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Faro e Lagos juntam-se ao dia nacional de luta pela habitação no próximo dia 21 de Março

Faro e Lagos juntam-se ao dia nacional de luta pela habitação no próximo dia 21 de Março

No hoje, dia 21 de Março de 2026, vão ocorrer, por todo o país, manifestações pelo direito constitucional à habitação, promovidas pelo Porta a Porta – Casa para Todos, Movimento pelo Direito à Habitação.

No Algarve, Faro e Lagos também dizem que JÁ NÃO DÁ para continuar a aguentar este assalto!

É urgente ter casas dignas e a preços acessíveis para todos os que vivem e trabalham em Portugal!

É urgente ter rendas baixas e reguladas!

Em LAGOS, a manifestação irá ter início às 10:30 horas na Rua Victor da Costa e Silva (em frente à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens)

Em FARO, a concentração será às 15:00 horas no Jardim Manuel Bívar, junto ao coreto.

Esta manifestação ocorre num momento em que o acesso à habitação é cada vez mais difícil. Portugal é o segundo país da União Europeia onde os preços mais subiram nos últimos 5 anos – quase que duplicaram -, agravado pelo facto de o poder de compra ser dos menores entre os Estados-Membros.

Concretamente, foi recentemente noticiado que o esforço financeiro das famílias para arrendar casa encontrava-se, no último trimestre de 2025, nos 80% a nível nacional, chegando a atingir os 90% no distrito de Faro; e, no que respeita à compra de casa, a taxa de esforço era de 70% a nível nacional e, no distrito de Faro, 97%, tendo, também neste distrito, aumentado

De facto, no Algarve, o preço das casas aumentou entre 65.000€ a 106.000€ desde 2022 e, no que toca ao arrendamento, acréscimos mensais de 300€ a 570€, situação que contrasta com os rendimentos dos habitantes no Algarve, que subiram apenas entre 170€ a 240€.

Em Faro os valores de compra de imóveis atingem hoje os 3.447 €/m2 e em Lagos os 4.553€/m2!

Razões pelas quais também Faro e Lagos sairão à rua no próximo dia 21, unindo-se a tantas outras localidades na luta que em comum têm, pelo direito a uma habitação condigna, tal como previsto no artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa.

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