(Z1) 2020 - CM de Vila do Bispo - Um concelho a descobrir

Elidérico Viegas recandidata-se à presidência da AHETA liderando uma equipa composta, exclusivamente, por empreendedores sedeados no Algarve

Elidérico Viegas recandidata-se à presidência da AHETA liderando uma equipa composta, exclusivamente, por empreendedores sedeados no Algarve

No seguimento do acto eleitoral para os órgãos dirigentes da AHETA, agendado para o próximo dia 21 de Janeiro, Elidérico Viegas encabeça uma lista de empreendedores hoteleiros e turísticos do Algarve, representativos dos vários interesses empresariais em todo o espaço regional, desde Vila Real de Santo António até Lagos e Sagres, dando assim expressão à representatividade da associação.

De acordo com Elidérico Viegas «O Programa de Acção, cujo lema é “Assegurar o Presente, Garantir o Futuro”, (em anexo), enviado a todos os associados, integra ainda o hoteleiro Vítor Clemente como Presidente da Assembleia Geral e Amadeu Rodrigues como Presidente do Conselho Fiscal, (lista completa em anexo).

Os órgãos sociais que integram a Lista “A” irão, no essencial, caso sejam eleitos, prosseguir uma estratégia que tem no horizonte o reforço da AHETA, enquanto estrutura associativa forte e dinâmica, e em que todos continuem a rever-se e a participar activamente, ao invés de subserviências e dependências de centralismos de Lisboa, protagonizadas pelos candidatos da outra lista concorrente.

Este grupo de trabalho está comprometido com ideias e programas com significado e sentido turístico e empresarial, conforme resulta do Programa de Acção. A AHETA quer continuar a ser cada vez mais o ponto de encontro dos empresários do sector no Algarve, recusando ser uma estrutura ao serviço apenas de alguns, independentemente da legitimidade dos seus interesses.

A AHETA deve, assim, continuar a empenhar-se activamente na construção de uma abordagem positiva do turismo do Algarve, tendo no horizonte a salvaguarda dos interesses empresariais da actividade turística, inovando na sua capacidade de intervenção, sem deixar de prosseguir uma estratégia que contribuiu para a afirmação e reconhecimento público e institucional da associação.

Estão neste caso, entre outros aspectos, a celebração de Convenções Colectivas de Trabalho, a prestação de serviços de apoio aos associados em matéria jurídico-laboral, o acompanhamento da evolução do sector na região e nos mercados turísticos internacionais concorrentes, etc. etc.

A importância quantitativa e qualitativa do turismo da região, no presente e no futuro, passa pela inversão de um processo que não tem reconhecido as realidades da oferta e dos mercados turísticos algarvios, traduzido em políticas muitas vezes erradas e com resultados perversos, entre os quais destacamos o ancestral tratamento de desfavor dado à região em matéria de investimento público, cujo exemplo mais marcante é a não construção do novo Hospital Central.

Temos propostas concretas e estamos disponíveis para participar, activamente, nos diversos fóruns onde a AHETA se encontra representada, nomeadamente na Região de Turismo, Comissão de Coordenação Regional, Associação Turismo do Algarve, para citar apenas alguns exemplos, incluindo o relacionamento institucional ao mais alto nível da governação.

O Algarve é a região portuguesa mais afectada economicamente pela pandemia, atendendo à forte implantação do sector turístico na vida e na sociedade regionais, carecendo, por isso mesmo, de medidas de discriminação positiva tendentes a garantir a sobrevivência da Indústria Turística e da região como destino turístico.

Esta situação causou um impasse preocupante nas pequenas e médias empresas da nossa Região, onde se integram a generalidade dos empreendimentos turísticos, cujos investimentos e operação se encontram particularmente expostos e por isso dependentes do recurso sistemático a financiamento através de crédito bancário.

O que mais sobressai, no actual contexto, é a aprovação de um Plano Específico para Apoiar a Recuperar o Turismo do Algarve, com dotação e meios financeiros próprios, de acordo com o anunciado pelo actual governo na Assembleia da República, mas que vem aguardando melhores dias.

Em termos associativos, estamos empenhados na criação de uma plataforma associativa única regional, em oposição a uma estratégia associativa centralista, visando afirmar o Algarve e os interesses empresariais da maior e mais importante região turística portuguesa, quer a nível regional, quer a nível nacional e internacional, dando seguimento às conversações em curso com outras organizações associativas regionais do sector nesta matéria.

