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Salvar animais e encontrar uma família que os adopte

Salvar animais e encontrar uma família que os adopte

AEZA (Associação Ecologista e Zoófila de Aljezur) desde 2001

Conheça melhor a AEZA

A AEZA (Associação Ecologista e Zoófila de Aljezur) é uma associação sem fins lucrativos, sedeada em Aljezur, cujo principal objectivo é proporcionar abrigo, alimentação e cuidados de saúde aos animais abandonados do concelho de Aljezur. O Canil Municipal provisório, funciona numas antigas instalações agrícolas remodeladas e está sob a responsabilidade da direcção da AEZA e da A Câmara Municipal de Aljezur que apoia a AEZA através de um protocolo de colaboração entre ambas as entidades.

O INÍCIO DA AEZA

Em 2001, o médico veterinário municipal de aljezur, português e com um percurso anterior de estudos e trabalho na alemanha e na suíça, recusou-se, ao contrário de muitos, a abater cães saudáveis numa época em que a lei o permitia. A solução que encontrou para evitar isso, foi criar esta associação de protecção animal, com a colaboração de pessoas de várias nacionalidades, dando assim uma oportunidade de sobrevivência aos animais que entravam no canil. O objectivo principal da associação é: recolher, tratar e esterilizar os animais, medicá-los contra parasitas internos e externos, e tentar encontrar-lhes uma família que os possa adotar. Estas medidas têm vindo a ter sucesso, no entanto implicam muitas despesas mensais. Este trabalho não é apenas realizado com animais do canil, pois temos também feito campanhas de esterilização para animais cujos detentores tenham poucas possibilidades financeiras. Tentamos também melhorar a condição dos animais acorrentados, combatendo para que as correntes possam ser mais longas, para que os animais tenham mais liberdade de movimentos e para que possam ter acesso a abrigos ou casotas que os protejam das intempéries e lutamos para que os animais tenham sempre água e comida de qualidade. Desenvolves acções idênticas para gatos vadios e selvagens. Acabar com o sofrimento de um animal é só uma pequena vitória, mas merece ser celebrada.

Como pode ajudar?

Tem havido progressos, no entanto há sempre muito trabalho a fazer e é necessário dinheiro para continuar a nossa missão. Pode ajudar-nos, tornando-se membro da AEZA ou efectuando um donativo, quer monetário, quer em ração. Pode também tornar-se voluntário dentro das várias funções no abrigo dos cães ou dos gatos. A maior parte das receitas são geradas deste modo. Se estiver interessado, por favor visite a rubrica “como ajudar” no site da AEZA para mais detalhes, entretanto, considere se gostaria de oferecer um lar a um dos cães ou gatos. Se isso não for possível, considere a hipótese de apadrinhar um animal.

A AEZA, cujo principal objectivo é proporcionar aos animais abandonados condições adequadas e dar-lhes abrigo, comida, água, carinho e cuidados médico veterinários, também pretende encontrar novos lares para os animais. Adotar um cão da AEZA vivendo fora de portugal.

É comum perguntarem como se pode adoptar um cão da AEZA vivendo fora de portugal. Aqui estão algumas notas para responder a essa pergunta. Quando um cão chega ao abrigo, ele é avaliado quanto à sua personalidade para percebermos em que grupo colocá-lo. É medicado, e se necessário, é tratado para parasitas internos e externos. Após dez dias, tempo em que o dono pode recuperar um cão perdido, ele é esterilizado/castrado. Os cães ficam no abrigo, a menos que seja necessário ir para uma fat (família de acolhimento temporário), por exemplo, para socializar um cão nervoso ou para cuidados médicos. Todos os cães saem para caminhadas com os voluntários. São socializados com outros cães e também com adultos e crianças. É sempre feita uma verificação ao lar para onde irão viver.

