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Gonçalo Falcão conquista o título mais importante da carreira no Faro Open

Gonçalo Falcão conquista o título mais importante da carreira no Faro Open

Primeira título para o português em ITFs de 25.000 dólares

Poullain e Avidzba jogam final de singulares às 11h

Gonçalo Falcão sagrou-se, este sábado, campeão de pares do 30.º Faro Open ao lado do turco Tuna Altuna, uma conquista que se traduz no título mais importante da carreira para o tenista português. Este domingo, às 11 horas, acontece a final de singulares, entre o francês Lucas Poullain e o russo Alen Avidzba.

Ao lado do turco Tuna Altuna, que em 2017 jogou a final de um torneio ATP (em Istambul) e no ano seguinte foi número 169 do mundo em pares, Gonçalo Falcão venceu os franceses Dan Added e Hugo Voljacques, por 6-3, 4-6 e 10-6, depois de 1h37.

Com este triunfo, o tenista português de 33 anos conquistou o título mais importante da carreira, uma vez que se trata do primeiro em torneios internacionais de 25.000 dólares. O Faro Open junta-se a outros treze troféus de campeão no currículo de Gonçalo Falcão, que tinha celebrado pela última vez em outubro de 2019.

“O balanço não podia ser melhor, foi o segundo torneio da época e com um jogador que não via há muito tempo, por isso é o melhor que podia ter acontecido. Conheço o Tuna há muitos anos, desde os juniores, e ele é um jogador com bastante valor, que já foi top 150 e jogou uma final ATP de pares. Já tínhamos tentado jogar juntos no final da época passada, mas não deu, e desta vez conseguimos, por isso é claro que estou muito contente”, referiu o tenista português, que também se debruçou sobre a importância de ter oportunidades regulares de competir em casa: “Competir em Portugal é sempre especial, para além de ser muito confortável, e aí tenho de agradecer muito à Federação Portuguesa de Ténis, porque se não houvesse tantos torneios em Portugal as probabilidades de eu ainda jogar seriam muito reduzidas.”

Em singulares, a decisão está marcada para as 11 horas de domingo e vai colocar frente a frente o francês Lucas Poullain e o russo Alen Avidzba.

Número 514 do ranking ATP, Poullain foi o primeiro jogador a reservar um lugar na final de domingo, ao derrotar o compatriota Tak Khunn Wang (626.º, mas que já foi 265.º) por 6-3 e 7-6(2), em 1h47.

Depois, Avidzba (que é o 468.º e tem como melhor classificação o 380.º lugar alcançado em 2019) liderava por claros 6-2 e 2-0 quando o primeiro cabeça de série, o ex-top 25 ATP Mischa Zverev, desistiu.

“Ontem tive um encontro longo e senti uma distensão muscular na zona da anca que estava a piorar, por isso optei por não continuar”, explicou o alemão de 33 anos, que deixou no ar a possibilidade de regressar a Portugal dentro de poucas semanas, para participar nos dois torneios ATP Challenger que a Federação Portuguesa de Ténis vai organizar no Complexo Desportivo do Jamor, em Oeiras.

Na final de domingo, o francês, de 25 anos, procura o quarto título da carreira (o primeiro foi conquistado em Sintra, há dois anos). Por sua vez, o russo, de 21 anos, tenta alcançar o segundo troféu, primeiro desde 2018.

A celebrar a 30.ª edição, o Faro Open é o torneio internacional em atividade há mais tempo em Portugal. Este ano, devido à pandemia, é realizado “à porta fechada” e de acordo com todas as normas da Direção-Geral da Saúde.

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