No dia 21 de Janeiro está em causa:

LISTA A - Optar pelo Algarve

LISTA B - Ceder aos interesses centralistas e hegemónicos de Lisboa

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Elidérico Viegas

(Representante da Lista A)

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ASSEMBLEIA GERAL

Presidente: V. Vitória, Ldª. (Hotel Água Marinha) – Vítor Manuel Clemente da Silva

Vice-presidente: Polvilha Sucesso, Ldª. (Grupo MGM Muthu Hotels) – Nuno Alexandre Taveira Pereira Vieira Jorge

Secretário: AJ Cabrita-Hotelaria, Ldª (Apartamentos Turial) – Florival de Sousa Palma

DIRECÇÃO

Presidente: Hotéis Belver, Sociedade de Gestão Hoteleira, Ldª (Hotéis Boavista e Aldeia) – Elidérico José Gomes Viegas

Vice-presidente: Details-Hotels & Resorts, SA (Hotéis Califórnia, Velamar, Quinta Pedra dos Bicos, Vale da Lapa) – João Carlos Rodrigues Costa

Vice-presidente: Lutz-Explorações Hoteleiras. Ldª (Vila Valverde Design & Country Hotel) – Luís Alexandre Cristo Tavares

Vice-presidente: N & L Hotéis, Ldª (Hotel Apolo) – Luís Miguel Lares da Costa Vasques

Vice-presidente: Grand Algarve, Ldª. (Hotel Grand House) – Nídia Soares de Oliveira Martins Magalhães

Vice-presidente: Glamourfutur hotels, Ldª (Aparthotel Carvoeiro) – Bruno Miguel de Duarte e Fragoso

Vice-presidente: Algarosa-Sociedade Gestora de Hotéis, Ldª. (Aldeamento Turístico Alfagar) – Catherine Christine Boute

Vice-presidente: Algarvelux - Construções e Empreendimentos, SA (Castro Marim Golfe) – David Martins

Vice-presidente: DHJ Lagos, Ldª (Hotel Lagosmar) – Carlos Alberto Esteves Pires

CONSELHO FISCAL

Presidente: Balaia-Sol, Ldª. – Amadeu dos Santos Rodrigues

Vice-presidente: Castioura. Ldª (Apartamentos Ourabay) – José Carlos Martins de Castilho

Secretário: Bajomico, Organizações Hoteleiras e Similares, Ldª (Hotel Alcazar) – César Augusto da Igreja Raposo

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PROGRAMA DE ACÇÃO 2022 – 2024

“assegurar o presente, garantir o futuro”

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LEITURA EXECUTIVA

1.0 Introdução

A pandemia de COVID-19 provocou na economia do turismo uma crise sem precedentes à escala mundial, com especial enfoque nos países e regiões mais dependentes desta actividade económica, como é o caso do Algarve.

Esta situação causou um impasse preocupante nas pequenas e médias empresas da nossa Região, onde se integram a generalidade dos empreendimentos turísticos, cujos investimentos e operação se encontram particularmente expostos e por isso dependentes do recurso sistemático a financiamento através de crédito bancário.

O Programa de Acção é o instrumento orientador por excelência do trabalho a desenvolver pelos corpos sociais saídos do acto eleitoral para o triénio 2022-2024, nomeadamente da Direcção.

2.0 Linhas de Orientação Estratégica

Em caso de eleição, os órgãos sociais que integram esta lista irão, no essencial, prosseguir uma estratégia que tem no horizonte o reforço da AHETA, enquanto estrutura associativa forte e dinâmica, e em que todos continuem a rever-se e a participar activamente.

Para isso torna-se necessário a entrega de todos nós a projectos, ideias e programas com significado e sentido turístico e empresarial. A AHETA quer continuar a ser cada vez mais o ponto de encontro dos empresários do sector, recusando ser uma estrutura ao serviço apenas de alguns, independentemente da legitimidade dos seus interesses.

A pandemia de COVID-19 forçou ao encerramento total ou parcial, desde Março de 2020, por períodos mais ou menos prolongados, de muitos hotéis e empreendimentos turísticos regionais, confrontados com problemas substancialmente diferentes e muito mais complexos e específicos do que no resto do País, o que exige acções e medidas mais ajustadas às realidades do turismo do Algarve.