Organizados todos os documentos necessários, passaporte pet e microchip. Não se fazem testes para todas as doenças mediterrânicas porque são muito dispendiosos, mas se solicitados, estes poderão ser efectuados. Pode ser providenciado transporte aéreo para a alemanha e holanda ou rodoviário para o reino unido. Pessoas que viajam de carro poderão levar o animal com eles. Não existe uma taxa fixa de adopção, mas se puder fazer um donativo, a AEZA agradece, é uma ajuda enorme porque permite ajudar outros cães e gatos, afinal o principal objectivo é encontrar lares que cuidem bem dos nossos animais. Pedimos que os adoptantes paguem o passaporte do animal, o transporte e os testes para doenças mediterrânicas. Algumas dicas para ajudá lo a acomodar-se ao seu novo animal de estimação. Antes da chegada, certifique-se de que o seu jardim é seguro e não deixe o seu cão sozinho sem ter a certeza de que é seguro fazê-lo, alguns cães são verdadeiros houdinis. À chegada, o seu novo companheiro estará cansado da viagem, tenha um lugar tranquilo pronto para ele/ ela. Tenha um recipiente com água e outro com comida seca de boa qualidade. Se o cão vier diretamente do abrigo, ele pode nunca ter estado numa casa e não conhece os ruídos estranhos como a tv, aspirador, autoclismo, etc., Então apresente os lenta e calmamente com muitos elogios e guloseimas. Eles não estão acostumados ao chão de azulejos ou tapetes escorregadios e se vierem diretamente do nosso abrigo, podem não ter sido treinados em casa, portanto, conte com alguns incidentes.

Sugerimos que use sempre uma coleira + uma chapa com o seu número de telefone. Use um arnês bem ajustado para as caminhadas, é mais seguro que uma coleira, que pode soltar-se pela cabeça. Tenha em mente que os nossos cães são cães do campo e não estão acostumados ao barulho e agitação das cidades nem ao trânsito. Use o arnês e uma trela extralonga para o treinar. Alguns cães adaptam-se bem a andar de carro, outros ficam nervosos no início, mas com elogios e guloseimas, também acabam por se adaptar. Leve o seu cão ao veterinário para ser examinado e certifique-se de que o microchip está registado em seu nome o mais rapidamente possível. Os cães adaptam-se muito bem a um ambiente doméstico e aqueles que tiveram um início de vida difícil são incrivelmente generosos e são cães de companhia verdadeiramente maravilhosos.

Número de associados – 125

Estimativa de animais apoiados, adopções e encaminhados para novas famílias –97 cães e 64 gatos em 2025.

Receitas e subsídios – 2500€ mês que são metade do valor das despesas mensais.

Necessidades mais prementes – Voluntários; ajuda financeira; ajuda em ração de cão e gato; desparasitantes.

Lista dos Órgão Sociais da AEZA para o Biénio 2024/2025

Assembleia: Presidente: Maria de Lurdes Afonso Bento; 1º Secretário: Elizabete Nunes da nseca; 2º Secretário: Vânia Jesus Craveirinha; Suplente: Ludgero Guerreiro Rosa.

Direcção: Presidente: Armando António Mestre Frade; Vice-Presidente: Kerry Heyworth; Secretário: Faith Irene Clemens; Tesoureiro: Isabel Terra da Motta; Vogal: Jane Blum; Suplente: Camilla Bleyl.

Conselho Fiscal: Presidente: Anabela Amaro Galvanito; Secretário: Gerlinde Hartlmaier; Vogal: José Pacheco Brito; Suplente: Ana Alfaia Faria.

A assembleia geral 2026, apenas se irá realizar no final do corrente mês.

Correio de Lagos – Com um quarto de século de actividade relevante e reconhecida, a AEZA continua o seu caminho. Que balanço faz deste percurso?

