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FÉ: UMA ROTINA?

FÉ: UMA ROTINA?

Páscoa. Fé e família. Ligados. A tradição. O ‘compasso’ foi perdendo a relevância. As amêndoas são cada vez mais criativas. Também são Páscoa. Pois somente na Páscoa aparecem.

Tive a grata oportunidade de entrevistar o Bispo-Auxiliar do Porto, D. Roberto Mariz. Aprendi. A humildade de reconhecer que a igreja católica tem de evoluir. Sem perder a orientação religiosa que está na base dos seus fiéis.

Somos um país de católicos. Com todo o respeito pelas minorias que não o são. Demos novos mundos ao mundo, espalhando a nossa Fé. O maior país católico do mundo fala a nossa língua, o Brasil.

Confessei na entrevista que eram raros os momentos que frequentava a igreja. Contudo, achava-me praticante do catolicismo em todos os atos. Na vida do dia a dia. A raiz ensinada e por opção mantida está dentro. D. Roberto não discordou. Mas, valorizou a importância de frequentarmos os atos litúrgicos.

Deixou bem claro um pensamento: a frequência tem de vir de dentro, da vontade. Não de uma rotina.

Foi a ideia que melhor fixei. Não devemos ser católicos só por que somos. A frequência é fundamental para mantermos a religião que decidimos assumir. Sem a frequência podemos perder os valores que esta professa. Perdemos o que nos liga à Fé. Deixamos de lembrar a beleza que fez do cristianismo a Fé de tantos milhões. Na Páscoa, a título de exemplo, a história da morte de Jesus Cristo, do Calvário e todos os episódios, não se esgotam numa leitura ou numa única visita à igreja.

Eduardo Costa, jornalista, presidente da Associação Nacional de Imprensa Regional

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