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Autárquicas 2021 - «Não tenho medo de gritar junto do Governo», garante o candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Aljezur, José Gonçalves, que pede uma «grande maioria, com mais um vereador»

Autárquicas  2021  - «Não   tenho  medo  de   gritar junto  do  Governo»,  garante  o   candidato  do   PS  à presidência  da  Câmara  Municipal  de Aljezur, José  Gonçalves,  que  pede uma  «grande  maioria,  com  mais um vereador»

O comício “rosa” contou com a participação, discreto no meio do público, do ex-presidente socialista da Câmara de Vila do Bispo, Adelino Soares, que na véspera esteve ausente no encontro dos socialistas em Sagres.

À entrada do Polidesportivo Municipal de Aljezur, na zona da Igreja Nova, onde o PS levou a efeito no dia 19 de Setembro de 2021, a partir das 18.00 horas, o seu comício de apresentação dos candidatos aos seis órgãos autárquicos do concelho, estava colocada uma bandeira do partido e as pessoas recebiam como oferta um pastel de batata-doce.

No interior, junto ao palco, ao ar livre, podiam ver-se “outdoors” com a sigla do PS, o slogan “Gente Com Compromisso” e os nomes e as imagens dos candidatos que encabeçam as listas à Assembleia de Freguesia de Aljezur - Eugénio Arez; Assembleia de Freguesia da Bordeira – José Francisco Estevão; Assembleia de Freguesia do Rogil - Jorge Pacheco; Câmara Municipal de Aljezur - José Gonçalves; e Assembleia Municipal de Aljezur - Manuel Cristo.

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Mais de 250 pessoas, a maioria nas bancadas

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Enquanto os participantes no comício se espalhavam pela bancadas e se sentavam nas cadeiras colocadas em frente ao palco, a fadista Zélia Viana e os músicos Manelito, na guitarra portuguesa, e Martin, na viola de fado, animavam o ambiente.

Os deputados na Assembleia da República Luís Graça, presidente do PS/Algarve, e Jamila Madeira, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, marcaram presença. Pouco depois, chegou, discreto, José Apolinário, presidente da CCDRA - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

Entretanto, um drone começou ser preparado para sobrevoar e filmar o local. No total, estavam mais de 250 pessoas neste comício ‘rosa’ no Polidesportivo Municipal de Aljezur, entre candidatos, convidados e residentes de vários concelhos.

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Mandatário da campanha, Luís Esteves: «Não digam uma coisa na rua e outra nas redes sociais»

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Pelas 18.16 horas, o apresentador chamou ao palco o mandatário da campanha, Luís Esteves, que, num discurso escrito, destacou a «lealdade e sinceridade do candidato à presidência da câmara aljezurense. Sou amigo de José Gonçalves, que é um homem de família, um homem com ideias, que enfrentou a pandemia numa situação em que mais uma vez as pessoas foram o mais importante. Há mais de 20 anos que José Gonçalves está na autarquia e não anda ao sabor de ventos e marés», afirmou o mandatário. E em jeito de recado, nomeadamente a outras candidaturas, Luís Esteves lamentou os que «falam mal do presidente e depois dizem ser todos socialistas. Não digam uma coisa na rua e outra nas redes sociais», observou.

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Luís Graça, presidente do PS/Algarve: «Temos de aproveitar o dinheiro da União Europeia para construir habitação, casas para constituir famílias. Não podemos desperdiçar um euro»

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Em seguida, foi a vez de o presidente da Federação Regional do Algarve do PS, Luís Graça, tomar a palavra para, num discurso de improviso e com alguma emoção à mistura, enaltecer a figura do actual presidente da Câmara de Aljezur e candidato ao cargo, sublinhou: «É o mesmo José Gonçalves. Não há um pingo de vaidade, nem de arrogância (ouvem-se aplausos). Só tem o objectivo de servir e está sempre disponível para defender a sua gente, tem sempre a porta do gabinete aberta».

