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Autárquicas 2021: Líder do CHEGA no Algarve, João Graça, aposta no combate à abstenção para «mostrar indignação» ao PS em Lagos

Autárquicas 2021: Líder do CHEGA no Algarve, João Graça, aposta no combate à abstenção para «mostrar indignação» ao PS em Lagos

«É no dia 26 de Setembro que temos de ir às urnas e dizer "já chega"!», apelou o presidente da Comissão Distrital de Faro do partido, durante um comício para a apresentação dos elementos que encabeçam as listas aos 6 órgãos autárquicos do concelho de Lagos – Câmara, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia de São Gonçalo de Lagos, Odiáxere, Luz e Bensafrim e Barão de São João.

Com a presença de cerca de dezena e meia pessoas, incluindo os próprios candidatos, num domingo de manhã de sol e vento noroeste no Jardim da Constituição, situado na Avenida dos Descobrimentos, em Lagos, junto ao brasão da cidade e a poucos metros da estátua do navegador Gil Eanes, entre a bandeira de Portugal e do partido colocadas na relva, João Graça apontou críticas ao Partido Socialista (PS) e deixou recados até a nível interno. Já o candidato à presidência da Câmara, Delano Chiattone, garantiu: «Não tenho medo» e «A política em Lagos vai mudar».

«Estamos na rua há muito tempo e empenhámos-nos logo em Maio na campanha de rua, onde fomos ter com as pessoas para saber quais os problemas e as necessidades de cada um. O CHEGA foi a única força no Algarve que andou com carros de campanha em toda a região. Mais nenhum partido, mais nenhum candidato fez isso», começou por recordar o presidente da Comissão Distrital de Faro, João Graça, no comício em Lagos. Referia-se, então, à campanha eleitoral para as eleições presidenciais no mês de Janeiro deste ano, em que o líder do Chega e deputado na Assembleia da República André Ventura obteve o segundo lugar no Algarve.

Sobre esse acto eleitoral, João Graça chamou a atenção para «uma grande abstenção» registada no concelho de Lagos, não tendo votado «13.745 pessoas». «E é isso que eu peço a esta equipa fantástica para reverter», apelou o presidente da Distrital do Chega aos candidatos do partido no concelho, solicitando «às pessoas» para irem votar nas eleições autárquicas que terão lugar no dia 26 de Setembro de 2021, de forma a «mostrar indignação» a quem está no poder. «Porque ficarmos em casa, isso não vai adiantar», avisou, acrescentando: «É no dia 26 de Setembro que temos de ir às urnas e dizer "já chega! É no dia 26 de Setembro que cada um de nós tem de dar o seu máximo, tem de
levar os seus familiares, tem de levar todos os seus amigos a votarem em força nestes jovens, por este Algarve e este Portugal, que tiveram a coragem num partido», contra o qual «tanto tanto nos trataram mal».

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«Tivemos muitos que nos disseram "Ah, desculpa, eu vou votar em ti, eu vou votar em vocês, mas eu tenho um negócio... E a Câmara Municipal...», pelo que não deram a cara

E prosseguiu: «Tivemos muita gente nas nossas listas que quis ir para o fim, ou que não quis aparecer. Tivemos muitos que disseram: "Ah, desculpa, eu vou votar em ti, eu votar em vocês. Mas eu tenho um negócio... E a Câmara Municipal... Eu tenho um negócio... E a Junta de Freguesia...". E isto deixa-nos tristes. A essas pessoas, eu posso prometer: quando nós lá estivermos, nós vamos mudar isso».

