(Z1) 2026 - CM de Vila do Bispo - Um concelho a descobrir
(Z4) 2026 - CM Lagos - Agenda de Eventos

Portugueses conquistam títulos mundiais e brilham na maior competição de vela inclusiva do mundo

Portugueses conquistam títulos mundiais e brilham na maior competição de vela inclusiva do mundo

O velejador José Campos, de apenas 14 anos, é o novo campeão mundial da classe ILCA 6, em vela adaptada. 

A dupla João Pinto e Carlos Santos, na classe Hansa 303 duplo, sagrou-se vice-campeã do mundo, na categoria Open.

Terminou hoje, em Portimão, o World Sailing Inclusion Championship, uma competição inclusiva e com formato inovador organizada pela World Sailing e Vela Solidária.

Tem apenas 14 anos, nunca tinha participado em competições internacionais mas chegou ao World Inclusion Championships e conquistou o título de campeão do mundo. Ao fim de 6 dias de competição, José Campos, velejador do Clube Naval Povoense, venceu 10 das 14 regatas realizadas pela frota de ILCA 6, conseguindo assim ser o melhor do mundo. Uma vitória completamente inesperada para o segundo mais jovem atleta do campeonato.

«Não estava nada à espera. Estava convencido que ia ficar no final da tabela. O único campeonato em que já tinha participado foi um nacional mas aqui foi uma experiência totalmente diferente. A minha tática foi focar-me, pensar positivamente e recorrer a tudo o que aprendi», refere o velejador de Aveiro, agora campeão do mundo.

Portugal conquistou não só a posição mais alta do pódio em ILCA 6 mas também o 3º lugar. Um feito assinado por Rodrigo Pereira, igualmente atleta do Clube Naval Povoense, que manteve um excelente desempenho ao longo da competição, apesar de ter começado a velejar há pouco mais de um ano.

Numa recuperação notável no último dia de regatas, a dupla Carlos Santos e João Pinto em Hansa 303 duplo, conseguiu um 2º e um 3º lugar, o que lhes permitiu ascender duas posições na classificação geral. No final, sagraram-se vice-campeões do mundo na classe.

«Sabíamos que tínhamos de dar tudo. Fizemos umas boas largadas e tivemos a vantagem de o João Pinto conhecer muito bem estas águas. Tirámos partido disso e estamos felizes por sermos vice-campeões do mundo», referiu Carlos Santos.

Os atletas nacionais conquistaram ainda mais lugares no pódio neste World Sailing Inclusion Championships.

Em Hansa 303, classe com maior número de participantes e um nível competitivo muito elevado, João Pinto classificou-se como o 3º melhor velejador. O atleta do Clube Naval de Portimão tinha, no ano passado, arrecadado o título de vice-campeão do mundo na 1ª edição deste World Sailing Inclusion Championships que se realizou em Omã.

A aproximação ao nível competitivo do polaco Piotr Cochocki, 1º classificado e que somou mais um título mundial ao seu vasto currículo, e do alemão Jens Kroker, que terminou no 2º lugar, é um fator positivo para João Pinto:

«Felizmente estou com o nível necessário para competir com eles. Consegui o 3º lugar e isso deixa-me muito feliz porque tanto o Piotr como o Jens são atletas de topo mundial».

Menos sorte tiveram os velejadores da vela Solidária, Pedro Câncio Reis e Teodoro Cândido, vice-campeões da Europa da classe RS Venture Connect. As aspirações a ocuparem um lugar entre os 3 primeiros classificados ficaram pelo caminho depois de alguns imprevistos. A dupla da Vela Solidária terminou à porta do pódio, na 4ª posição.

O último dia do World Sailing Inclusion Championships ficou ainda marcado pela visita da Presidente do Comité Para Olímpico Internacional, Leila Marques, que veio observar a competição tendo em vista a candidatura apresentada pela World Sailing para que em Brisbane 2032, a vela volte a ser incluída nos Jogos Para Olímpicos.

«A Comissão Executiva do Comité Paralímpico Internacional está a trabalhar neste processo. São vários os critérios, desde a integridade, classificação desportiva, universalidade, questões de anti-doping e até mesmo o Broadcast, ou seja, a forma como a modalidade chega ao público-alvo. Estamos a recolher toda a informação e por enquanto está tudo em aberto».

A vela adaptada integrou o programa dos Jogos Paralímpicos entre Sydney 2000 e Rio 2016, tendo sido retirada do programa a partir de Tóquio 2020 por não cumprir os critérios de alcance mundial.

O World Sailing Inclusion Championschips 2026 foi uma organização da World Sailing e da Vela Solidária e durante 10 dias reuniu 222 velejadores de 40 países num evento inclusivo, que celebrou as capacidades dos atletas em vez das suas limitações.

WORLD SAILING INCLUSION CHAMPIONSHIPS

  • PARTILHAR   

Outros Artigos