3.0 Turismo do Algarve

O Algarve é a região portuguesa mais afectada economicamente pela pandemia, atendendo à forte implantação do sector turístico na vida e na sociedade regionais, carecendo, por isso mesmo, de medidas de discriminação positiva tendentes a garantir a sobrevivência da Indústria Turística e da região como destino turístico. O anúncio de um Plano Específico para Apoiar a Recuperação do Turismo do Algarve pelo actual governo na Assembleia da República, deve ser aprovado e implementado o mais rapidamente possível.

A AHETA deve, assim, continuar a empenhar-se activamente na construção de uma abordagem positiva do turismo do Algarve, tendo no horizonte a salvaguarda dos interesses empresariais. A importância quantitativa e qualitativa do turismo da região, no presente e no futuro, passa pela inversão de um processo que não tem reconhecido a realidade do mercado turístico algarvio, traduzida em políticas muitas vezes erradas e com resultados perversos.

4.0 Investimento Público

Ao longo de décadas, e ainda hoje, o investimento público não tem acompanhado o investimento privado no Algarve. Muitas das fraquezas da actividade turística regional e das dificuldades no seu desenvolvimento resultam desta dura realidade.

Existe na região um sentimento generalizado de tratamento de desfavor dado à região pelos sucessivos poderes centrais, quando comparado com outras regiões do nosso País, nomeadamente em matéria de investimento público.

No caso concreto das acessibilidades é de referir os vários nós de ligação da VLA ao litoral, as melhorias na EN 125 até Vila Real de Santo António, as variantes de Odiáxere, Olhão e Luz de Tavira, assim como a construção do IC 4 entre Lagos e Grândola e a beneficiação da vasta rede de vias secundárias que continua irremediavelmente atrasada.

Também no que se refere ao caminho-de-ferro, encontra-se por definir uma calendarização, séria e realista, relativamente à modernização da via-férrea e material circulante, quer na linha do Algarve, quer no que se refere à necessidade da ligação a Sevilha e, por essa via, à rede transeuropeia de alta velocidade, sem esquecer as melhorias na ligação ferroviária a Lisboa.

O anúncio público do governo, no âmbito do PRR, alocando verbas (200 milhões de euros) para a construção de uma dessalanizadora, aliada ao transvase entre o Pomarão e o Sistema Odeleite/Beliche, constituem medidas positivas, há muito aguardadas, face à situação de seca prolongada que o Algarve enfrenta presentemente.

5.0 Ambiente, Ordenamento e Urbanismo Turístico

A AHETA deve continuar a reforçar a sua intervenção nas grandes políticas do Ambiente e Ordenamento do Território, especialmente a Lei da Água, REN, Rede Natura 2000, etc. Colaborando com outras estruturas do sector, particularmente com a CTP e outras associações empresariais do turismo regional e nacional, incluindo as entidades oficiais que superintendem nestas áreas.

6.0 Qualificação da Oferta Turística

Para além da necessidade de se recuperar, conforme já foi referido, os atrasos no investimento público, a qualidade e o futuro do turismo algarvio exigem a criação de grandes projectos regionais e que carecem do apoio de financiamento do Estado, como o Espaço Multiusos/Centro de Congressos, Grande Parque Temático, Grande Parque Ambiental, Centro Desportivo Multipolar de Alta Competição, Hospital Central, Pólo Hospitalar vocacionado para a medicina desportiva, Oceanário, etc. e outros equipamentos previstos para o Parque das Cidades.

No Algarve não se construiu muito, construiu-se mal. A competitividade/sustentabilidade do binómio território/turismo não se assegura combatendo esta dinâmica, mas sim conhecendo-a e gerindo-a de forma inteligente e equilibrada.

7.0 Promoção Turística

O sucesso de qualquer produto turístico começa na qualidade da sua promoção e no funcionamento do alojamento. O Algarve terá de ser capaz de criar uma identidade própria e diferenciada da sua oferta turística, através, nomeadamente, de um modelo de desenvolvimento que conjugue num projecto comum a diversificação e diferenciação de produtos específicos, o que implica um maior e melhor aproveitamento dos seus bens territoriais, única forma de se obterem vectores visíveis de qualidade relativamente a outros mercados concorrentes.

A AHETA defende, como princípio geral, a necessidade de se apoiar a consolidação da marca Algarve no turismo europeu e mundial. A promoção turística deve privilegiar o produto e ter associada uma vertente comercial, o que obriga à definição de estratégias mais bem elaboradas e estruturadas com a iniciativa privada.