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«O PS no algarve tem cinco deputados. Eu pergunto: que força têm cinco deputados de uma força política, quando para o algarve vai vir uma ninharia?» ao nível de fundos comunitários

Nas críticas dirigidas a quem está no poder, João Graça lembrou que «o PS no Algarve tem cinco deputados». «E eu pergunto: que força têm cinco deputados no Algarve de uma força política, quando para o Algarve vai vir uma ninharia?», lamentou o presidente da Distrital de Faro do CHEGA, numa alusão a fundos comunitários; «quando prometeram que reduziam as portagens [da A22/Via do Infante - n.d.r.] para 50 por cento. Que vergonha! Foram buscar uma experiência antiga (...). Também temos o problema do Hospital Central, o novo hospital [no Algarve]. Mais propriamente aqui em Lagos prometeram um hospital, parece que finalmente vamos ter alguma coisa...», observou.

«Outra coisa que tivemos foi uma campanha sobre os imigrantes, que os outros nos vieram copiar e que nos sentimos orgulhosos. E no sítio onde moramos no Algarve temos muitos, muitos imigrantes residentes», sublinhou João Graça, referindo-se a uma campanha do CHEGA, «através das redes sociais e nalguns jornais» para sensibilizar os imigrantes a irem às urnas. «E ele pode votar e ser eleito», notou aquele dirigente do partido, destacando o facto de o CHEGA concorrer às 16 câmaras municipais do Algarve. Ouviram-se, então, aplausos.

Nessa altura, recorde-se, verificou-se a polémica saída do empresário de restauração Carlos Natal, inicialmente anunciado como candidato à presidência da Câmara de Portimão, João Graça lembrou que o Chega já tinha a figura para o cargo, numa alusão a Pedro Xavier, ex-vereador do Partido Social Democrata (PSD).

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«Nós queremos a nossa ingenuidade nestas coisas e é isso que vamos jogar para as câmaras municipais, para as assembleias e para as juntas de freguesias. São ideias novas»

Ao referir-se à candidatura de Delano Chiattone à Câmara Municipal de Lagos, após «muitos problemas», nomeadamente a envolver a formação da concelhia no espaço de «um mês e meio» e realçando nesse sentido «esta grande força que temos dentro de nós», João Graça afirmou: «Esta é uma nova experiência para ele. Nós queremos a nossa ingenuidade nestas coisas. E é isso que vamos jogar para as câmaras municipais, para as assembleias e para as juntas de freguesia. São as ideias novas, ideias sem preconceito».

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«Não vale a pena andarem a fazer cartas ao doutor André Ventura. A minha direcção muitas vezes tem de tomar decisões e muitas vezes elas não são fáceis de ser tomadas»

E num aviso a nível interno: «Não vale a pena andarem a fazer cartas para enviar ao doutor André Ventura. A minha direcção muitas vezes tem de tomar decisões e muitas vezes elas não são fáceis de ser tomadas. Mas isto, quem anda nestas coisas, mesmo na nossa vida, na nossa família, muitas vezes temos de tomar decisões, atitudes, que nos podem custar um bocadinho em relação a certas pessoas, a outras nem tanto».

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«Nós vamos eleger pessoas e vamos mostrar nos próximos quatro anos como é que se trabalha. Vamos mostrar que corrupção, compadrio não estão no CHEGA»

Já na parte final da sua intervenção, o presidente da Comissão Política Distrital de Faro do CHEGA deixou bem vincado que não promete «uma, duas, três, quatro câmaras» ao partido. «Não se pode fazer uma coisa dessas, porque vai depender da vontade das pessoas. Agora, o nosso anseio, o nosso desejo é que se tivermos um ou dois municípios CHEGA no Algarve será um grande, um grande orgulho e um grande prazer. Mas uma coisa vos digo: nós vamos eleger pessoas e vamos mostrar nos próximos quatro anos como é que se trabalha. Vamos mostrar nos próximos quatro anos que corrupção, compadrio não estão no CHEGA», avisou João Graça.

