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Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, está contra eleições legislativas antecipadas e diz ao “CL”: «É uma tontaria pegada não se chegar a acordo para aprovar o Orçamento de Estado”

Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, está contra eleições legislativas antecipadas e diz ao “CL”: «É uma tontaria pegada não se chegar a acordo para aprovar o Orçamento de Estado”

«Querer agora avançar nesta fase com eleições legislativas antecipadas, acho que não cabe na cabeça de ninguém», lamenta o autarca lacobrigense. Hugo Pereira apela, ainda, para que “se ponha a mão na consciência por parte de todas as forças políticas que têm responsabilidade e, acima de tudo, têm condições para viabilizar este orçamento”, e deixa recados ao Presidente da República e ao primeiro-ministro: “eu exigiria um acordo entre as esquerdas, com algumas cedências do Partido Socialista, que é governo, mas não é maioria».

O presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, considera uma “tontaria pegada” não se chegar a um acordo entre os partidos de esquerda com vista a viabilizar o Orçamento de Estado para 2022 e conduzir o país a eleições legislativas antecipadas por decisão do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A poucas horas da votação do Orçamento de Estado na generalidade, no Parlamento, o autarca algarvio, que também preside à concelhia de Lagos do PS, deixa um apelo: «se a minha opinião valer, aquilo que eu exigiria era um acordo entre as esquerdas, entre o PCP e o Bloco de Esquerda, com algumas cedências obviamente por parte do Partido Socialista porque é governo, mas não é maioria».

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Portugal “não está preparado” para eleições legislativas antecipadas

Em declarações ao «CL», à margem da pré-abertura do Museu de Lagos Dr. José Formosinho, para a comunicação social, durante a manhã de 26/10/2021, véspera do Dia da Cidade, que se comemora nesta quarta-feira (27 de Outubro de 2021), em homenagem ao seu padroeiro São Gonçalo, o presidente da edilidade lacobrigense foi perentório ao dizer que o Portugal “não está preparado” para eleições legislativas antecipadas, até já apontadas para o início do ano de 2022.

«Eu acho que não. Acho que é uma tontaria pegada se não se chegar a um acordo quando o país, neste momento, está a se reiniciar, está a sair de um problema pandémico complicado, porque ainda não temos a certeza se é assim, ou se ainda não é fim. E quando estamos numa retoma económica com PRR [Plano de Recuperação e Resiliência, a chamada “bazuca”- n.d.r.] aprovado, com alguma estabilidade governativa por via das forças da esquerda, querer agora avançar nesta fase com eleições legislativas antecipadas, acho que não cabe na cabeça de ninguém», lamentou Hugo Pereira, reconhecendo, no entanto, que «quem está no governo e os partidos que estão na Assembleia da República é que decidem”.

E acrescentou: «Se a minha opinião valer, aquilo que eu exigiria era um acordo entre as esquerdas, entre o PCP e o Bloco de Esquerda, com algumas cedências, obviamente, por parte do Partido Socialista porque é governo, mas não é maioria.»

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«Acho que ninguém vai ficar a ganhar. Só quem vai ficar a perder é o país e isso é importante que seja visto.»

A esse nível, o autarca de Lagos defendeu que «têm de ser cedências que não ponham em causa todo um orçamento e toda uma estabilidade de um país. Mas, obviamente, tem de haver cedência e tem de haver acordos, só assim é que se conseguirá. Isso é muito mais importante acontecer do que umas eleições», sublinhou.

Questionado sobre quem ficará a ganhar e a perder com eleições legislativas antecipadas, Hugo Pereira foi taxativo: «Acho que ninguém vai ficar a ganhar. Só quem vai ficar a perder é o país e isso é importante que seja visto.»

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«Ninguém vai ter maiorias absolutas»

Por outro lado, não hesitou em afastar um cenário de poder surgir uma maioria absoluta de um só partido. «Não, de modo algum. Ninguém vai ter maiorias absolutas. Acho que, neste momento, quem vai ficar a perder é o país. Daí que é importante que se ponha a mão na consciência por parte de todas as forças políticas que têm responsabilidade e, acima de tudo, têm condições para viabilizar este orçamento, que o façam», insistiu.

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Se estivesse no lugar do Presidente da República, «exigiria que houvesse acordo»

E será que o Presidente da República está a ser muito exigente? «O Presidente da República pensa pela cabeça dele. A decisão é dele. Acho que ele está a forçar para ver se existem acordos», observou Hugo Pereira. Se estivesse no lugar de Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Câmara Municipal de Lagos «exigiria que houvesse acordo, pois o país tem de estar acima dos interesses dos partidos», concluiu.

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José Manuel Oliveira

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