Por outro lado, Luís Graça lamentou a “especulação imobiliária”, lembrando que as zonas de «Lisboa e o Algarve são as que têm casas mais caras no país». Perante esta situação, apontou a possibilidade de construir habitação para comprar ou arrendar a preços acessíveis, na sequência das verbas provenientes da “bazuca da União Europeia”, como é conhecido o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português. «Temos de aproveitar o dinheiro da União Europeia para construir habitação, casas para constituir famílias. Não podemos desperdiçar um euro», vincou o presidente do PS/Algarve, que terminou a sua intervenção, com o apelo ao voto no dia 20 de Setembro, no PS.

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Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares: «Também é importante levantar a voz» e o autarca José Gonçalves «não tem problemas»

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O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, também destacou «os mais de 20 anos de experiência autárquica de José Gonçalves e, em especial, no período mais crítico da pandemia da Covid-19, no apoio às associações, às pessoas, às empresas. Houve um extraordinário trabalho das autarquias no país e em Aljezur a porta da Câmara Municipal nunca fechou», notou Duarte Cordeiro.

Por outro lado, aquele responsável governamental reconheceu o papel do edil José Gonçalves quando é necessário resolver questões deste concelho junto do poder central. «Não tem problemas. Também é importante levantar a voz», sublinhou, enquanto se batiam palmas na assistência.

«No Algarve, temos de olhar para o futuro, com turismo sustentável», disse Duarte Cordeiro, que reforçou a ideia de a criar habitação e emprego” serem prioridades em Aljezur, além do investimento em redes de água, devido à importância agrícola no concelho. Defendeu, ainda, que deve haver «esperança na política depois da pandemia, em que a vida será melhor».

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Ex-autarca José Amarelinho: «Que fique bem claro, hoje e aqui, que em circunstância alguma voltarei por vontade própria a desempenhar qualquer cargo autárquico. Temos de saber estar e temos de saber sair por muito que isso nos custe. Não somos insubstituíveis!»

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Já pelas 18.50 horas, entrou em cena José Amarelinho, ex-presidente da Câmara de Aljezur e, desde 01/06/2018, secretário-geral da Associação “Terras do Infante”, com sede em Lagos e que inclui também os municípios de Aljezur e Vila do Bispo. Em 2018, José Gonçalves substituiu José Amarelinho na presidência da câmara local.

Depois de destacar os «compromissos da lealdade, da razão, da responsabilidade e da confiança no futuro», o ex-autarca admitiu que «gostaria que outros estivessem» aqui, em jeito de primeiro recado ao antigo presidente da Câmara Municipal de Aljezur, Manuel Marreiros, que agora se candidata ao cargo numa lista de cidadãos independentes, com toda a polémica envolvente e já conhecida com o PS.

«Cinco candidatos pela primeira em Aljezur são um sinal de democracia, que está viva, e cabe agora à população escolher em consciência», sublinhou José Amarelinho, destacando a «forte presença da juventude nas listas».

«É bom estar de volta e encontrar amigos e amigas», disse, a certa altura, o ex-autarca, que sente «uma responsabilidade acrescida”,

“gosto das coisas claras” e “tenho respeito por todos vós». E aproveitou para deixar um aviso, entre mais recados a Manuel Marreiros: «Que fique bem claro, hoje e aqui, que em circunstância alguma voltarei por vontade própria a desempenhar qualquer cargo autárquico (palmas). Temos de saber estar e temos de saber sair por muito que isso nos custe (…) Não somos insubstituíveis!» (mais aplausos).

De qualquer modo, garantiu, «estarei sempre disponível para o que o meu partido entender (…) Estarei sempre disponível para reflectir (…) discutir, fazer pontes, sempre que achar importante (…) sempre disponível para tudo».

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«Os lugares na política não devem, nem podem ser uma feira de vaidades»

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Lembrou que, neste processo eleitoral, «fui discreto como se impunha, não lancei gasolina para a fogueira. Os lugares na política não devem, nem podem ser uma feira de vaidades», acrescentou José Amarelinho, considerando que “vale o que vale” haver “nas redes sociais informações ridículas” e lamentando «a cobardia nos computadores».