8.0 Formação Profissional

A dimensão humana do turismo é a condição primeira para o seu sucesso, pelo que a formação profissional no sector turístico assume um papel muito mais decisivo e determinante que em outras actividades produtivas.

A AHETA, consciente destes problemas, deve apresentar propostas tendentes a implementar uma estratégia de valorização socioprofissional de activos, através da implementação de programas de formação contínua nas empresas e reformas ao nível do sistema de ensino básico nas escolas.

9.0 Animação Turística

A construção do futuro turístico do Algarve não pode continuar a ignorar a criação de mecanismos específicos de financiamento para projectos de cariz estruturante na área da animação, enquanto recursos importantes na cadeia de valor das empresas e, simultaneamente, factores de produção relevantes na indústria do turismo.

O Algarve precisa organizar uma meia dúzia de eventos âncora durante a estação baixa, capazes de se afirmarem progressivamente nos calendários europeus e mundiais das grandes realizações. Hoje, tal como ontem, estamos disponíveis para integrar uma parceria destinada a identificar e a gerir estes eventos. A Fórmula 1 e o Moto GP, por exemplo, inserem-se nesta estratégia.

9.1 Golfe

A AHETA defende o desenvolvimento da oferta de golfe na região. O golfe não pode ser dissociado da essência da oferta turística do Algarve, particularmente no que se refere a aspectos operacionais, investimentos diversos, construção de novos hotéis, casas de férias e residências permanentes, emprego e sua qualificação, desenvolvimento sustentável, comparações económicas intersectoriais, etc.

9.2 Marinas e Portos de Recreio

O mercado da navegação de recreio no Algarve é ainda muito reduzido quando comparado com os índices europeus, apesar da região ter vindo a alargar a sua oferta nos últimos anos e apresentar potencial de crescimento. Esta carência de infraestruturas e de instalações portuárias de acesso ao mar, na região, resultam sobretudo da ausência de vontade política em dinamizar esta actividade.

9.3 Casinos

Os casinos do Algarve constituem um dos mais importantes motores da animação turística na região. Os casinos, enquanto Salas de Visitas do turismo algarvio, são indispensáveis para o estabelecimento de uma dinâmica de animação que se pretende para a região, devendo, nesse sentido, os diferentes organismos responsáveis empreender sinergias conjuntas com a empresa concessionária.

9.4 Parques Temáticos

A AHETA está consciente da importância destes empreendimentos para o complemento, equilíbrio e requalificação da oferta turística regional, pelo que defende a necessidade se serem criados apoios às estruturas já existentes, financeiros e outros, que possibilitem desenvolver estes espaços de animação, ciência e cultura.

  1. Imobiliária do Lazer

A compra de casa de férias constituiu, desde sempre, uma procura importante do turismo do Algarve. A AHETA foi capaz de ultrapassar as falsas questões em torno da imobiliária turística e propor a plena integração desta na oferta turística nacional, pugnando por enquadrar legalmente esta actividade na política para o sector, melhor forma de qualificar o turismo nacional.

  1. Aspectos Gerais

A qualidade competitiva do turismo do Algarve passa também pela existência de bons serviços de apoio a residentes e a turistas:

Segurança

A segurança constitui hoje o primeiro factor de decisão na escolha do destino de férias dos turistas. A AHETA vem acompanhando o evoluir da criminalidade praticada na região ao longo de todo o ano, visando aferir a sua evolução e propor às entidades competentes, nomeadamente ao governo, soluções mais adequadas à imagem de um destino seguro.

Saúde

Impõe-se a construção de novas unidades de saúde públicas e privadas na região e a construção do Hospital Central do Algarve. Ninguém compreende, nem aceita, que a construção desta importante infraestrutura hospitalar continue irremediavelmente adiada, sobretudo se considerarmos os elevados fundos financeiros disponibilizados pela chamada bazuca europeia.

Sinalética

Constitui um imperativo regional implementar urgentemente um Plano destinado a dotar a região de uma sinalética turística capaz de orientar e informar convenientemente aqueles que nos visitam, independentemente dos avanços registados nos últimos anos no Algarve nesta área.

Higiene e Limpeza

As questões relacionadas com o campismo selvagem, limpeza de bermas das estradas e da chamada envolvente na área de responsabilidade das câmaras municipais e EP, requerem uma atenção especial destes organismos. Tanto as autarquias, como a empresa responsável pela recolha selectiva de Resíduos Sólidos Urbanos devem fazer um esforço acrescido visando uma melhoria significativa na prestação destes serviços, assim como a uniformização dos preços a cobrar em todo o espaço regional.