AEZA - Tem sido um caminho algo doloroso de percorrer, devido ao facto de a sociedade em geral, os decisores políticos em particular e as autoridades policiais, não estarem sensíveis ao assunto dos animais. No entanto, nos últimos anos tem-se sentido alguma maior atenção por parte da população e do legislador, em relação a este assunto. Mas ainda muito há a fazer, começando por incluir o tema da protecção animal e ambiental nos currículos escolares, de forma a que as gerações que irão frequentar o ensino básico e secundário, possam tomar uma maior consciência sobre este tipo de temática. Também é muito urgente e necessário que exista legislação à altura, e que as autoridades policiais e fiscalizadoras estejam devidamente formadas, informadas e capacitadas para a fazer cumprir. Os municípios também devem assumir as suas responsabilidades sobre este assunto, criando as infraestruturas necessárias e dando as devidas condições aos médicos veterinários municipais, para que ambos possam realizar o cumprimento das suas obrigações legais nesta matéria.

CL – Que perspectivas estão traçadas para o futuro, para potenciar melhores condições, quer nos apoios da Câmara Municipal e outras entidades, mas sobretudo a colaboração imprescindível das pessoas que gostam de animais?

AEZA – Ao nível da CM de Aljezur, continuamos a aguardar e a ter esperança que esta dê início ao projecto de construção do CROA-(centro de recolha oficial de animais) de Aljezur, pois este equipamento é obrigatório por lei para todos os municípios e a AEZA luta pela sua construção faz mais de vinte anos. Também temos a necessidade premente de ter o apoio efectivo de um médico veterinário municipal que seja sensível e dedicado ao tema da protecção animal, coisa que até ao momento não aconteceu. Em relação á sociedade em geral e aos cidadãos, temos esperança que cada vez mais o tema dos animais e do ambiente possam estar na ordem do dia, tal como já acontece em alguns dos países mais evoluídos e desenvolvidos do mundo, que estes temas não sejam delegados para segundo ou terceiro plano, como tem acontecido até aqui, que a sociedade possa perceber que tratar e cuidar dos animais e do ambiente, é cuidar e proteger também as pessoas, pois tudo está interligado.

CL – Que conselhos dá a AEZA a todos os amantes de animais, para que assumam responsabilidades, desde logo para a adpção responsável, a problemática do abandono e maus-tratos, bem como incentivos do estado para a compra de alimentos e aquisição de medicamentos?

AEZA – Em primeiro lugar gostaríamos de deixar uma mensagem para aqueles que não se consideram como sendo amantes de animais, pois ninguém é obrigado a amar animais. Mas todos têm o dever cívico, moral e ético de os respeitar, logo, não os maltratar. Em relação aos que gostam de animais, o nosso pedido é para que se juntem a alguma associação de protecção animal da vossa zona de residência, onde possam ajudar através de voluntariado. Apelamos a que não comprem animais, mas optem pela adopção de animais abandonados residentes nos vários refúgios das associações do país e dos CROA municipais. Tenham consciência de que um animal é um ser senciente, logo não é um objecto e não deve ser tratado como tal. A adopção de um animal é uma decisão para vários anos e que transporta consigo algumas despesas inerentes, assim como dedicação de tempo, portanto, deve ser uma decisão ponderada. Um animal nunca deve ser preso a uma corrente e nunca deverá ficar por muitas horas sozinho e sem contactos por parte dos humanos. A esterilização/ castração deve ser obrigatória, pois além de retirar comportamentos de stress aos animais, retira-lhes algumas complicações de saúde que possam surgir, por exemplo: tumores do útero ou mamários nas fêmeas. Felizmente já existe o iva zero na alimentação dos animais ao cuidado das associações de proteção animal legalmente constituídas, mas é muito urgente que o iva dos tratamentos medico veterinários, assim como os desparasitantes, possam passar para uma taxa de iva de 6% ao invés dos atuais 23%. Aliás, tendo em conta que já um grande número de famílias tem animais de companhia no seu agregado familiar, e para servir de incentivo a que mais o façam, então fará todo o sentido que o iva da alimentação animal, assim como dos tratamentos médico veterinários, por serem bens de primeira necessidade, que estes bens deverão passar para a taxa mínima de 6% no geral e para todos.

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