Preço das casas no Algarve sobe 7,8% e atinge novo máximo histórico de 4.216 euros/m2

O preço das casas no Algarve subiu 7,8% em setembro face ao mesmo mês do ano anterior, atingindo um novo máximo histórico. De acordo com o índice de preços do idealista, comprar casa tem um custo de 4.216 euros/m2 no final do mês, tendo em conta o valor mediano. Em termos trimestrais, os preços das casas aumentaram 1%.
Entre os municípios do Algarve, os preços subiram em todos os concelhos analisados. A maior subida anual foi registada em Monchique (26,3%), seguida de Vila Real de Santo António (14,9%) e Faro (14,3%). Com aumentos igualmente expressivos surgem ainda Aljezur (9,6%), Portimão (8,4%), Olhão (7,7%), Albufeira (7,6%), São Brás de Alportel (7,5%) e Loulé (7%). Lagoa registou uma subida de 6,1%, Lagos de 5,3%, Silves de 5,2%, Tavira de 3,8%, Vila do Bispo de 2,7% e Alcoutim de 2%.
No ranking dos preços medianos por metro quadrado, Loulé mantém-se como o município mais caro para comprar casa, com 5.194 euros/m2, seguido de Lagos (4.729 euros/m2) e Albufeira (4.194 euros/m2). Logo depois surgem Lagoa (4.134 euros/m2), Vila do Bispo (4.062 euros/m2) e Faro (3.924 euros/m2). Seguem-se Aljezur (3.764 euros/m2), Vila Real de Santo António (3.754 euros/m2), Portimão (3.598 euros/m2), Tavira (3.560 euros/m2), São Brás de Alportel (3.490 euros/m2), Silves (3.398 euros/m2), Olhão (3.383 euros/m2) e Monchique (3.029 euros/m2). Com o valor mais baixo surge, por fim, Alcoutim (1.179 euros/m2).
Já a nível nacional, as casas ficaram 7,9% mais caras, situando o preço do metro quadrado em 3.228 euros.
Cidades capitais de distrito e regiões autónomas
Em setembro de 2026, os preços das casas à venda subiram em todas as 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas. As maiores subidas anuais registaram-se em Vila Real (17,8%), Leiria (17,6%), Beja (14,4%), Faro (14,3%) e Guarda (14%). Seguem-se Bragança (13,8%), Santarém (12,8%), Braga (12,6%), Portalegre (12,4%) e Viseu (12,2%). Também Coimbra (11,4%), Évora (10,7%) e Viana do Castelo (10,2%) apresentaram valorizações expressivas.Já Aveiro (9,3%), Setúbal (9,1%), Porto (9%), Castelo Branco (9%), Ponta Delgada (7,1%), Funchal (5,3%) e Lisboa (4,4%) foi onde os preços menos subiram.
Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.256 euros/m2. Seguem-se o Porto (4.346 euros/m2), o Funchal (4.066 euros/m2) e Faro (3.924 euros/m2). No quinto lugar surge Setúbal, com 3.214 euros/m2. Logo depois posicionam-se Aveiro (2.826 euros/m2), Évora (2.688 euros/m2), Ponta Delgada (2.575 euros/m2), Coimbra (2.499 euros/m2), Braga (2.396 euros/m2) e Viana do Castelo (2.328 euros/m2).Com valores inferiores a 2.000 euros/m2 surgem Leiria (1.980 euros/m2), Santarém (1.805 euros/m2), Viseu (1.756 euros/m2), Beja (1.540 euros/m2), Vila Real (1.538 euros/m2), Portalegre (1.173 euros/m2), Bragança (1.138 euros/m2) e Guarda (1.120 euros/m2). A cidade mais barata para comprar casa continua a ser Castelo Branco, com um preço mediano de 1.090 euros/m2.
Distritos e ilhas
Analisando os dados mais recentes, os preços das casas subiram em todos os 26 distritos e ilhas no último ano com a exceção da ilha do Faial que registou uma descida de 5,7%. A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo (31,7%), seguida da ilha Terceira (24,6%), Guarda (20,5%), Santarém (20,4%), Évora (20,3%), Portalegre (19,8%) e ilha do Pico (18,2%). Também Viseu (16,3%), Leiria (14,5%), Braga (13,9%), Aveiro (13,8%), Coimbra (13,5%), Beja (12,2%) e Viana do Castelo (11,8%) apresentaram valorizações expressivas. Já Vila Real (11%), Castelo Branco (10,9%), Setúbal (9,9%), Faro (7,8%), ilha de São Miguel (7,7%), Bragança (7,1%), Lisboa (6,1%), ilha de Santa Maria (5,9%), ilha de São Jorge (5,3%), Porto (5,2%) e ilha da Madeira (4,8%) foi onde os preços menos subiram.
No ranking dos preços por metro quadrado, Lisboa mantém-se como o distrito mais caro para comprar casa, com um preço mediano de 4.814 euros/m2, seguido de Faro (4.216 euros/m2), ilha de Porto Santo (4.142 euros/m2), ilha da Madeira (3.754 euros/m2) e Setúbal (3.490 euros/m2). Logo a seguir surgem o Porto (3.149 euros/m2) e a ilha de São Miguel (2.392 euros/m2).Com valores intermédios posicionam-se Aveiro (2.130 euros/m2), Leiria (2.102 euros/m2), Braga (2.046 euros/m2), ilha Terceira (1.858 euros/m2), Évora (1.814 euros/m2), Viana do Castelo (1.776 euros/m2), ilha do Pico (1.756 euros/m2), Santarém (1.718 euros/m2), Coimbra (1.702 euros/m2), ilha do Faial (1.694 euros/m2) e ilha de Santa Maria (1.606 euros/m2). Na parte inferior da tabela surgem Beja (1.515 euros/m2), ilha de São Jorge (1.495 euros/m2), Viseu (1.244 euros/m2), Vila Real (1.102 euros/m2), Portalegre (1.053 euros/m2), Castelo Branco (1.015 euros/m2), Bragança (869 euros/m2) e, por fim, a Guarda (753 euros/m2).
Regiões
Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram em todas as regiões do país. A maior subida anual foi registada no Centro (13,3%), seguido do Alentejo (13,2%), da Região Autónoma dos Açores (12,2%), do Algarve (7,8%), da Área Metropolitana de Lisboa (6,8%) e da Região Autónoma da Madeira (5,4%). O Norte registou a subida mais moderada (4,9%).
A Área Metropolitana de Lisboa, com um preço mediano de 4.501 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (4.216 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.767 euros/m2).Logo depois surgem o Norte (2.606 euros/m2), o Alentejo (2.198 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (2.101 euros/m2). O Centro, com um preço mediano de 1.785 euros/m2, mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação.
Índice de preços imobiliários do idealista
O idealista atualizou a metodologia do seu índice de preços da habitação para se adaptar às mudanças do mercado. Os novos filtros da plataforma permitem identificar e excluir do cálculo produtos como o arrendamento sazonal ou de férias, que não refletem o mercado residencial convencional. Além disso, foi reforçado o processo de deteção de valores anómalos com técnicas estatísticas mais robustas. A nova metodologia foi aplicada retroativamente a toda a série histórica, a fim de garantir a comparabilidade dos dados.
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
O relatório completo encontra-se em:
https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda/
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