Aeroporto de Faro/Transporte Aéreo

O transporte aéreo não pode existir em Portugal como um sector autónomo, devendo passar a ser entendido ao serviço do turismo. A TAP nunca teve uma política de transporte aéreo vocacionada para o turismo e, muito menos, para o turismo do Algarve. Os milhares de milhões de euros de prejuízo da TAP não podem ser imputados nem à região nem ao seu turismo.

A TAP, contrariamente ao que acontece com as principais companhias aéreas de bandeira europeias que, como é sabido, mantêm rotas regulares de sucesso de e para a região, ignora o Algarve e a realidade da sua oferta turística. A TAP representa cerca de 3 por cento do tráfego aéreo no aeroporto de Faro.

Mão-de-obra

A AHETA tem defendido junto do governo a necessidade de serem estabelecidos acordos com países terceiros, preferencialmente com os de língua oficial portuguesa, nomeadamente o Brasil, para a importação controlada de mão-de-obra, face às necessidades sentidas pelas nossas empresas nos últimos anos.

Esta fragilidade deve ser esbatida no curto prazo.

Por outro lado, deve ser promovida a construção de habitação a preços controlados, de forma a permitir atrair trabalhadores e competências para a região, sem o que não haverá mão de obra disponível para responder às necessidades das empresas.

Electricidade

O recente aumento desmesurado dos custos energéticos, tendência que deverá acentuar-se no futuro próximo, retira competitividade às empresas hoteleiras e turísticas regionais, face à impossibilidade de reflectir estes aumentos nos preços de comercialização.

Taxas de Água e RSU´s

A AHETA vai continuar a manter conversações estreitas com as diversas Câmaras Municipais no sentido de ver consideradas as suas propostas em matéria de taxas de água e recolha de resíduos sólidos urbanos, de forma a evitar as enormes discrepâncias actualmente existentes.

Fiscalidade

A AHETA dará uma atenção especial aos problemas fiscais relacionados com a economia do turismo, designadamente os que resultam da necessidade de aumentar a competitividade do nosso turismo face aos concorrentes mais directos, assim como nas questões que envolvem a harmonização fiscal na indústria do turismo no espaço da União Europeia

Ainda nesta área, esta direcção vai continuar a opor-se, veementemente, à eventual introdução de taxas turísticas nos diversos concelhos da Região, bem como continuar a desenvolver todos os esforços ao seu alcance no sentido de ver alterada a directiva comunitária sobre direitos conexos e autor, designadamente no que se refere à taxação dos televisores nos quartos, deixando de considerar estes alojamentos como zonas públicas com entradas pagas.

Leis Laborais

Precisamos de legislação mais flexível e harmonizada com a União Europeia.

Neste sentido, no âmbito da CTP, continuaremos a acompanhar as alterações legislativas que se encontram em preparação pelo Governo e em discussão em sede de Concertação Social, com especial destaque para a Revisão do Código do Trabalho e Flexi-segurança aplicável às relações laborais na actividade turística.

A AHETA foi capaz de negociar com a força sindical em presença, o SITESE, uma Convenção Colectiva de Trabalho mais favorável do que os CCT´s existentes em todo o País celebrados por outras estruturas associativas regionais e nacionais.

Esta direcção dará seguimento às negociações com o SITESE, tendo em vista mantar um CCT actualizado, quer em matéria salarial, quer no que se refere à renegociação do articulado existente.

Quadro Legislativo

A AHETA vai participar activamente na construção de nova legislação, enquanto um dos instrumentos necessários para melhorar as condições competitivas da nossa oferta, designadamente no respeitante à regulação do sector, mas também em outras áreas que interligam e relacionam com a actividade turística.

AMAL

A Comunidade Intermunicipal do Algarve constitui um parceiro privilegiado em matéria de colaboração e cooperação, nomeadamente no que se refere à articulação com as diferentes Câmaras Municipais em todo o espaço regional, quer ao nível da melhoria da prestação de serviços, quer no que se refere à qualificação e valorização dos espaços públicos.

Por outro lado, tendo em vista dar resposta às crescentes solicitações das procuras turísticas, somos defensores do alargamento da Ciclovia em toda a extensão do Algarve, assim como a aposta na preservação e conservação da Via Algarviana.

