CDS-PP: Tempo de Exigência

Concluído o ciclo das eleições presidenciais, a vida democrática portuguesa entra numa nova fase. Terminado o tempo das campanhas, dos posicionamentos e das escolhas presidenciais, inicia-se agora um tempo que exige foco, estabilidade e responsabilidade governativa.
É, portanto, tempo de exigirmos mais do Governo e ao Primeiro-Ministro e já hoje ao nosso Presidente da República António José Seguro congratulando-o pela sua eleição e desejando-lhe muito sucesso.
Estar no Governo, ou em cargos públicos é, antes de mais, exigir mais de nós próprios. O CDS está no governo e cabe-nos também sermos exigentes. É, portanto, o momento de governar bem.
O país precisa de um Governo que consolide a vida política, fortaleça a coesão social e responda com seriedade aos desafios que afetam o quotidiano das pessoas. A estabilidade institucional não é um fim em si mesma, é sim um instrumento ao serviço das famílias, dos trabalhadores e das empresas que todos os dias sustentam Portugal e procuram ter condições para viverem com dignidade.
Vivemos tempos de exigência democrática, exigência na governação, na execução das políticas públicas, no respeito pelas instituições e na capacidade de diálogo e de construção de consensos. Governar bem significa decidir com responsabilidade, ouvir a sociedade e colocar o interesse nacional acima de cálculos políticos de curto prazo.
Portugal merece uma governação que promova crescimento económico com justiça social, que valorize o trabalho, que aposte na saúde, que apoie as famílias e que crie condições para que as empresas possam investir, inovar e criar melhor emprego. Merece também um Governo que reforce a confiança nas instituições e contribua para a pacificação da vida política e social.
Ultrapassadas que estão as eleições presidenciais, num momento particularmente exigente da nossa vida democrática, importa sublinhar que os valores da democracia saíram reforçados. As posições foram assumidas em liberdade, em consciência, com responsabilidade e respeito pelas instituições, ainda que nem sempre coincidentes com interesses partidários, o que deve ser considerado legítimo face às circunstâncias em que estas eleições se disputaram.
A ação política do CDS-PP assenta numa matriz humanista e democrata-cristã, onde a dignidade da pessoa humana, a centralidade das famílias, a liberdade, o Estado de direito e a defesa das instituições democráticas são princípios inegociáveis. Perante riscos para estes valores, a prioridade foi clara e foi a de proteger a democracia e a liberdade de expressão em toda a sua plenitude.
A democracia vive da participação consciente e responsável dos cidadãos. O voto é um direito fundamental e um dever cívico e moral, que serve para garantir que o extremismo e o populismo não substituem a seriedade, a decência e o compromisso democrático. Só assim a democracia não enfraquece.
É por isso o tempo da responsabilidade, da ação consequente e de governar com seriedade, competência e sentido de serviço público.
A democracia fortalece-se quando quem governa assume plenamente as suas responsabilidades — e quando a sociedade não abdica de ser vigilante, construtiva e exigente. Portugal merece. As famílias merecem. Os trabalhadores merecem.
Não há líderes de direita nem de esquerda que, por si só, resolvam os desafios do país. Há, sim, cada vez mais espaço para a democracia, para partidos responsáveis e para projetos políticos que sirvam o bem comum.
No Algarve, esse espaço existe. Um partido como o CDS-PP, moderado, próximo das pessoas, das famílias, das instituições e profundamente ligado ao território. Compre-nos contribuir para uma democracia mais forte, mais madura e mais justa. Porque acreditamos na liberdade democrática e porque acreditamos que o Algarve merece ser uma prioridade nacional, continuaremos a agir em consciência e com responsabilidade, fiéis aos valores que nos unem.
Rodrigo Borges de Freitas
Presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP




