezes sentia algo. Nada de especial nem preocupante”.

“Ele falhou muito pouco. Tentei variar com uns slices, subir à rede para ver se ele perdia um pouco as referências na resposta, mas de facto ele jogou sempre bem. Tentei passar um pouco por tudo, mas ele manteve-se sempre muito sólido e mereceu ganhar”, sublinhou.

Terminou, desde modo, duas campanhas de relevo para Henrique Rocha: perdeu pela primeira vez nestas duas semanas de Vale do Lobo (vinha de título na primeira semana e oito triunfos seguidos em singulares, a juntar aos quatro de pares ao lado do irmão no primeiro troféu desta quinzena) e viu interrompida uma série de 12 sucessos consecutivos, iniciados no Jamor a caminho do título nacional absoluto, e 21 nos últimos 22 embates.

O sonho do Australian Open não está, no entanto, colocado de parte e o jovem portuense segue agora para a Maia para disputar o Challenger da categoria 100, no qual deverá precisar de somar duas vitórias (atualmente está no posto 277 ATP e entrará no derradeiro torneio do ano no top 250) para poder ingressar no primeiro qualifying da época 2024 em provas do Grand Slam.

Para Sultanov, 436.º do ranking e antigo top 300 em 2020, a desforra deste sábado garantiu a quarta final da temporada e a nova da carreira. O sexto-pré-designado ainda procura o primeiro troféu de 2023, mas no seu palmarés possui três, dois na categoria ITF 25.

No derradeiro embate do torneio, o melhor tenista do Uzbequistão terá pela frente o francês Jules Marie (253.º). O segundo cabeça de série superou Paul Jubb (894, mas ex-196.º) em 2h57 minutos com os parciais de 6-7(7), 6-4 e 6-3.

O experiente gaulês de 32 anos liderou por 5-3 no primeiro parcial e dispôs de um set point, mas lidou bem com a frustração para se impor em três duros sets, anulando duas vezes um break de desvantagem na infância do segundo parcial.

A final do Vale do Lobo Open II – marcada para as 12 horas deste domingo com entrada livre a todos os presentes – será a sétima do ano (30.ª da carreira) para Jules Marie, que vai à procura do quinto troféu do ano (18.º do palmarés), primeiro desde que arrecadou o Porto Open (também ITF M25) no final de julho. Em caso de sucesso, o francês vencerá o quarto título em solo nacional, já que em 2013 saiu com sucesso duplamente em Guimarães.

A fechar o penúltimo dia da quinzena, David Poljak e Matej Vocel (terceiros cabeças de série) venceram uma final de pares 100% checa face a Hynek Barton e Michal Lusovsky (quartos favoritos e finalistas igualmente no primeiro torneio). O desafio encerrou com os parciais de 4-6, 6-3 e 11-9 e Poljak e Vocel salvaram um championship point a 9-8 do match tie-break.

.

Fotografias: Beatriz Ruivo/Federação Portuguesa de Ténis

  • PARTILHAR   

Outros Artigos