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Colonoscopia permite prevenção do cancro colorretal

Colonoscopia permite prevenção do cancro colorretal

Artigo de Filipe Vilas-Boas, Gastrenterologista, Secretário-Geral da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva

O cancro colorretal (ou cancro do cólon e reto ou cancro do intestino) é uma doença frequente, muitas vezes silenciosa e que pode ser fatal. Em Portugal, é o segundo mais frequente nas mulheres depois do cancro da mama e o segundo mais frequente nos homens depois do cancro da próstata, ocupando o primeiro lugar em termos de mortalidade. Pode afetar o cólon ou o reto (conhecidos como o intestino grosso).

Este cancro tem o seu início com o aparecimento de pólipos, que são alterações causadas pelo crescimento anómalo de tecido no intestino grosso que com o tempo crescem e se transformam em cancro. Assim, inicialmente, os pólipos não são malignos e poderão ser removidos por colonoscopia antes de se degenerarem, prevenindo o aparecimento de cancro. Desta forma, a colonoscopia permite a prevenção do cancro colorretal, ao remover os pólipos que lhe dão origem, e permite um diagnóstico precoce que pode salvar a sua vida.

A colonoscopia é o procedimento utilizado para visualizar o intestino grosso (cólon) e o reto. Para tal introduz-se através do ânus um tubo longo e flexível (colonoscópio), equipado com uma câmara na extremidade, que transmite a imagem para um monitor, permitindo a observação da mucosa cólica à medida que o tubo progride no intestino.

Este exame permite o diagnóstico do cancro colorretal, nomeadamente através da realização de biópsias, imprescindíveis para a caracterização e diagnóstico definitivo destes tumores. A colonoscopia está indicada na presença de sintomas tais como perda de sangue nas fezes, alteração dos hábitos intestinais, dor de barriga, fadiga e perda inexplicável de peso.

Contudo, o cancro colorretal é uma doença silenciosa e pode evoluir sem sintomas, por isso, recomenda-se a realização do rastreio, na ausência de sintomas, às pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos. Em alguns casos particulares, como pessoas com familiares de primeiro grau que tenham tido cancro colorretal; com síndromes genéticas que aumentem o risco de cancro do intestino e que tenham o diagnóstico de doença inflamatória do intestino (Doença de Crohn/Colite Ulcerosa), a idade do início do rastreio, pode ser mais precoce. O rastreio consiste na colonoscopia ou em alternativa na pesquisa de sangue oculto nas fezes por método imunoquímico, e nos casos positivos, seguido pela colonoscopia.

Para consciencializar a população para o rastreio do cancro colorretal, a Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED) está a promover a campanha “FériasCom✅Colonoscopia” que visa alertar as pessoas para a importância de agendar e realizar os exames endoscópicos de forma a prevenir ou diagnosticar o cancro colorretal numa fase precoce. Saiba mais sobre o cancro colorretal em www.sped.pt

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