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Passeio imersivo performativo marca início de um ciclo de residências artísticas no Moinho das Pernadas, Odeleite

Passeio imersivo performativo marca início de um ciclo de residências artísticas no Moinho das Pernadas, Odeleite

No passado sábado, dia 4 de março, o Moinho das Pernadas, em Odeleite, acolheu a apresentação/partilha da residência artística de Cláudia Martinho e Maria João Ferreira, no âmbito do projecto "Terra na Orelha do Mar" promovido pela associação cultural "the Beekeepers", com o apoio da Direção-Geral das Artes, Município de Castro Marim e Ayuntamento de Ayamonte.

O grupo, com cerca de 15 participantes, experienciou um passeio imersivo performativo ao longo da Ribeira de Odeleite, baseado na pesquisa histórica e etnográfica e na recolha de memórias e cantares locais que as criativas fizeram no território, nomeadamente junto do núcleo da Universidade do Tempo Livre das Furnazinhas.

A proposta era a de abrandar o ritmo e ampliar a perceção do que nos rodeia, encontrando novas possibilidades de encontro com a realidade. "Uma forma de resistência aos valores agressivos do hipercapitalismo; um retorno a casa, à escuta profunda, à memória ancestral e à conexão com o nosso próprio corpo, com o corpo da terra, com os outros e com a comunidade humana, animal, vegetal, mineral; um encontro com a beleza das coisas simples, com a rede de vida que nos sustém, com a espontaneidade", descreveram as criadoras desta experiência, que marca o início de um ciclo de residências artísticas programadas para o Moinho das Pernadas. Inicia-se hoje a segunda, que acolhe Jonathan Uliel Saldanha.

Sobre as artistas em residência:

Cláudia Martinho nasceu no Porto em 1977, vive no Soajo. Após várias colaborações em arquitetura e acústica, dedica-se à investigação e experimentação com arte sonora, música e terapias vibratórias, como meio de sensibilização, conexão e cocriação. A sua prática baseia-se num processo de escuta imersiva e sintonização com o ambiente, para criar ressonâncias entre as qualidades dos lugares e as suas comunidades, humanas e não-humanas, resultando em instalações, performances, oficinas e composições.

Maria João Ferreira nasceu no Porto em 1986. É formada em Estudos Artísticos e Interpretação, assim como em Medicina Tradicional Mexicana e Ayurveda. A performance, o cruzamento multidisciplinar, a arte comunitária, o conceito de site specific e a corporeidade são as bases do seu percurso artístico. Atualmente dedica-se ao estudo do baile Flamenco e das Artes Expressivas (Arte Terapia).

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