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Transporte de passageiros colectivos rodoviários e ferroviários no Algarve

Transporte de passageiros colectivos rodoviários e ferroviários no Algarve

 PSD Algarve e  Presidentes das Câmaras de Albufeira, Castro Marim, Faro, Monchique e Vila Real de Santo António promovem redução tarifaria no sector do transporte de passageiros Colectivos

 

Está previsto que no próximo mês de maio entre em vigor no Algarve, o regime de redução tarifária no valor de 40 %, abarcando o transporte de passageiros coletivos rodoviários e ferroviários. Para o efeito, para realizar essa redução, a AMAL recebeu menos de 1 milhão de euros, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa, recebeu mais de 70 milhões, a que corresponde 27 euros por habitante por comparação aos pouco mais de 2 euros no Algarve. Não há razão para tamanha discrepância quando a região tem insuportáveis constrangimentos de mobilidade. Registamos positivamente a baixa de preços, mas não podemos admitir ser pior tratados que outros. A título exemplificativo, em Lisboa ou no Porto, todos, independentemente das distâncias, pagarão no máximo 40 euros. Aplicada a redução no caso do Algarve subsistirão passes com valor superior a 80 euros, o que traduz uma desigualdade de oportunidades que uma região periférica e cidadãos cumpridores não podem tolerar.

Importa ainda salientar que o Algarve tem dos maiores problemas de mobilidade do país. Em muitos sentidos comporta-se para efeitos de mobilidade como uma área metropolitana, mas não tem a rede adequada para responder às necessidades das populações, e não merece que os mecanismos que lhe são aplicados tratem os algarvios como cidadãos de terceira divisão como muito bem disse o dr. Rui Rio.
Por isso, para que a medida seja equitativa é necessário que o Governo transfira as verbas adequadas de modo a que:
. Nenhum passe regional exceda os 40 euros;
. Que as ligações rodoviárias e ferroviárias a grandes centros urbanos como Lisboa estejam incluídas no passe social;
. Que o regime de transporte a pedido seja efetivamente aplicado, e beneficie das transferências do orçamento de estado, de modo a ser aplicado e reforçando a mobilidade das populações isoladas, o que tem sido assegurado em muitos casos pelas autarquias.
. Que se alargue a rede e que se ponha cobro à vergonhosa capitulação da CP que em 2018 suprimiu mais de 1000 comboios.

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