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Bankinter com resultados de 685 milhões de euros no final do terceiro trimestre, mais 59%, e rentabilidade em níveis máximos dos últimos anos

Bankinter com resultados de 685 milhões de euros no final do terceiro trimestre, mais 59%, e rentabilidade em níveis máximos dos últimos anos

O Bankinter Portugal continua a registar um crescimento da sua atividade comercial, alcançando um resultado antes de impostos de 136 milhões de euros no terceiro trimestre de 2023, mais 154% do que no mesmo período do ano passado. 

O Grupo Bankinter consolida no final do terceiro trimestre de 2023 a boa evolução registada pelas diferentes linhas de negócio ao longo do exercício, destacando-se o potencial da instituição para continuar a crescer e a alcançar maiores quotas de mercado e resultados. Esta maior atividade comercial e um contexto de taxas de juro mais elevadas refletiram-se em crescimentos em todas as rubricas da conta de resultados e em todos os rácios: rentabilidade, capital e eficiência.

Assim, o Grupo Bankinter alcança a 30 de setembro de 2023 um resultado antes de impostos que supera pela primeira vez a barreira dos 1.000 milhões de euros, concretamente 1.003,6 milhões, que representam um crescimento de 66,8% face há um ano. Relativamente aos resultados líquidos, ascendem a 684,7 milhões de euros, mais 59,2% do que no mesmo período de 2022, e isto apesar de contabilizar este ano o pagamento do novo imposto sobre o setor financeiro, que para o Bankinter foi de 77,5 milhões de euros.

Em relação aos diferentes rácios da conta de resultados, a rentabilidade sobre capitais próprios, ROE, cresce até aos 17,1%, mais seis pontos percentuais do que há um ano, com um ROTE de 18,2%, um dos melhores do setor financeiro europeu.

No que ao rácio de capital CET1 fully loaded diz respeito, alcança os 12,5%, 4,8 pontos percentuais acima do requisito mínimo exigido ao Bankinter pelo Banco Central Europeu, 7,73%, que é o mais baixo da banca cotada em Espanha.

Quanto ao rácio de morosidade, situa-se num valor ótimo de 2,2%, 9 pontos-base acima do valor de há um ano, mas bastante abaixo da média do setor, que segundo o Banco de Espanha, se situava nos 3,5% até julho. Não obstante, o Bankinter regista um crescimento da cobertura de morosidade para 66,2% no final de setembro.

O rácio de eficiência do banco, a 30 de setembro, melhora substancialmente para 34,9% face ao valor de 43,2% registado há um ano, destacando-se no âmbito do setor. Relativamente ao rácio de eficiência do Bankinter em Espanha, situa-se nos 31,6%.

No que se refere à liquidez, o banco conta com um volume de depósitos que continua a ser superior ao volume de créditos, com um rácio de depósitos sobre créditos de 104,9%

Dados do balanço.

Os ativos totais do Grupo situam-se a 30 de setembro de 2023 nos 108.362,7 milhões de euros.

A carteira de crédito sobre clientes situa-se no final do trimestre nos 74.879,2 milhões de euros, mais 2,8% do que há um ano. Relativamente à carteira de crédito em Espanha, o crescimento foi um pouco inferior, de 0,7%, devido ao abrandamento desta atividade no mercado espanhol, embora compare bem com os dados do setor, que apontam para uma queda de 3,2%, de acordo com dados até agosto do Banco de Espanha.

Quanto aos recursos dos clientes de retalho, chegaram aos 78.258 milhões de euros, mais 2,6% do que há 12 meses, com uma redução na carteira de contas à ordem, mas, em paralelo, com um forte crescimento na rubrica de depósitos a prazo. Isto, enquanto se verifica uma transferência desses recursos para produtos de maior valor agregado para o cliente, como fundos de investimento e de pensões. Assim, o total de recursos geridos fora de balanço regista um crescimento de 17% em relação ao valor de há um ano. Todo este crescimento em recursos, dentro e fora de balanço, demonstra a capacidade do banco para atrair e captar clientes, num contexto muito competitivo.

Rubricas da conta de resultados.