Conselho Geral,

Esta direcção propõe-se criar, nos termos estatutários, um Conselho Geral constituído por figuras regionais, envolvendo os diversos players ligados à economia do turismo, de forma a entrecruzar os diversos interesses que directa e indirectamente interagem com a actividade turística. Trata-se de um Conselho Consultivo, uma espécie de Colégio de Senadores Regionais, cujos contributos serão decisivos e determinantes na definição de estratégias e propostas a apresentar pela associação aos diversos responsáveis da administração pública regional e nacional.

  1. Relacionamento Institucional e Associativo

A AHETA integra e faz parte de um leque variado de entidades regionais e nacionais, onde expressa as posições resultantes de documentos escritos reflectindo os interesses gerais dos seus associados e consensualizados no normal funcionamento dos órgãos internos da associação.

Nesta matéria importa dar seguimento às conversações que vêm sendo desenvolvidas com a AIHSA, tendentes à criação de uma plataforma associativa única regional, visando afirmar a região e os interesses empresariais do turismo, quer a nível regional, quer a nível nacional e internacional.

PRR - Algarve

O PRR atribuiu ao Algarve um montante de cerca de 600 milhões de euros. A AHETA, em colaboração com outras estruturas regionais, propõe-se acompanhar o evoluir dos investimentos regionais e as candidaturas a este Programa Operacional, através, nomeadamente, da sua participação activa na respectiva Comissão de Acompanhamento, no âmbito da CCDRA.

A transição Digital constitui nos nossos dias um dos maiores desafios para a actividade turística em geral e para os hotéis e empreendimentos turísticos em particular, devendo a direcção empenhar-se, activamente, quer ao nível do PRR regional, quer no âmbito do respectivo Ministério da tutela, apresentando propostas concretas em matéria de apoios financeiros e outros que permitam às empresas acompanhar a evolução que se vem verificando à escala global.

Região de Turismo do Algarve

A AHETA é membro de pleno direito da Região de Turismo do Algarve, tendo sido eleita Presidente da Assembleia Geral. A nossa participação nas reuniões da RTA tem-se caracterizado por uma intervenção activa e dinâmica, no respeito integral das posições dos nossos associados relativamente ao papel que a RTA deve desempenhar na promoção do turismo regional, quer a nível interno, quer internacionalmente.

Turismo de Portugal IP

Para a AHETA, o Turismo de Portugal deve assumir-se, cada vez mais, como uma instituição forte e credibilizada que apoia a governação e os agentes da economia do turismo, mormente na relação entre o turismo e a fiscalidade, o património, o ambiente e ordenamento do território e o Sistema Estatístico Nacional, apoiando e facilitando o licenciamento de projectos turísticos, nomeadamente os projectos considerados estruturantes.

Confederação do Turismo

A AHETA foi fundadora e é associada da Confederação do Turismo Português. Continuaremos a pugnar pela afirmação e consolidação da CTP no Conselho Económico e Social, Conselho Permanente de Concertação Social e em outras instâncias nacionais e europeias, aprofundando o relacionamento com esta estrutura de cúpula do associativismo empresarial do turismo nacional, apesar desta er vindo a perder influência e credibilidade junto do sector empresarial, designadamente no Algarve, face ao absentismo que vem demonstrando, não fazendo valer as questões que envolvem o turismo regional.

Outros Organismos Associativos

A AHETA procura e aceita parcerias de colaboração conjunta que visem reforçar a defesa dos genuínos interesses dos empresários hoteleiros e turísticos do Algarve.

Neste contexto, pretendemos aprofundar o relacionamento institucional com outras estruturas associativas regionais, nacionais e internacionais, com as quais temos vindo a relacionar-nos e a colaborar regularmente, designadamente com a AIHSA, visando a criação de uma plataforma associativa única na região.

  1. Estrutura e Funcionamento

É nossa convicção que a Associação não deve dispor de um quadro de pessoal pesado, mas antes recorrer à contratação de serviços externos, especialmente para a realização de estudos técnicos e/ou científicos e pareceres de vária ordem.

Por outro lado, e sempre que isso seja possível, continuaremos a utilizar o recurso a alguns técnicos das empresas nossas associadas, que gratuitamente e de uma forma desinteressada têm prestado a sua colaboração à Associação.