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«Os estacionamentos na Meia Praia; também são mentiras minhas e que vocês vão prometer?», perguntou o candidato do CHEGA à presidência da Câmara Municipal de Lagos, Delano Chiattone, ao PS

Por sua vez, o candidato do partido a presidente da Câmara de Lagos, Delano Chiattone, nascido na Holanda, lembrou com emoção: «Há um país que me acolheu há 23 anos (...) e revolta-me ver o desgoverno do nosso país (...), um país tão bonito, abençoado por Deus, está a encaminhar-se para o precipício nas mãos deste desgoverno. Portanto, meus amigos, chega de socialismo! (...) Chega de Costa! Chega de PS! Viva o Chega!». Surgiram aplausos no Jardim
da Constituição.

«Lagos nunca mais será a mesma. A política em Lagos vai mudar» para dar «aos lacobrigenses, aos nossos filhos, um futuro», prometeu.

E insistiu: «Há muito que tem de ser mudado». «Não tenho medo. Acredito no projecto do CHEGA, acredito no André Ventura», assegurou com convicção.

Depois de uma pausa, Delano Chiattone recordou um recente encontro com o socialista Hugo Pereira, actual presidente da Câmara Municipal de Lagos, em que o autarca lhe dizia que «mentiras não te vão levar a lado nenhum». «Eu só olhei para ele e vou ter de perguntar: então, o estacionamento do Camilo, que vocês vão prometer? Os estacionamentos na Meia Praia; também são mentiras minhas e que vocês vão prometer?”

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«Não termos serviço de pediatria, um bloco operatório em lagos, não termos um serviço de urgências como deve ser, é uma vergonha!»

Por outro lado, reforçou a necessidade de um novo hospital em Lagos, não só para este concelho, como para as populações dos municípios de Aljezur e Vila do Bispo: «Temos um hospital em Portimão que já está saturado», frisou Delano Chiattone, acrescentando que, no Parlamento, para Lagos «o que o PS nos vem prometer é o Hospital de São Gonçalo», conhecida unidade de saúde neste momento nas mãos de um grupo privado, porque «o Hospital de Lagos vai fechar». «Não termos serviço de pediatria, um bloco operatório em Lagos, não termos um serviço de urgências como deve ser, é uma vergonha!», lamentou o candidato do Chega, entre mais aplausos. «Estou aqui para lutar!».

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«Tive muitas noites desumanas sem dormir, foi muito complicado»

No final do comício, em declarações ao «Correio de Lagos», Delano Chiattone, militante n.º 4.283 do CHEGA, como o próprio informou, disse que se preparava para falar com comerciantes nesta cidade. «Irei falar com comerciantes do centro, com o nosso candidato de São Gonçalo, para sabermos o que nos falta». Na campanha eleitoral, o Chega poderá levar «duas, três, quatro pessoas no máximo», avançou o candidato, numa altura em que ainda não sabia como a mesma será efectuada a partir do dia 15 de Setembro de 2021.

«Foi uma luta desumana. Tive muitas noites desumanas sem dormir, foi muito complicado, mas agora vamos preocupar-nos com a campanha mesmo, portanto vamos começar a organizar as nossas saídas, a nossa publicidade. Não vamos ter ‘outdoors’ porque o nosso partido tem poucos fundos», disse, a certa altura, Delano Chiattone. Mesmo assim, conseguiu «algumas contribuições», admitindo «um ‘outdoor’ grande».

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O custo da campanha eleitoral «não vai chegar a mil euros». «Acho que uma boa publicidade faz-se de boca a boca, a falarmos com o povo, (...) ver quais são os problemas reais das pessoas»

E quanto é que vão gastar nesta campanha eleitoral? – perguntámos. «O menos possível, porque sabemos que só atingimos dois por cento», respondeu. Mil, dois mil euros? – insistimos. «Nem tanto isso. Não vai chegar a mil euros», garantiu. E acrescentou: «Acho que uma boa publicidade faz-se de boca a boca, a falarmos com o povo. Eu sou uma pessoa do povo, gosto de falar e de ver quais são os problemas reais das pessoas. E não é por estarmos aí com cartazes que vamos fazer uma grande diferença». Mesmo assim, haverá «lonas de 3 por um 1 metro, espalhadas um bocadinho pela cidade, uma dez eventualmente. Cada candidato vai investir um pouco nas dele», revelou Delano Chiatonne.