A tendência de crescimento nas rubricas da conta de resultados mantém-se neste período, graças a uma maior dinâmica comercial, especialmente focada em produtos de valor e, em linha com o que se tem vindo a verificar desde o início do ano, uma evolução das taxas de juro, que continua a ser favorável.

No final de setembro, a margem de juros situou-se nos 1.638,7 milhões de euros, mais 53,8% do que há um ano, com uma margem de clientes que tem vindo a crescer a cada trimestre, até aos 3,03% a 30 de setembro deste ano, refletindo uma boa gestão dos diferenciais.

Quanto à margem bruta, que engloba todas as receitas do Grupo, alcança os 2.005,1 milhões de euros, mais 32,1% do que há um ano. A comissões líquidas representam uma contribuição para a margem bruta, excluindo o imposto à banca, de 22%.

Especificando todo o bloco de comissões, podemos verificar que as comissões relativas aos vários serviços operativos, de aconselhamento ou de gestão, registam neste período um crescimento de 2,6%. Paralelamente, as comissões pagas aos parceiros (agentes financeiros e clientes da Banca Partner) registam um crescimento de 6,1%, dada a evolução positiva destes negócios. A diferença entre ambas, ou seja, as comissões líquidas, ascendem a 30 de setembro a 459,1 milhões de euros, o que representa um crescimento de 1,5% relativamente ao valor de há um ano.

Quanto à margem de exploração antes de provisões, alcança 1.305,4 milhões de euros, mais 51,3%, depois de absorver os custos operativos, que cresceram 6,8% no período analisado, devido a maiores custos administrativos e uma maior retribuição variável da equipa, embora estes custos tenham sido inferiores ao crescimento das receitas.

Crescimento em todos os negócios e geografias.

Todas as linhas de negócio sobre as quais se articula a estratégica de diversificação do banco avançam a bom ritmo, consolidando um bom desempenho em todos os parâmetros analisados. Isto verifica-se tanto nas linhas de negócio internacionais, especialmente Portugal e Irlanda, onde o crescimento é maior, como nas mais consolidadas no mercado espanhol, como é o caso do negócio de Empresas e da Banca Patrimonial, áreas nas quais o banco continua a adaptar a sua proposta de valor às exigências da conjuntura e às necessidades dos clientes.

No negócio de Empresas, que continua a gerar o maior contributo para as receitas do Grupo, o Bankinter reforça a sua carteira de crédito num contexto complexo, graças à sua sólida dinâmica comercial. A carteira de crédito a empresas alcança os 31.300 milhões de euros, 1,6% acima do valor de há um ano. Em Espanha, o crescimento é de 0,7%, que compara bem com os valores de um setor que regista uma redução no mercado espanhol, que desce 4,4%, de acordo com dados até agosto do Banco de Espanha.

Dentro dos segmentos de Empresas, a atividade de Negócio Internacional continua a ser um baluarte para o crescimento desta atividade, com uma carteira de crédito que alcança no terceiro trimestre os 8.500 milhões de euros, valor 6% superior ao de há um ano. Outros negócios recentes, como o denominado “Supply chain finance”, estão a registar cada vez maior adesão entre os clientes empresas, triplicando o seu volume relativamente ao valor registado no final do ano.

Quanto ao negócio de Banca Comercial, ou dos particulares, o crescimento continua a ser constante em todos os segmentos de clientes, com um património gerido que soma um total de 99.400 milhões de euros, o que significa mais 9.500 milhões do que a 30 de setembro de 2022, ou seja, 11% de crescimento.

Especificando por segmentos, na Banca Patrimonial, onde se enquadram os clientes com maior património, o volume gerido alcança os 55.300 milhões de euros, mais 12% do que há um ano, tendo sido captado um património líquido novo de 2.400 milhões de euros até ao momento. Quanto à Banca Retail, que abrange os restantes clientes, o património gerido alcança os 44.100 milhões de euros, mais 9% do que o valor registado a 30 de setembro de 2022, e com um património líquido novo captado que já soma neste ano 1.900 milhões de euros.