«Na campanha, andámos de porta em porta, falámos com as pessoas de olhos nos olhos, ouvimos o que gostamos e não gostamos», assinalou.

Depois de ter recordado a derrota do PS na Freguesia do Rogil há quatro anos, devido a “uma coligação para a maioria absoluta” - «não ganharam nada» - José Amarelinho disse que, agora, «este é um novo tempo, um novo ciclo de oportunidade e de esperança, em que o partido tem grandes pessoas para, com toda a humildade e com determinação, conseguir uma grande vitória no próximo dia 26. A vitória do PS é a vossa vitória, a vitória do povo, com trabalho e confiança”, gritou o ex-autarca de Aljezur, pedindo “a José Gonçalves muita força, meu querido amigo».

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José Gonçalves: «Não tenho medo de gritar! Grito quando é preciso»

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Já depois das 19.00 horas, o presidente da câmara aljezurense e candidato “rosa” ao cargo, José Gonçalves, subiu ao palco e desde logo prometeu “novas propostas e ações”, num “novo ciclo, objectivos estratégicos, com muita força, determinação e capacidade de reivindicação”. Nas listas do PS, há «55 homens e 45 mulheres, gente jovem e menos jovens e outros ficaram de fora», referiu o autarca. «Conto com o vosso apoio para fazer mais e melhor».

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Depois, enquanto um drone sobrevoava o local para captar imagens, José Gonçalves dirigiu um agradecimento “a Adelino Soares”, até há pouco tempo presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, de onde saiu para ocupar um lugar de vogal do Conselho de Administração da Algar, empresa de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, com sede em Almancil, no concelho de Loulé. O ex-autarca, que acenou a José Gonçalves, estava discreto, sentado no cimo de uma bancada do Polidesportivo Municipal de Aljezur e utilizando uma máscara preta para proteger o rosto da Covid-19. No dia anterior, como já referimos, primou pela ausência num comício do PS em Sagres.

Em tempo de pandemia, foi necessário “arregaçar as mangas”, disse José Gonçalves, lembrando o apoio economia e às empresas, e agradeceu a Mário Costa, então comandante dos Bombeiros Voluntários de Aljezur, os quais “salvaram vidas”, nomeadamente com o transporte de doentes. “É preciso coragem para assumir a causa pública (…) a pandemia é passado, mas temos de estar preparados”, observou.

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113 habitações custarão 11 milhões de euros

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No seu discurso, falou sobre a “obra feita”, nomeadamente no parque ribeirinho, e de projectos na Arrifana e no Rogil, com investimento de “1,5 milhões de euros” ao nível do saneamento básico. Prometeu que “a taxa do IMI” será reduzida para «valores mínimos» e aposta na construção de 113 habitações, que custarão 11 milhões de euros. «É necessária habitação a preços acessíveis e transportes urbanos para mobilidade nas zonas de Vale da Telha, Arrifana e Monte Clérigo», acrescentou José Gonçalves.

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O Plano de Pormenor de Vale da Telha chegou à CCDRA para «avaliação”. Não está resolvido, mas vai ser resolvido»

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«O Plano de Pormenor de Vale da Telha chegou à CCDRA - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve para avaliação. Não está resolvido, mas vai ser resolvido», assegurou o autarca, que quer a revisão do Plano Director Municipal de Aljezur, do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, e do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), entre Sines e Vila do Bispo.

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«Em Outubro de 2021 haverá mais um médico de família no Centro de Saúde de Aljezur»

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«Em Outubro de 2021 haverá mais um médico de família no Centro de Saúde de Aljezur», anunciou José Gonçalves. E a propósito, deixou um recado: «Não tenho medo de gritar! Grito quando é preciso». «Nunca tive medo da crítica e trabalhamos para corrigir os nossos erros», afirmou o candidato, pedindo «uma grande maioria, com mais um vereador» no próximo mandato na Câmara Municipal de Aljezur, entre aplausos do público de pé.

No final, o músico Bruno Neves, com o seu órgão, animou o ambiente e houve quem aproveitasse para dançar, num final de tarde em que se já começava a sentir frio.

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José Manuel Oliveira

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