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«A habitação será certamente uma das nossas prioridades, bem como lutarmos para termos um hospital»

Qual a sua prioridade, a primeira medida que tomará quando entrar na Câmara Municipal de Lagos? «Vai ser claramente a habitação», assegurou. E quantas moradias? «Isso vai depender do orçamento, das contas a nível da câmara. Se nós ganharmos a Câmara faremos um levantamento conjunto com a equipa também do CHEGA. Isto, para fazermos um levantamento total do que poderemos fazer», respondeu.

Relativamente a outras obras, «primeiro temos de ver o que já está em andamento, vermos quanto é que nos sobra para fazermos mais».

«Somos inexperientes, ninguém de nós esteve na Câmara antes. Portanto, para nós vai ser, primeiro, uma descoberta do que é que lá está, com um mês ou dois meses de adaptação para conhecer toda a gente que ali trabalha e eventualmente mudar algumas coisinhas que nós achamos que podem ser mudadas. E depois, começar, sim, a trabalhar. Mas a habitação será certamente uma das nossas prioridades, bem como lutarmos para termos um hospital», adiantou Delano Chiattone.

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«Os corruptos vão ter certamente algum medo comigo, porque não vou aceitar, não vou pactuar com isso. Se tiver de fechar eventualmente a Câmara Municipal de Lagos com a Polícia Judiciária, assim o farei»

E voltou a deixar um aviso: «Somos um partido contra a corrupção. Portanto, os corruptos vão ter certamente algum medo comigo, porque não vou aceitar, não vou pactuar com isso. Se tiver de fechar eventualmente a Câmara Municipal de Lagos com a Polícia Judiciária, assim o farei. Se eu achar que alguma coisa realmente está errada – acreditamos que não –, as pessoas que deverão pagar, para mim pagarão. Não estamos aqui para pactuar». Delano Chiatonne reconheceu, ainda, a «falta de militares da GNR» no concelho de Lagos, classificando o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, como «a maior vergonha do governo».

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Quem encabeça as listas do Chega?

Câmara Municipal de Lagos: Delano Chiattone, de 37 anos, empresário de restauração: «Chega de comodismo. É para trabalhar por Lagos»

Candidato à presidência da Câmara Municipal de Lagos, Delano Chiattone, de 37 anos e casado, apresenta-se, desde logo, como «cristão, pai de dois filhos e de uma filha por afinidade, e empresário de restauração». Natural dos Países Baixos (Holanda), passou a infância no Norte de Itália e adoptou a cidade de Lagos em 1998, onde tem tido residência. Fala fluentemente seis línguas: português, inglês, holandês, italiano, francês e espanhol, e tem como interesses o cinema, a cozinha e o ginásio.

Como se pode ler num folheto distribuído em Lagos, Delano foi «criado desde pequeno pelo seu pai nos ideais da direita política, aprendeu desde cedo a valorizar o respeito, a humildade e o trabalho», no qual deixa uma promessa aos eleitores deste concelho: «Terão em mim um candidato que vem para servir e não para se servir, um trabalhador incansável em prol dos lacobrigenses». «Chega de comodismo. É para trabalhar por Lagos», avisa.

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Assembleia Municipal de Lagos: Paulo Rosário Dias, de 37 anos, profissional da restauração: «Mais responsabilidade, melhor fiscalização» num órgão em que «É preciso dizer "chega!". A presidência da Assembleia
Municipal requer muita exigência. Não é um prémio político-partidário e não uma responsabilidade para se suspender, ou renunciar, ou oferecer»

«Tem 37 anos, unido de facto e três filhos», assim começa por ser feita a apresentação, na documentação do CHEGA, de Paulo Rosário Dias, a figura escolhida pelo partido para encabeçar a lista à Assembleia Municipal de Lagos e que é profissional da restauração.