Este crescimento foi significativo nos recursos geridos fora de balanço, que incluem fundos de investimento, próprios e de terceiros, fundos de pensões, gestão patrimonial e sicavs, produtos de maior valor agregado para os clientes. O crescimento destes recursos geridos fora de balanço foi de 17% nos últimos 12 meses e de 12% se o compararmos com os dados do final de 2022. Especificando por produto, os fundos de investimento próprios crescem 16% entre setembro de 2022 e setembro de 2023, os fundos de terceiros crescem 19%, os fundos de pensões crescem 11% e o negócio de gestão patrimonial e sicavs cresce 18%.

O saldo da carteira de contas ordenado alcança a 30 de setembro os 13.400 milhões de euros, valor 19% inferior ao de há um ano, sendo que parte desta descida se deve à transferência de património para fundos de investimento e gestão patrimonial. Por outro lado, destaca-se que o número de contas cresceu 4% no período em análise, o que indica que este produto, líder no seu segmento, continua a ter um grande poder de atração e captação de novos clientes para o banco.

Do lado do ativo, a carteira de hipotecas residenciais em todo o Grupo Bankinter soma no final de setembro 34.500 milhões de euros face aos 33.400 milhões de há um ano, o que representa um crescimento de 3,2% nos últimos 12 meses.

A menor atividade atual do mercado imobiliário e a consequente menor atividade hipotecária, motivadas sobretudo pela subida das taxas de juro, traduziram-se numa nova produção hipotecária de 4.300 milhões de euros até ao final de setembro, 17% inferior ao valor registado no mesmo período de 2022, que foi um bom exercício, ainda que o valor seja semelhante ao do mesmo período de 2021.

Por outro lado, a atividade do Bankinter nas diferentes geografias em que opera, para além de Espanha, mantém a tendência de crescimento demonstrada em trimestres anteriores. No caso de Portugal, a boa evolução do negócio é muito assinalável em todas as rubricas da sua conta de resultados.

A carteira de crédito no Bankinter Portugal ascende aos 8.700 milhões de euros, com um crescimento anual de 13% e com um rácio de morosidade para esta carteira de apenas 1,3%. Nesta carteira, 6.100 milhões de euros correspondem a crédito na Banca Comercial e o restante a crédito na Banca de Empresas. Relativamente aos recursos de clientes, o crescimento é de 16%, para os 7.300 milhões de euros, enquanto os recursos fora do balanço crescem 3,9%, para 3.900 milhões de euros.

Toda esta atividade de negócio se traduz na conta de resultados do Bankinter Portugal, na qual se verificam fortes crescimentos em todas as rubricas: mais 109% na margem de juros, mais 73% na margem bruta e mais 140% na margem antes de provisões. O resultado antes de impostos do Bankinter Portugal ascende no final de setembro de 2023 a 136 milhões de euros, 154% acima do valor de há um ano.

A evolução do negócio noutro dos países em que o banco opera, como é o caso da Irlanda, através da marca Avant Money, é igualmente positiva. A carteira de crédito nesse país alcança os 2.700 milhões de euros, mais 29% relativamente ao mesmo período de 2022. Desta carteira, 1.900 milhões de euros correspondem a hipotecas, que crescem a 33% no ano, e o resto a financiamento ao consumo, com 20% de crescimento.

O Bankinter Consumer Finance, a filial do banco especializada no negócio do consumo e onde se consolida a atividade na Irlanda, continua a demonstrar a dinâmica dos trimestres anteriores. A carteira de crédito desta filial ascende a 6.400 milhões de euros, dos quais 1.900 milhões de euros correspondem às hipotecas da Irlanda referidas anteriormente, e o restante corresponde a empréstimos pessoais, 3.100 milhões de euros, que registam um crescimento de 27%, e ainda a cartões nas suas diversas modalidades.

Quanto à marca digital do Grupo, Evo Banco, a evolução está a ser igualmente positiva. Importa destacar a boa adesão aos novos e competitivos produtos de ativo e de passivo lançados nos últimos meses. No lado do crédito, destaca-se o crescimento verificado na carteira, que alcança a 30 de setembro os 3.265 milhões de euros, mais 30% do que há um ano, com um ínfimo rácio de mora de 0,5%. A nova produção hipotecária destes primeiros nove meses ascende a 699 milhões de euros, valor 4% inferior ao dos primeiros três trimestres de 2022, ainda que as circunstâncias do mercado sejam hoje substancialmente mais complexas do que as de há um ano.

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