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“Maré Alta” e a “Viagem” na Fortaleza de Sagres

“Maré Alta” e a “Viagem” na Fortaleza de Sagres

Música, literatura e teatro de marionetas são as próximas propostas culturais da Fortaleza de Sagres. 

No dia 26 de novembro, domingo, às 15h30, realiza-se o espetáculo “Maré Alta”, um projeto promovido pela Barro i Cal - Associação Comunitária, Cultural e Artística, e no dia 28 de novembro, terça-feira, o espetáculo itinerante de marionetas “A VIAGEM”, pela Mãozorra Teatro de Marionetas.

“Maré Alta” é um espetáculo comemorativo do centenário da 1ª edição da obra Os Pescadores, de Raúl Brandão, com os artistas, Sónia Pereira, na voz, e Carlos Boita, no piano. Sobre o Promontório de Sagres, nesta obra, o autor escreveu que “O promontório é um punho nodoso, com dois dedos estendidos para o mar — a ponta de S. Vicente e a ponta de Sagres. Nos dias sem sol, como o de hoje, os dedos parecem de ferro: apontam e subjugam-no. Em frente o mar ilimitado; em baixo o abismo, a cem metros de altura. Ventanias ásperas descarnam o morro cortado a pique, e no Inverno as vagas varrem-no de lado a lado. Sagres é o cabo do mundo. (Brandão ([1923] 2004: 187-188).

Dedicado ao mar, “Maré Alta” visa homenageá-lo, através da sua beleza, do fascínio que sempre exerceu sobre o Homem e o inspirou, através das comunidades piscatórias e seus mitos e rituais, sem menosprezar, todavia, os perigos e episódios, por vezes trágicos e duros, que ele também encerra.

A proposta da associação é que o público embarque “numa viagem plurissecular pela poesia oral e autoral (com especial destaque para os séculos XX e XXI e sem descurar, contudo, uma certa nota da literatura regional) encorpada pela linguagem musical do piano que, ora acentua, ora complementa, ora se recolhe como pano de fundo e/ou cenário, sobre o Verbo”.

A participação é gratuita, mediante inscrição para o email: barro.i.cal@gmail.com

O projeto “A Viagem”, teatro de objetos sem palavras, leva os espetadores para uma sala de teatro itinerante, no interior de uma carrinha Mercedes 206 D, de 1976, com capacidade máxima para nove participantes, onde se realizam sessões intimistas e de grande proximidade com o público. Este é um espetáculo para todos os públicos, sem palavras, que mistura o teatro visual e o teatro de objetos.

Os participantes são João Costa, ator/manipulador, José Ramos, lobbyboy, e Pedro Glória, técnico de luz e som.

Ao longo do dia decorrem várias sessões (11h00, 11h30, 12h00, 14h00, 14h30. 15h00), não sendo necessário inscrição prévia.

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