«Estudou Gestão e é Licenciado em Ciências Sociais, tendo-se especializado em Ciências Políticas e Administrativas. Começou aos 16 anos a trabalhar nas obras e foi técnico na Divisão de Obras Municipais em Vila do Bispo, entre 2003 e 2015. Empreendeu pequenas empresas em Lagos, foi activista pelo desenvolvimento sustentável. Esteve emigrado 6 anos no Reino Unido, onde foi inclusive gerente para o Chef-Estrela Gordon Ramsay e onde obteve a sua pós-graduação em Gestão Internacional de Recursos Humanos», descreve o partido.

Já o candidato à Assembleia Municipal de Lagos, que promete «mais responsabilidade, melhor fiscalização», garante: «Assumiremos as responsabilidades que os lacobrigenses nos confiarem». «Lagos não pode ficar nas mãos do abandono», alertou Paulo Rosário Dias, durante o comício de apresentação das listas do seu partido.

«É preciso dizer "chega!" A presidência da Assembleia Municipal é um cargo que requer muita exigência. Não é um prémio político-partidário e não é uma responsabilidade para se suspender, ou renunciar, ou oferecer», afirmou o candidato do partido de André Ventura, em jeito de recado à n.º 1 do PS a esse órgão, a deputada Joaquina Matos.

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«O Município tem sido governado por um só partido em maioria absoluta, não consigo imaginar como seriam mais quatro anos» nessa situação

Como tal, é preciso «dar sangue novo e sangue bom». E promete «uma gestão mais moderna, uma gestão mais funcionável, uma gestão mais solidária e mais justa, com respeito por toda a gente». Numa altura em que «o município tem sido governado por um só partido em maioria absoluta, não consigo imaginar como seriam mais quatro anos» nessa situação. «Isto vai mesmo acabar!», finalizou, entre aplausos.

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Assembleia de Freguesia de São Gonçalo de Lagos: Carlos carmelino, de 43 anos, consultor imobiliário: «Respeitar o património que é de todos»

É solteiro, tem 43 anos e três filhos. Carlos Alberto dos Santos Carmelino «foi gestor comercial para empresa Ibérica durante 5 anos, comercializando produtos alimentares e não alimentares para superfícies comerciais em Portugal, e é hoje em dia consultor imobiliário», refere o CHEGA, pelo qual encabeça a lista concorrente à Assembleia de Freguesia de São Gonçalo de Lagos. E nesse sentido, deixa o apelo para «respeitar o património que é de todos».

O documento do partido adianta sobre a figura de Carlos Carmelino: “«Veterano no Clube de Futebol Clube Esperança de Lagos, interessa-se por ginásio e música, e é um leal sócio do Sporting Clube de Portugal. Já foi vigilante para a Securitas e barman no Hotel de Lagos. Foi ainda condecorado com Medalha da NATO pelo serviço prestado em missão SFOR na Bósnia-Herzegovina ao serviço do Exército Português”.

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Assembleia de Freguesia de Bensafrim e de Barão de São João: Daniel Guerreiro, de 40 anos, bombeiro: «Melhorar a vida das populações» desta freguesia, onde «é impensável, nos dias de hoje, haver tanta gente ainda sem água e saneamento básico»

Casado e com filho, Daniel Penacho Guerreiro, de 40 anos, está «ligado ao campo e à agricultura desde sempre, integrou o corpo dos Bombeiros Voluntários de Lagos em 2010, ocupando desde 2016 o posto de Bombeiro de segunda», destaca o CHEGA, de que é o primeiro elemento da lista candidata à Freguesia de Bensafrim e de Barão de São João, onde pretende «melhorar a vida das populações».

«Começou a trabalhar aos 17 anos na restauração, onde ganhou experiência em chefia e organização. Hoje, além de Bombeiro a tempo inteiro, realiza trabalhos rurais», informa o partido. “Sócio da Associação de Caçadores de Bensafrim, é também o presidente fundador da nova Associação Team Pisa Moitas 4X4 – grupo dedicado ao desporto e cultura, mas também vocacionado para o apoio social», acrescenta.

