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Lagos acolheu exercício da Autoridade Nacional de Protecção Civil

Lagos acolheu exercício da Autoridade Nacional de Protecção Civil

Durante dois dias um considerável número de meios e operacionais da Protecção Civil estiveram concentrados em Lagos a realizar um exercício à escala real.

A situação simulada consistiu num alerta de tornado com vento forte e precipitação, dando origem a desalojados, o que obrigou a activar Zonas de Concentração e Apoio à População (ZCAP). Um cenário inspirado no quadro meteorológico que aconteceu em 2012 no barlavento algarvio, afetando sobretudo os concelhos de Lagoa e Silves, mas com registo de danos também nos concelhos de Portimão e Lagos.

Testar sectorialmente o Plano de Emergência e Protecção Civil do Algarve, na dimensão da resposta ao alojamento de emergência e logística de apoio às populações, face a um acidente grave ou catástrofe, com a instalação de duas ZCAP, foi o grande objectivo deste exercício LivEX (Live Exercise), realizado esta terça e quarta-feira, que envolveu dirigentes e equipas técnicas de vários serviços municipais de protecção civil da região e das unidades orgânicas responsáveis pela acção social e logística, para além dos cerca de 100 figurantes, incluindo alunos dos cursos de Técnico de Protecção Civil dos concelhos de Lagos e Portimão.

O evento permitiu mapear recursos e rotinar procedimentos no que respeita à coordenação supramunicipal de emergência, ao Núcleo de Coordenação do Apoio Psicológico e Social de Emergência, fundamental para o apoio psicossocial prestado à população desalojada, bem como testar igualmente o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil de Lagos. O exercício foi acompanhado no terreno por uma equipa da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, entidade que, disponibilizando o manual com sugestões sobre a organização deste tipo de resposta (ZCAP), veio também ajudar a avaliar os procedimentos e identificar os aspetos que, em cenário real, poderão carecer de ser melhorados ou afinados.

O local escolhido para a realização do exercício foi o Pavilhão Desportivo Municipal de Lagos, espaço identificado no Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil como apropriado para, em contexto real, receber a instalação de uma ZCAP e acolher desalojados. Nesta simulação os organizadores decidiram, igualmente, testar a instalação de uma ZCAP em formato de campanha, com tendas insufláveis climatizadas, pertencente ao Serviço Municipal de Protecção Civil de Portimão, dispositivo que replica em tudo as condições criadas no interior do pavilhão, uma vez que, numa situação real em que os edifícios não possam ser utilizados, há que garantir a transferência das pessoas para um local seguro, o que poderá implicar o recurso a tendas.

A zona de dormitório é um dos espaços obrigatórios a criar, mas em função da realidade local e do perfil da população desalojada, o município pode optar por criar outras áreas destinadas, por exemplo, a crianças, a pessoas acamadas ou até a animais de companhia. Camas, agasalhos e alimentação são alguns dos logísticos que têm de ser rapidamente providenciados nestas situações.

Os figurantes envolvidos no exercício foram preparados e instruídos para desempenharem papéis específicos, de modo a tornar mais realista a situação. As equipas também têm responsabilidades específicas atribuídas, com o Serviço Municipal de Protecção Civil dedicado, sobretudo, às questões mais logísticas de montagem da ZCAP, sendo a intervenção técnica junto dos desalojados coordenada pelos serviços de acção social da autarquia, com o apoio dos agentes de Protecção Civil e entidades cooperantes, como os corpos de bombeiros, as forças de segurança, o INEM, a Cruz Vermelha Portuguesa, as juntas de freguesia, as IPSS e outras entidades representativas da comunidade.

Num contexto em que, com cada vez mais frequência, estão a ocorrer catástrofes originadas por fenómenos meteorológicos extremos, como os que recentemente se fizeram sentir em Lisboa e no Porto, a Protecção Civil quer estar preparada para, se necessário, responder e acudir às populações de forma rápida e eficaz. Para tal, o funcionamento em rede e a complementaridade dos serviços e dos meios à escala da região são factores determinantes

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