Gabinete de Estudos

A AHETA tem, a tempo parcial, um técnico que não só assiste os nossos associados na área económica, como gere a base de dados e edita o Boletim Informativo (Newsletter). Tratando-se, como se trata, de uma matéria da maior relevância na vida da associação, é nossa intenção nomear um membro da direcção com responsabilidades específicas ao nível da elaboração de estudos e documentação sobre as questões mais directamente relacionadas com o turismo do Algarve e do país.

Boletim Informativo (Newsletter)

Continuaremos a publicar mensalmente o Boletim Informativo, dando particular ênfase à questão estatística e benchmarking com outros destinos concorrentes, de forma a possibilitar aos nossos associados acompanhar o evoluir do sector turístico regional, sem esquecer a introdução de melhorias ao nível da sua apresentação gráfica e, sobretudo, no que se refere à introdução de novos conteúdos.

Balanço do Ano Turístico

A AHETA vem publicando desde a sua fundação, anualmente, o Balanço do Ano Turístico e as Perspectivas para o ano seguinte. Este documento afirmou-se como um documento referência no panorama do turismo regional, nacional e internacional.

Este documento é objecto de estudo e análise pelos mais diversos sectores, desde empresas de consultadoria, área financeira, empresários em geral, organismos associativos, operadores turísticos estrangeiros, centros de estudo, como escolas e universidades, professores e estudantes, etc. É intenção desta direcção dar continuidade à sua publicação anual.

Congressos/Seminários/Reuniões

A AHETA continuará a participar activamente em todos os fóruns para que é convidada, transmitindo a posição dos empresários e do turismo do Algarve, tanto a nível regional como nacional e internacional. Esta participação tem-se revelado importantíssima na afirmação da AHETA e, por essa via, do turismo do Algarve.

Por outro lado, e aproveitando a existência do Auditório no Edifício Sede, é intenção desta direcção manter um calendário regular de seminários, “workshops” e outros encontros dirigidos aos nossos associados, assim como reuniões de trabalho alargadas com as mais variadas entidades e organismos da vida pública regional e nacional.

Convenção Colectiva

No âmbito do Acordo de Convenção Colectiva celebrado com o SITESE e do Novo Código do Trabalho, será criado um grupo de trabalho destinado a renegociar uma nova convenção colectiva para o sector, negociações que esperamos levar a bom termo durante este mandato.

Assessorias

A AHETA está a estudar formas de melhorar as actuais assessorias jurídica e económica, encontrando-se disponível, face às exigências dos associados, a criar novas consultadorias que se revelem necessárias às necessidades empresariais.

  1. Protocolos

A AHETA vai privilegiar a celebração de protocolos de colaboração e cooperação com outras entidades, públicas e privadas, nacionais e internacionais, dentro de um clima de confiança e respeito mútuos, destinados a proporcionar aos nossos associados condições mais favoráveis em diversas áreas, potenciando as estruturas existentes no novo Edifício Sede.

  1. Acções Estruturantes

A AHETA, com a responsabilidade que lhe advém da sua representatividade e do facto do turismo ser um sector económico que se interliga e relaciona com todos os aspectos da vida e da sociedade, não pode deixar de ter uma visão sobre o modelo de desenvolvimento económico e social mais adequado a uma região que se pretende projectar no futuro.

A credibilização do Algarve é determinante para o seu futuro. Esta responsabilidade cabe aos algarvios em geral e aos empresários em particular. Para isso, teremos de ser capazes de construir um plano de acção e definir um modelo institucional consensualmente alargado sobre os grandes princípios que devem orientar o desenvolvimento económico e social do Algarve.

  1. Conclusão

Não compete à AHETA apoiar governos, governantes, partidos, titulares de cargos políticos ou administrativos, mas antes exigir destes o apoio às propostas da associação.

Sabemos que esta independência contraria uma certa tradição nacional que, infelizmente, ainda se mantém no sector do turismo, mas representa a condição primeira para desenvolver parcerias activas com estas entidades, dentro do respeito mútuo entre as partes.

O tecido económico do Algarve, designadamente do turismo, encontra-se hoje representado na AHETA. Esta simples realidade, exige de todos nós responsabilidades acrescidas, mas passa também por sermos capazes de exigir de terceiros o cumprimento da fatia de responsabilidades que lhes diz respeito. A melhor forma de garantir e assegurar o futuro é dinamizar o presente. Este é o lema que norteia os candidatos aos novos corpos sociais da AHETA para o próximo triénio.

Albufeira, Dezembro de 2022

Representantes da Lista Candidata

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