Por sua vez, este candidato diz que a sua nova aposta é «o desafio em que tenho consciência de que trabalhar para a comunidade é um direito que me assiste». Reconhece, no entanto, que «em política não tenho experiência», garantindo que «não é minha intenção fazer promessas em vão e fáceis, que não sei se posso cumprir». «Quero, sim, realizar os projectos que melhorem as condições de vida e sócio-económicas da freguesia» de Bensafrim e de Barão de São João, «procurando ajudar as suas gentes no seu desenvolvimento».

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«As estradas principais, secundárias, municipais e caminhos rurais estão sem a devida manutenção. Temos de melhorar, pois muitos são um perigo constante para os transeuntes»

«Vamos trabalhar em conjunto com a Câmara Municipal [de Lagos] para poder levar água e saneamento básico a toda a população. É impensável, nos dias de hoje, haver tanta gente ainda sem água e saneamento básico. Sabemos que existem muitas famílias realmente carenciadas e muitos idosos e crianças sem as mínimas condições de apoio. As estradas principais, secundárias, municipais e caminhos rurais estão sem a mínima e a devida manutenção. Temos de melhorar, pois muitos são um perigo constante para os transeuntes», sublinhou Daniel Guerreiro.

Na perspectiva deste candidato, «este é um país governado por um único partido e esta falsa liberdade tem de ser desmascarada. O PS não tem feito mais do que trair outra vez a nossa democracia».

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Assembleia de Freguesia da Luz: Miguel Dias, de 25 anos, animador turístico: «Ir além do turismo, cuidar as nossas terras»

Com 25 anos, Miguel Dias é animador turístico e licenciado em Biologia pela Universidade do Algarve, «onde experimentou o associativo universitário». «A terminar a tese de mestrado, é conhecido por participar em acções de voluntariado com destaque para várias edições do programa VIVER O VERÃO como monitor e em várias acções de limpeza de praias», sublinha o CHEGA a propósito do seu candidato mais jovem a encabeçar uma lista do partido no concelho de Lagos, neste caso à Freguesia da Luz. «Ir além do turismo, cuidar as nossas terras», é o lema de Miguel Dias.

«Cresceu e reside na localidade de Espiche, já foi colaborador do Zoo de Lagos, trabalha actualmente como animador de turismo náutico e, ainda, em part-time numa conhecida cadeia de supermercados», assinala o documento partidário, notando que o candidato «tem como interesses a agricultura biológica e fotografia».

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Assembleia de Freguesia de Odiáxere: Quitéria carlos, de 35 anos, funcionária dos serviços gerais da Santa Casa da Misericórdia de Lagos: «Um futuro com sentid», em que «vamos trabalhar em equipa e fazer um levantamento de todas as necessidades dos habitantes»

«Mais conhecida por ‘Kikas’», assim nota o CHEGA na apresentação de Quitéria Branco Carlos, que tem 35 anos, o 12.º ano, é solteira, mãe de um rapaz e de uma rapariga, de 19 e 35 anos, respectivamente. A candidata à liderança da Freguesia de Odiáxere, onde luta por «um futuro com sentido», «tem trabalhado na área do turismo e nos últimos tempos como administrativa e gestão de equipas».

Reside em Lagos «e actualmente colabora com a Santa Casa da Misericórdia». Quitéria Carlos «tem um cão, um gato e tartarugas, adora animais e a natureza em geral», conclui o partido na apresentação desta figura, que anuncia a sua intenção de «trabalhar em equipa e fazer um levantamento de todas as necessidades dos habitantes» da freguesia de Odiáxere. Por isso, «também peço a todos que tenham ideias, que tenham sugestões, que nos comuniquem», apelou a candidata no comício do CHEGA em Lagos.

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Reportagem de Carlos Conceição e José Manuel Oliveira

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