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Empresas de Vigilância Privada no Algarve querem impor a precariedade aos trabalhadores

Empresas de Vigilância Privada no Algarve querem impor a precariedade aos trabalhadores

Chegou ao conhecimento do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda que algumas empresas de vigilância privada no Algarve não estão a cumprir a legislação existente no que respeita à transmissão de estabelecimento em relação aos trabalhadores, procurando impor a sua total precarização, o que é inaceitável e ilegal.

Como se sabe, as empresas de vigilância privada “2045 – Empresa de Segurança” e “COMANSEGUR” ganharam os concursos para os serviços de vigilância no Aeroporto de Faro e nas unidades do Centro Hospitalar Universitário do Algarve/CHUA, a partir do passado dia 1 de agosto, serviços que antes eram desempenhados pela empresa “SECURITAS”.

De acordo com a legislação existente, quando se verifica a mudança de uma empresa para outra para o desemprenho do respetivo serviço, em resultado de concurso, implica a “transmissão de estabelecimento” que é uma norma que existe no Código de Trabalho (art.º 285/286) e que estabelece que, em caso de concurso, os trabalhadores da empresa que perdeu, caso não tenham exercido o direito de oposição à transmissão, passam para a empresa que o ganhou, mas com a garantia de manter todos os seus direitos, em especial, a efetividade e a antiguidade.

Esta norma determina que as respetivas empresas (a que termina a prestação de serviços e a que vai iniciar) estão obrigadas a comunicar por escrito aos trabalhadores as condições da mudança e o trabalhador pode recusar a mudança se tiver um prejuízo sério com essa mudança.

Sucede que a empresa “2045 – Empresa de Segurança” que ganhou o concurso para o Aeroporto de Faro e a empresa “COMANSEGUR” que ganhou o concurso para o CHUA não querem cumprir o que determina a lei em relação à transmissão de estabelecimento, procurando impor novos contratos aos trabalhadores sem os devidos direitos, o que será uma precarização completa em relação às relações de trabalho. Os trabalhadores estão a ser chantageados para aceitar as novas condições laborais, sob pena de despedimento. Uma situação inadmissível e ilegal, o que várias dezenas de trabalhadores não estão dispostos a aceitar.

Para o Bloco de Esquerda deve o Governo intervir rapidamente para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e a legislação seja cumprida.

Nesta conformidade, os deputados João Vasconcelos, José Moura Soeiro e Isabel Pires, do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, dirigiram hoje ao Governo, através do Ministro do Trabalho e da Segurança Social, as seguintes perguntas:
- Tem o Governo conhecimento da situação acima descrita?
- Vai o Governo intervir, com urgência e de que forma, para que sejam mantidos e respeitados todos os direitos dos trabalhadores e cumprida a legislação no que respeita à transmissão de estabelecimento no Aeroporto de Faro e no CHUA?
- Vai o Governo atuar no sentido de impedir violações dos direitos dos trabalhadores e incumprimento da lei no que se refere à transmissão de estabelecimento noutras empresas do país?

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