(Z1) 2020 - CM de Vila do Bispo - Um concelho a descobrir
(Z4) 2024 - CM Lagos - Programa Vacinação Infantil

Henrique Rocha e Rodrigo Fernandes superam estreia no Vale do Lobo Open II

Henrique Rocha e Rodrigo Fernandes superam estreia no Vale do Lobo Open II

Juntam-se a Jaime Faria e João Domingues nos oitavos de final

Henrique Rocha e Rodrigo Fernandes entraram a vencer no Vale do Lobo Open II, ITF M25 que a Federação Portuguesa de Ténis organiza na Vale do Lobo Tennis Academy entre 19 e 26 de novembro, e juntaram-se a Jaime Faria e João Domingues como representantes portugueses nos oitavos de final da competição.

Vencedor do primeiro Vale do Lobo Open, Henrique Rocha somou o 10.º triunfo consecutivo (série iniciada no Jamor ao sagrar-se campeão nacional absoluto) e o 19.º nos últimos 20 encontros ao bater o compatriota Diogo Marques por 6-1 e 6-3.

Atualmente sem cotação no ranking ATP, Marques cometeu imensos erros por largo excesso, mas o resultado do primeiro set não correspondia exatamente ao desnível e o 2-0 do segundo parcial prometia encerrar o duelo num abrir e fechar de olhos. Só que o setubalense foi cortando com o que vinha a fazer menos bem e Rocha, ainda talvez sem o ritmo desejado, não colocou o pé no acelerador, fatores que equilibraram a contenda desde esse momento.

“Os três primeiros jogos caíram todos para mim, mas foram todos bastante disputados. Ele serve bem e está a jogar bastante bem. Precisei de meter a intensidade no máximo em certos momentos”, disse no final. “Um duelo com um português é sempre mais nervoso, mas fiz um bom jogo. Estou contente”.

A 4-3 do segundo set, Henrique Rocha engrenou uma mudança acima e voltou a celebrar na Vale do Lobo Tennis Academy. “Consegui subir o meu nível e foi bom ele ter voltado ao jogo. É sempre bom ter uma primeira ronda um pouco mais apertada para sentir os momentos”.

Com a mente num sete título ITF na época – e numa possível qualificação para o Australian Open de janeiro -, o atual número quatro nacional (277.º ATP) terá de vingar a derrota de um compatriota: Martim Simões, vindo da fase de qualificação e 1852.º ATP, não conseguiu adicionar uma terceira vitória à semana ao perder face ao italiano Marco Berti (sem ranking e também qualifier) por 6-4 e 6-3 em 1h37.

Rocha foi o quarto e derradeiro tenista luso apurado para a segunda eliminatória (oitavos de final). Antes dele, Rodrigo Fernandes, também campeão nacional (mas de sub 18), superou o britânico Harry Thursfield, sem ranking, com os parciais de 6-4 e 6-0.

O 1398.º da hierarquia masculina, um dos wild card da organização, arrancou o desafio de melhor forma e foi capaz de travar a recuperação de Thursfield no primeiro parcial para deslocar no marcador e impor-se em 1h49 de duelo.

Muito mais sólido no fundo do campo, o Rodrigo Fernandes (esta semana acompanhado pelo Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis) soube esperar pelos momentos oportunos para desferir os ataques decisivos.

“Entrei bem, fui competente e cometi poucos erros. Acho que fui sempre comandando o encontro, a meio do primeiro set cometi mais erros e saí um pouco do jogo, mas consegui manter-me equilibrado depois disso”, analisou no rescaldo, pouco tempo depois do triunfo, salientando também o facto de ter cedido o serviço somente numa ocasião, “bastante bom neste nível”.

O bracarense está pela segunda vez nos oitavos de final de uma prova profissional – em setembro somou o primeiro ponto ATP e atingiu os quartos de final em Sintra e este é o primeiro sucesso desde então depois de cinco derrotas seguidas, quatro a nível ITF, a última face a Henrique Rocha na primeira ronda da primeira semana.

“Passar uma ronda é sempre bom neste nível acima do meu. Acho que sou o mais novo que anda aqui e por isso é um bom feito para mim”.

Para ir ainda mais longe e repetir o brilharete de setembro, Rodrigo Fernandes vai medir forças “sem pressão” frente ao francês Jules Marie (253.º), já que é o segundo cabeça de série quem “anda aqui há mais tempo”.

Semifinalista do Porto Open em agosto, o gaulês de 32 anos derrotou o algarvio Tiago Pereira (6-4 e 6-4), num embate no qual voltou a demonstrar a sua maior valência: devolver o maior número de bolas possíveis, o que acaba por provocar erros nos opositores ao arriscarem em demasia.

A história do encontro podia, no entanto, ter sido outra caso Tiago Pereira tivesse concretizado a vantagem no primeiro parcial. A liderar por 4-1 e com ponto para ficar com 5-2, o tenista nacional de 19 anos (775.º) permitiu a recuperação do mais experiente e entrou depois numa espiral de erros não forçados.

Tiago Pereira, que estava numa cavalgada de 11 torneios consecutivos a vencer pelo menos um desafio, fica agora focado na competição de pares, na qual é, ao lado de Gonçalo Falcão, o principal favorito ao título.

Hora antes, o mesmo Falcão (1648.º ATP) viu igualmente encerrada a sua campanha individual no segundo Vale do Lobo Open. Face ao checo Matej Vocel (789.º), o experiente tenista de 35 anos, oriundo do qualifying onde somou dois triunfos, andou sempre atrás do marcador e por pouco não recuperava no marcador para levar o embate a um terceiro set.

O sucesso de Vocel deu-se com os parciais de 6-3 e 7-6(5), num duelo no qual Falcão esteve a perder por 5-1 no parcial inaugural e 5-2 no segundo, anulando mesmo quatro match points em dois jogos distintos até cair em 2h13.

Para esta quinta-feira está programado um dia em cheio: todos os oitavos de final de singulares e quartos de final de pares. A jornada vai começar às 10 horas e a entrada é, como habitual, livre a todo o público.

.

Fotografias: Beatriz Ruivo/Federação Portuguesa de Ténis

  • PARTILHAR   

Outros Artigos