Lagos investe na eficiência hídrica e na resiliência do território

A Câmara Municipal de Lagos assinou dois acordos de financiamento para intervenções nas áreas da gestão da água e da resiliência do território às alterações climáticas.
O acordo mais recente - assinado na última quarta-feira, dia 30 de Setembro, na sede da CCDR Algarve, com a presença da Ministra do Ambiente e Energia - foi celebrado com o Fundo Ambiental, na sequência da candidatura apresentada pelo município para o projecto de redução da intrusão salina no sistema urbano de águas residuais. A obra, desenvolvida pela Câmara de Lagos, contribui para o esforço colectivo regional do projecto “Água que Une – Programa Regional Algarve 2030 em investimentos em eficiência hídrica no abastecimento público em baixa e na gestão inteligente da água e resiliência do território”, representando um investimento de mais de 340 mil euros, dos quais cerca de 99 mil euros são financiados pelo FEDER (60%) e pelo Fundo Ambiental (40%), correspondendo esta última parcela à contrapartida financeira nacional.
Alguns dias antes, a 21 de Setembro, o município já tinha assinado um contrato-programa de colaboração técnica e financeira com vista à reconstrução do acesso à Praia do Camilo. O acordo, celebrado entre a autarquia lacobrigense, a Agência para o Clima e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com homologação da Ministra do Ambiente e Energia, destina-se à reconstrução do acesso pedonal à Praia do Camilo, uma zona balnear icónica do concelho que tem estado interditada. A situação acontece devido à instabilidade geomorfológica do terreno onde assenta a estrutura de suporte à escadaria de acesso ao areal e à erosão agravada pelas fortes chuvas do último inverno.
Com um valor estimado de 150 mil euros - que serão financiados pelo Fundo Ambiental - a intervenção visa restabelecer as condições de estabilidade e segurança, mitigando o risco de colapso e assegurando condições adequadas de utilização e acesso à praia, uma das mais fotografadas da costa algarvia. O contrato-programa habilita o município a intervir nesta área costeira exposta a riscos climáticos, em articulação com as entidades responsáveis pela gestão ambiental e pela adaptação climática. A iniciativa integra uma linha de acção orientada para reforçar a resiliência dos territórios mais vulneráveis a fenómenos meteorológicos extremos e a intervenções de restabelecimento dos territórios ribeirinhos e das zonas costeiras afectadas pelas intempéries do início do ano.


