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Alexandre Quintanilha é o vencedor do Grande Prémio Ciência Viva 2020

Alexandre Quintanilha é o vencedor do Grande Prémio Ciência Viva 2020

O Grande Prémio Ciência Viva distingue Alexandre Quintanilha pela sua acção notável na promoção da cultura científica enquanto investigador, professor, autor e divulgador nas áreas da biologia e da biofísica.

Doutorado em Física Teórica, fundou o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e presidiu à comissão de criação do maior consórcio de investigação nacional na área da Saúde – o i3S – alinhando os esforços dos grandes laboratórios de saúde e investigação biomédica da Universidade do Porto.

A área da Ciência e Sociedade tem sido central na actividade de Alexandre Quintanilha. A percepção do risco, a compreensão pública da ciência e os desafios éticos do melhoramento cognitivo são algumas das áreas em que trabalhou. Em 2015, e após se ter jubilado como docente e investigador, tornou-se deputado na Assembleia da República, onde presidiu à Comissão de Educação e Ciência. Integra, actualmente, a Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território. A defesa da tomada de decisões baseadas no conhecimento tem caracterizado a participação de Alexandre Quintanilha em debates públicos e na comunicação social, não se coibindo de intervir sobre temas fracturantes, como a despenalização do aborto ou a procriação medicamente assistida.

O Prémio Ciência Viva Educação atribuído ao Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos (CNJM) reconhece o mérito desta iniciativa na promoção, de forma lúdica, da concentração e do raciocínio lógico, essenciais para a aprendizagem da Matemática. Distingue ainda os seus esforços de inclusão social, visíveis na criação de uma categoria para alunos cegos e amblíopes. O CNJM é organizado pela Associação Ludus, a Sociedade Portuguesa de Matemática e a Associação de Professores de Matemática, que assumem rotativamente a sua coordenação. Com início em 2004, resultou da iniciativa de um grupo de investigadores e professores de Matemática, liderado por Jorge Nuno Silva, investigador do Centro Interuniversitário para a História da Ciência e da Tecnologia. Participam todos os anos nesta iniciativa milhares de estudantes de todo o país.

O Prémio Ciência Viva Media distingue este ano a campanha de Educação para a Saúde 2’ Minutos para Mudar de Vida, da autoria da Unidade de Prevenção de Cancro do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) e do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), em parceria com a Fundação Belmiro de Azevedo. Pela primeira vez um programa sobre saúde foi exibido em horário nobre no canal 1 da RTP, promovendo a partilha de informação e desafiando o espectador a reflectir sobre os seus comportamentos e a ousar a mudança.

A entrega dos Prémios Ciência Viva terá lugar a 27 de Novembro, às 15:00 horas, no Auditório José Mariano Gago, no Pavilhão do Conhecimento, em plena Semana da Ciência e da Tecnologia. Estará presente o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. A cerimónia será transmitida via streaming através do YouTube.

Estes prémios são atribuídos todos os anos pela Ciência Viva a personalidades e instituições que se destacaram pelo seu mérito excepcional na promoção da cultura científica em Portugal, de acordo com uma selecção feita pelos representantes das instituições científicas associadas da Agência Ciência Viva. Já foram distinguidos com o Grande Prémio Ciência Viva o editor Guilherme Valente, o geólogo Galopim de Carvalho, o botânico Jorge Paiva, os físicos Manuel Paiva e Carlos Fiolhais, o patologista Manuel Sobrinho Simões, a astrónoma Teresa Lago e o astrofísico Rui Agostinho.

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