(Z1) 2020 - CM de Vila do Bispo - Um concelho a descobrir

Presidente da Câmara Municipal de Aljezur manifesta ao Ministro do Ambiente e a Ministra da Agricultura a preocupação da chegada “mono agricultura” do Abacate ao Concelho de Aljezur

Presidente da Câmara Municipal de Aljezur manifesta ao Ministro do Ambiente e a Ministra da Agricultura a preocupação da chegada “mono agricultura” do Abacate ao Concelho de Aljezur

O Presidente da Câmara Municipal de Aljezur, José Gonçalves, manifestou ao Ministro do Ambiente e à Ministra da Agricultura, a sua preocupação com a situação da intensificação do período de seca a que o nosso território, especialmente o barlavento algarvio e mais especificamente na região de Aljezur, se encontram.

O concelho de Aljezur, é servido em termos de água de consumo publico, pelas Águas do Algarve, que serve todo o seu território. Contudo, em termos agrícolas, a zona norte do mesmo (Odeceixe e Rogil) está sob o Perímetro de Rega do Mira, pela Barragem de Santa Clara. Para o autarca »Esta situação, que tem vindo a agravar-se, nos últimos anos, assim como as fortes preocupações com as alterações climáticas, que se impõem na ordem do dia mundial e naturalmente, são transversais a todos nós, pelo que vemos com alguma preocupação, a vinda de culturas a serem implementadas no nosso concelho, nomeadamente a implementação do cultivo do abacate, em vários locais do nosso território, em zonas de alguma sensibilidade ambiental, junto a linhas de água e ribeiras. A transformação e intensificação de culturas agrícolas, no perímetro de rega, começa a criar alguma pressão e transformação, com preocupações acrescidas, por termos um Perímetro Rega do Mira, dentro de um Parque Natural».

Muita tem sido a polémica relacionada com a implementação destas “unidades” de produção intensiva, nomeadamente no Algarve, atendendo às exigências hídricas associadas a este género de cultura, numa altura que a seca extrema, começa a ter as suas consequências.

Existindo mesmo por parte da CCDR Algarve o entendimento de que “existe fundamento para a sujeição de alguns destes projectos, em causa à AIA e a APA, enquanto Autoridade Nacional de AIA e Autoridade Nacional da Água, considera que “a instalação dos pomares em análise e de outras pretensões do mesmo tipo, tem potencial para gerar impactes negativos sobre os recursos hídricos, podendo afectar também outros factores ambientais… as intervenções extensivas em área sensíveis, nomeadamente em pleno Parque Natural Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, nomeadamente com despedregas e mobilização de solos, potenciam a redução da capacidade de infiltração, o que é suscetível de reduzir as disponibilidades hídricas subterrâneas e afetar a sua qualidade”.

Relembrando que a Resolução do Conselho de Ministros denº173/2001, nos seus 7 objectivos principais, colocam sempre a “necessidade de preservação, compatibilização, salvaguarda… dos valores ambientais e os recursos naturais”.

«Assim com toda a razoabilidade que se impõe, foi solicitada a melhor apreciação do assunto, manifestando uma vez mais a nossa preocupação maior com o “Recurso Água”, bem essencial, e a necessidade premente de ajuste do seu consumo, relembrando o estado da Barragem de Santa Clara, que abastece o canal do Mira, que termina no Concelho de Aljezur, mais propriamente na zona do Rogil», conclui José Gonçalves.

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